EXCLUSIVO | ACONTECEU há poucos dias quando voltávamos para casa: de repente um Poodle branco atravessa a rua da minha casa correndo, quase sendo atropelado. Era visível que o pobrezinho estava perdido. Parei na hora, desci do carro e comecei a chamar o cachorrinho. Mas quanto mais eu chamava, mais ele corria.
ESSE DELONGA durou mais de uma hora e, mesmo contando com a ajuda do meu marido e de um motoqueiro desconhecido, não consegui me aproximar do coitadinho. Tive dificuldade em dormir aquela noite pensando nesse Poodle.
POR CAUSA dessa história, que até hoje não sei se teve um final feliz ou não, que decidi conversar com o expert em comportamento canino Gustavo Campelo. Afinal, qual é a maneira correta de se aproximar de um cão perdido ou abandonado? Confira abaixo as dicas do adestrador:
PRIMEIRO passo: deixe que o cão se aproxime
COMECE de agachando à uma distância segura (5 metros é suficiente). Não olhe nos olhos do animal. Olhe para as patas e rabos. “Olho no olho é uma maneira de desafiar um cachorro, sendo assim, ou ele foge com medo ou ataca”, explica Gustavo Campelo.
SEGUNDO passo: tenha petiscos a mão
COM movimentos leves e lentos jogue pedacinhos de petisco bem próximo ao focinho do cão. “Mas cuidado para que o petisco não encoste no bicho. Se ele se assustar as coisas ficam mais difíceis”, adverte o adestrador. Jogue mais dois ou três pedaços próximos. “Se ele estiver comendo significa que a confiança está existindo. É hora de começar a pedir algo em troca”, explica.
TERCEIRO passo: a aproximação
JOGUE um pedaço próximo ao cachorro, mas que obrigue o bicho a dar um passo em sua direção para poder pegar. Desta maneira, você força o cão a se aproximar cada vez mais. “Quando o cão chegar bem perto de você não tente tocá-lo. Ao contrário, com movimentos suaves, dê dois passos para trás e faça o cão se aproximar novamente. Dê mais alguns pedacinhos e agora, ainda sem olhar para ele, faça com que ele pegue petiscos diretamente de suas mãos.”
QUARTO passo: siga o mestre
APÓS esse estágio, se afaste lentamente e vá dando pedacinhos ao cão, que começará a te seguir. Agora sim chegou a hora de avaliar se o melhor é lentamente laçar o cão em uma guia ou corda. “Você também pode conduzir o cão até onde você deseja somente com os petiscos”, finaliza o adestrador. Nesse processo todo, é bom lembrar, ter paciência é essencial.
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Dicas ótimas! Uma vez vi um cachorro escapar da mão do “dono” e sair correndo, como o “dono” estava acompanhado de duas crianças começamos (eu e meu marido) a ir atrás tentando pegá-lo, o cachorrinho percorreu avenidas e mais avenidas, quase foi atropelado. Então eu continuei guiando o carro e meu marido foi correndo a pé. Até que o cachorrinho parou em frente ao centro de Zoonoses de SP. Quando pensamos em nos aproximar ele fez que ia correr, foi então que aguachamos e esperamos ele pegar confiança, detalhe que o próprio Gustavo Campelo nos ensinou (ele adestrou nossos cães). Nisso o segurança reconheceu o cachorro e chamou a veterinária que disse que ele havia acabado de ser adotado por um sr e duas crianças, ela ficou abismada de em tão pouco tempo o cachorro já ter corrido o risco de ficar nas ruas e então decidiram colocar o cachorrinho para dentro e disponibilizá-lo para adoção novamente, pois acharam um absurdo o rapaz acabar de adotar e já perder o cachorrinho. Quando estávamos já decididos a ir embora o rapaz chegou com as crianças na Zoonose e começou a conversar para tentar levar o cachorrinho novamente. Nós seguimos nossos compromissos e fomos embora, mas a veterinária estava decidida a cuidar ela mesma do cachorrinho e não o entregar novamente para este rapaz.