EXCLUSIVO | DEZENAS e até centenas de cachorros convivendo em uma mesma casa depois de serem resgatados da rua. Isso pode ser considerado um ato de amor de uma protetora engajada, mas até que ponto este comportamento é saudável para os cães e o próprio ser humano? Quem um dia não conheceu uma pessoa que acumulou animais por vários anos sem ter a mínima condição financeira, física e até de higiene? Mais do que um problema de saúde pública, para a Psicologia este comportamento tem um nome: Síndrome de Noé.
OS PRIMEIROS relatos deste transtorno psicológico surgiram na década de 1970 e a partir desta época a doença foi avaliada como uma consequência da Acumulação Compulsiva (Síndrome de Diógenes) ou ainda parte do TOC (transtorno obsessivo compulsivo). “As pessoas vão acumulando coisas ou objetos inúteis e são incapazes de se desfazer deles”, explica a psicóloga Fátima Repanas, especialista em Terapia Floral.
SEGUNDO a psicóloga, o indivíduo com a Síndrome de Noé não é capaz de reconhecer que os animais que ele vai acumulando estão sofrendo, seja porque não se alimentam direito ou pela falta de acomodações higiênicas. “Geralmente são pessoas idosas, embora isso não seja regra, que se isolam do convívio de outras pessoas”, explica Fátima. “Na maioria das vezes, se tornam praticamente incapazes de realizar atividades básicas como cozinhar ou tomar um banho”.
AJUDA e tratamento
ESTE tipo de doença é mais comum do que muitos podem imaginar. “Existem inúmeros casos de pessoas que se isolam do mundo e sua única fonte de prazer é acumular cachorros e gatos”, relata a psicóloga. “Às vezes não damos importância para isso, mas estamos errados, um comportamento assim gera doença, sujeira e muita tristeza”, argumenta.
MAS como agir se conheço alguém com este transtorno? A psicóloga recomenda contatar a Sociedade Protetora dos Animais e pedir que retirem os animais de tal situação. Cuidar de pessoas com Transtorno de Noé, entretanto, não é uma tarefa fácil e demanda a ajuda de vários profissionais, como um psicólogo e um agente de saúde pública. “Para que não seja tão traumático para o paciente, é necessário preparar a pessoa com terapia para se desapegar, trata-se então a compulsão de acumular e os animais vão sendo tratados e doados.”
VOCÊ conhece alguma pessoa que demonstra ter os sintomas do Transtorno de Noé? Então não deixe de compartilhar sua história nos comentários deste post.
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Oi me identifico com vários pontos deste artigo, tenho varios animais, na verdade 40 gatos e 6 cachorros, a diferença é que não os procuro, e sim colocam em minha porta por morar em cidade pequena, e que sabem que tenho pena dos animais, eles são bem alimentados tem carinho, veterinário que os atende de forma gratuita, mas na verdade não tenho mais força fisica,financeira e nem emocional para manter todos estes animais, sou aposentada tenho 57 anos, moro em lugar afastado do centro onde eles tem plena liberdade, só quero saber quem poderia se responsabilizar pelo menos por parte deles, me ajude por favor, atenciosamente Liane Reis