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Archive for janeiro \31\UTC 2010

CRESCI na companhia de cachorros. Até tive gatos na infância, três para ser exata, mas não tenho muitas lembranças afetivas com eles. Já com meu primeiro cachorro, Toby, guardo imagens fortes e que carrego comigo até hoje. Toby era capaz de dividir momentos comigo e acho que é isso o que eu mais gosto a respeito dos cães.

LEMBRO de um dia na infância que cheguei em casa depois de brincar na rua e não encontrei minha mãe. Eu tinha 6 anos ou menos e ela devia estar simplesmente batendo papo com uma vizinha do outro lado da rua. Mas para mim ela havia desaparecido e chorei profundamente assustada. Toby se aproximou e lambeu meu rosto e um pouco das lágrimas. Não tem como se esquecer de algo assim, o laço foi formado.

É ASSIM que começa uma lista de memórias com esse Cocker Spaniel que meu pai pagou o preço de um cachorro com pedigree mas que se mostrou com o tempo uma raça não definida. Ele topava fazer papel de noiva com direito a vestido e véu nas nossas brincadeiras, bebezinho comportado com babador e se revelou um legítimo Casanova – sumia por dias atrás de uma cadelinha no cio e voltava todo estropiado, magro e fedorento, mas com um leve sorriso no rosto. Aliás, cruzou até bem velhinho, um pouco antes de ir pro céu dos cachorros (que se houver um Toby merece uma casinha) quando tinha seus 13 anos.

PARA chegar até esse blog, no entanto, existe uma parte importante da história que começou aqui em São Paulo. Casada há um ano e com poucos amigos na cidade grande, senti uma grande solidão que achei que preencheria com um cachorro no nosso minúsculo apartamento. Fascinada por Fox Terrier, comecei a pesquisar tudo a respeito da raça e finalmente encontrei uma criadora em São Caetano, na grande São Paulo. Nosso cachorro ganhou o nome de Ciccillo, em homenagem ao milionário italiano Ciccillo Matarazzo, que apoiou vários artistas brasileiros e ajudou a construir a Bienal de São Paulo.

MORANDO perto do Parque da Aclimação, passeava todos os dias com Ciccillo e foi assim que aprendi que na metrópole as pessoas que têm cachorros se mostram mais cordeais. Aos poucos, conhecia quase todos os cachorros do parque pelo nome (e confesso que não decorei o nome de nenhum dono). Fiz amigos, vários amigos e me tornei a Gaúcha do Ciccillo. De dona de cachorro passei a editora desse blog, onde pretendo contar curiosidades desse mundo cão, no bom sentido, é claro.

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