EXCLUSIVO | DIA 2 de novembro é dedicado àqueles que já se foram. Cemitérios de todo país estarão lotados de familiares e amigos que, motivados pela saudade, levam flores e até conversam com as lápides. Esta tradição católica, com origem no século II, foi criada para que os mortos, muitas vezes esquecidos, recebessem uma oração pelo menos uma vez no ano.
A DOR do luto é uma das mais profundas que sentimos e ela não se restringe aos seres humanos. Quem já amou e perdeu um cachorro sabe o quanto dói dizer adeus. “É muito normal sentirmos um vazio enorme que parece que não será mais preenchido. Chorar e sofrer pela perda é normal e saudável”, afirma a médica veterinária Alessandra Keidann do Bolicho do Bicho. “O que não podemos deixar acontecer é que este sentimento se prolongue por muito tempo.”
O PAPEL da fé
A RELIGIÃO e a fé sempre auxiliaram o ser humano a lidar com esta perda. Para a zootecnista Fernanda Vieira, criadora do blog Os Animais e o Espiritismo, acreditar que a vida de qualquer ser vivo acaba no momento em que seu corpo padece é desconfiar das perfeitas leis que regem o mundo. “É acreditar que seres vivos são como máquinas, que quando inutilizadas, já não existem mais”, argumenta.
PARA o Espiritismo, todos os animais não-humanos estão sob os cuidados dos espíritos superiores, são como anjos da guarda que, no momento do desencarne, auxiliam os outros animais a desligarem-se do corpo físico. “Quando o dono é uma pessoa amorosa que verdadeiramente cuida de seu amigo, a equipe espiritual tem maior facilidade neste processo.” Isso significa que o amor que o tutor direciona ao animal, auxiliaria no encaminhamento do cachorro para o plano espiritual e na continuidade da sua evolução espiritual.
A REAÇÃO ao luto
A MÉDICA veterinária Alessandra Keidann confirma que a perda de um animalzinho é uma situação delicada. “Sempre que preciso encarar um proprietário que acabou de perder um animalzinho me coloco em seu lugar.” A questão é ainda mais profunda quando envolve crianças e pode servir, acreditem, como um grande aprendizado. “Acho interessante aproveitar a experiência para explicar sobre a vida e a morte. Afinal, morreremos um dia e é muito mais fácil falar sobre isso quando se trata de um animal do que quando se trata de um parente”, defende Alessandra que já viveu na pele a experiência.
“O PRIMEIRO bichinho dos meus filhos que faleceu foi a Marrie, uma gatinha que durou apenas 14 dias após a adoção. Eles tinham 3 e 1,5 anos quando isso aconteceu, mas não houve nenhum tipo de trauma. Pelo contrário, ambos choraram a perda (assim como eu), superaram e hoje eles falam sobre o assunto com normalidade e tem uma nova gatinha, a Mole”, relata.
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è extremamente doloroso mesmo,só quem ama verdadeiramente seu animal e o perde sabe a dor imensa que causa.Nossos corações ficam vazios e nada parece ter graça,pois tudo lembra o animal.
EU EM 23 DE NOVEMBRO DE 2009 FIQUEI SEM MINHA BABI UMA GATINHA MEIGA E MUITO COMILONA ADQUIRIU DIABETES E , EU MAL ORIENTADA PELO VET///NÃO CONSEGUI SALVÁ..LA ELA TEVE UMA CRISE MUITO FORTE E POR JÁ ESTAR COM15 ANINHOS TEVE MUITOS PROBLEMAS E FOI RECOMENDADO PELA VETERINARIA QUE A ATENDEUEM UM HOSPITAL VET///A EUTANÁSIA;;;;FOI O DIA MAIS DOLOROSO DE MINHA VISA FUI ME DESPEDIR DELA E AUTORIZAR A EUTANÁSIAELA ESTAVA MUITO DEBILITADA SEU CORPINHO ENTRAVA EM CHOQUE DE CONVULSÕES A GLICOSE SUBIA E DE REPENTE DESCIA…ELA ESTAVA SOFRENDO ENTÃO CHEGUEI PERTINHO DELA E DISSE..LHE…BABICA Á VOVÓ VEIO TE LIBERTAR…ELA MEXEU UMA ORELHINHA;;;PELO QUE A VET/// ME COLOCOU SE EU ADEIXASSE SEGUIR ELA SOFRERIA MAIS POIS JÁ ESTAVA CEGUINHA E SEUS ORGÃOS ESTAVAM EM FALENCIA…URINAVA SEM CONTROLE E DEFECANDO TAMBÉM SEM CONTROLE…SEI QUE PARA ELA EU FIZ O MEU MELHOR MAS ATÉ HJ EU NÃO ME SINTO FELIZ SAUDADES DELA POIS ERA MUITOOOO MEIGINHA CARMOSA E CARINHOSA EU JAMAIS IREI TE ESQUECER BAICA COMILONA DA VOVÓ,,,MARIZA
Discordo da médica Alessandra Keidann no que diz respeito à comparação feita, afirmando que “é muito mais fácil falar sobre isso quando se trata de um animal do que quando se trata de um parente”, Isso é muito relativo, pois sendo parente ou animal, de toda forma tratam-se de entes queridos e toda separação é sempre dolorosa quando envolve quem amamos. Não importa se é um ser humano, ou um animal de estimação: o amor e a dor da perda são iguais.
E no caso de minha família, foi para todos nós muito mais dolorosa a separação de nossa cadela Dolly, que de nossa avó paterna, que sempre foi uma pessoa muito ríspida, fria, distante.
Oi, Erika! Quando eu fiz a comparação pensei em um animal muito querido e uma pessoa muito querida como um pai ou uma mãe ou um parente próximo e amado. O que eu creio é que nós, adultos, podemos nos manter mais lúcidos em um episódio de morte de um animal a ponto de poder conversar com as crianças sobre o que está acontecendo e como funciona a vida e a morte.
Abraço!
É horrível! Já perdemos muitos bichinhos que até hoje lembramos e rimos com muita saudade…
Digo rir das travessuras.
Eu acredito que é sempre um aprendizado essas separações. Bom é saber que haverão outros momentos. Mas levando em conta que um cãozinho tem um tempo de vida estimado menor do que o nosso, vamos ter que lidar com essa separação…
Muito legal a matéria, gostei mesmo.
Foi quando meu cachorro Quick morreu que fiz uma das melhores mudanças de minha vida: saí do meu curso de licenciatura em música e fui fazer Medicina Veterinária. Sou grata a ele por essa mudança de rota que tanto me faz feliz. E até hoje lembro com saudades e muito amor dele!
Perdi minha princesinha ontem, ela foi atropelada na rua onde moro, mas conseguiu correr pra casa e morrer nos nossos braços, quem tem bicho de estimação sabe o quanto estou sofrendo nesse momento, não paro de lembrar da Guta um só minuto, ela era extremamente carinhosa, companheira e enquanto estava em casa ela sempre estava comigo, fiquei pensando como é q isso pode acontecer e pq?…até agora não consigo explicar, e fico aqui culpando pq não consegui salvá-la ou evitar q acontecesse isso, ela estava linda, castrada, super saudável, aqueles olhos azuis nunca mais vão sair da minha memória, sentirei mta, mas mta falta da minha lindinha e foi tão cedo, ela não tinha um ano ainda, e não consigo imaginar a minha casa sem ela, peço a Deus e a São Francisco de Assis que conforte meu coração pois não me conformo com a morte da minha pequena Guta, mas ela sabe o quanto foi amada e querida, não sei se os animais entendem, mas eu sempre dizia pra ela q a amava, foi uma covardia tirarem ela de mim assim.
Paula, não se culpe!! Pense que onde ela está agora, está bem! Sei que é difícil, mas que tal ajudar uma ONG que cuide de animais para tentar melhorar este sentimento…Claro que você nunca vai se esquecer da sua princesinha, mas pelo menos vai amenizar um pouco a sua dor!! Pense nisso!!