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Archive for the ‘Adestramento’ Category

O medo pode ser transmitido ao filhote ainda na barriga da mãe

O medo pode ser transmitido ao filhote ainda na barriga da mãe

EXCLUSIVO | TÍMIDO, extrovertido, independente, carente, protetor, medroso. Seu cachorro apresenta alguma dessas características citadas acima? Se você respondeu “sim”, saiba que estamos falando de um tema pouco explorado no adestramento de animais: a personalidade canina.

SEGUNDO o comportamentalista animal Gustavo Campelo, do site Adestramento dos Cães, o comportamento (ou personalidade) dos cães varia de acordo com dois fatores: a genética e o ambiente. “Cada cão tem sua própria cadeia de DNA diferente um do outro e só por esse motivo já há razões para se comportarem de maneira diferente uns dos outros”, afirma Campelo. Além disso, as vivências de cada cão também o poder de alterar seu comportamento. Ou seja, o ambiente, até mesmo ainda dentro da barriga da mãe, pode influenciar o processo de aprendizagem do filhote até a vida adulta. O medo, por exemplo, pode ser transmitido ainda na barriga da mãe, pois o estado emocional da cadela influencia os filhotes que ela carrega.

Socializar desde filhotinho ajuda tanto cães “tímidos” como medrosos

Socializar desde filhotinho ajuda tanto cães “tímidos” como medrosos

CONFUNDINDO timidez com medo

SABEMOS que muitas pessoas são tímidas por natureza. Mas nem por isso devem ser classificadas como medrosas por simplesmente terem dificuldade em falar em público, por exemplo. O mesmo acontece com os cães. Para Gustavo Campelo existe uma grande diferença entre um cão “tímido” e um cão medroso. “Existem cães que não são medrosos, mas apenas não querem interação com pessoas ou outros cães. Eles estão confortáveis, tranquilos.” Já os cães medrosos ficam visivelmente perturbados com a situação que causa medo e querem sair dali o quanto antes.

A CAUSA e a solução

COMO já explicamos neste artigo, o medo – seja de barulhos (fogos, trovões, motos), de pessoas e até de outros cães – pode ser transmitido ainda na barriga da mãe. Além disso, adverte Campelo, algumas pessoas desavisadas colocam o cão em situações de estresse excessivo e que geram esse tipo de reação. “Um cão que nunca viu outros cães antes não pode simplesmente ser jogado no meio de um grupo de animais. É normal esperar que eles se assustem.” O seja, assim como os bebês humanos, os filhotes não podem ser colocados em situações da qual não estão preparados emocionalmente para lidar sozinhos.

A PREVENÇÃO para cães que têm medo ou se mostram muito tímidos é a mesma: socializar o animal desde filhotinho e antes mesmo de sair de casa. “Apresente alguns estímulos e, assim que o médico veterinário liberar os passeios, tente participar de aulas profissionais de socialização de filhotes.” A equipe de Gustavo Campelo, por exemplo, oferece essas aulas todos os sábados de manhã na cidade de São Paulo. E o melhor: a primeira aula é sempre gratuita para filhotes.

(Fotos: Carol Camanho)

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Cachorros podem sentir a chegada da chuva muito antes dos humanos

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EXCLUSIVO | QUEM  assistiu o filme ou leu o livro Marley & Eu sabe qual era o maior medo do Labrador mais amado e indisciplinado dos últimos tempos: chuva e trovões. Marley era capaz de destruir a garagem ou a casa inteira com medo do barulho dos trovões e parecia pressentir quando uma chuva se aproximava. O que o filme não mostrou é como lidar com um cachorro que, como Marley, tem horror ao barulho do trovão.

A RAZÃOdesse medo pode variar bastante. Mas segundo a adestradora e sócia da empresa de passeios Matilha em Família Katia Morioka a origem pode ser algum trauma que o cão passou em sua vida e, por acaso, estava chovendo. “Sendo assim, ele pode associar o trovão e a tempestade com algo ruim em sua vida”, explica. Outra razão pode ser simplesmente o barulho alto que o trovão causa e o consequente susto.

Dar carinho quando o cão tem medo é o maior erro dos donos

Dar carinho quando o cão tem medo é o maior erro cometido pelos donos, afirma adestradora Katia Marioka

ESSE terror por trovões pode começar muito antes do dono perceber que uma tempestade se aproxima, já que cães conseguem ouvir 4 vezes mais longe que o ser humano. “O intervalo de frequência dos cães é bem maior que de humanos. A frequência detectada pelo homem vai de 16 Hertz a 20.000, já a do cão, vai de 10 Hertz a 40.000”, informa Katia. Além disso, o olfato também pode anunciar uma mudança no tempo já que cães têm o olfato pelo menos 30 vezes melhor que o nosso.

MAS nosso comportamento, como donos, também pode ajudar o cão a se assustar com a chegada da chuva. “Quando a chuva está para vir, começamos a nos movimentar para fechar janelas, correr para não pegar chuva e eles podem associar esses movimentos precedentes à chuva.”

SEU cachorro também tem medo de chuva, trovão ou relâmpago (ou qualquer outra fobia)? Então confira as dicas da adestradora e sócia da empresa de passeios Matilha em Família Katia Morioka:

CANINABLOG: Quando o medo do cão é considerado natural? E quando o dono deve se preocupar?

Katia Morioka: Na verdade, qualquer tipo de medo é preocupante. Qualquer medo, fobia ou trauma não é uma coisa saudável. O interessante seria descobrirmos o histórico e quando começou para assim tentarmos ajudar o cão a superá-lo.

CANINABLOG: Como o dono pode ajudar o cachorro a lidar com esse medo?

Katia: Primeiro de tudo, não podemos reforçar esse medo. Geralmente o cão se assusta com o barulho e nós tentamos acalmá-lo pegando ele no colo, falando suavemente ou fazendo carinho. Não nos damos conta que dessa forma estamos recompensando ele de uma atitude indesejada. Se acariciarmos os cães em momentos de medo, seria o mesmo que dizer: “muito bem, continue com medo que ganhará um carinho”.

Katia Morioka é adestadora e sócia da empresa de passeios Matilha

Katia Morioka é adestadora e sócia da empresa de passeios Matilha em Família

O IDEAL seria ignorá-lo no primeiro momento em que ele se assustar. Mas se o cão já vier com esse medo, tente associar a chuva e o trovão com coisas boas, como petiscos ou brincadeiras. Mas muito cuidado para não dar o petisco no momento em que ele estiver com medo. Espere até que ele se acalme para oferecer uma recompensa.

DICA extra: Na maioria dos casos, os cães adquirem fobias ou medos por causa da reação do dono, ou seja, ao acariciá-lo ou dar colo.  Se seu cão tem qualquer medo, a primeira tentativa de mudar esse comportamento é ignorando totalmente. Mas se o cão entra em um estado de pânico, procure um profissional (adestrador ou comportamentalista) para trabalhar no seu comportamento.

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Copa das Confederações e a fobia por fogos de artifício

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Andrea Rosa e Fenomeno_Foto_de_Xinhua_Yang Lei

Nem todo cachorro é como Fenômeno, que curtiu os jogos da Copa na África do Sul

ADESTRAMENTO | A COPA das Confederações 2013 começa neste sábado, dia 15 de junho às 16h. O pontapé inicial será dado pelo Brasil e o Japão que jogarão no Estádio Nacional Mané Garrincha em Brasília. Sabendo que brasileiro é apaixonado por futebol, já sabemos que milhões estarão com a cara colada em frente à televisão e, se a seleção comandada pelo técnico Felipão der certo, centenas de rojões, cornetas, buzinas, bombinhas e até gritos serão soltos durante os jogos.

MAS será que seu cachorro também aproveitará essa festa toda? A verdade é que os cães podem sofrer muito com todo este barulho e agitação. Segundo o veterinário responsável pelo Clube de Cãompo, hotel fazenda para cães, localizado em Itu (SP), Aldo Macellaro Jr, os pets têm audição diferente da nossa e por isso os ruídos agudos incomodam ainda mais. “O barulho realmente irrita o animal. Se alguns fogos de artifício são altos e doem os nossos ouvidos, isso também acontece com o deles.”

Confira dicas de como ajudar seu cão a lidar com o barulho dos jogos

Confira dicas de como ajudar seu cão a lidar com o barulho dos jogos

CONSEQUÊNCIAS comportamentais

ALÉM do incômodo físico, o estampido dos rojões, muito comuns durante os jogos, pode provocar medo e até mesmo fobia em animais que passaram por um treinamento errado. “Os cães que apresentam fobia a fogos de artifício foram, em sua maioria, condicionados de maneira errada a esse comportamento. O animal entende o barulho como algo fora da rotina dele e apresenta algumas alterações de comportamento. Se o proprietário responde a essas alterações, pegando no colo ou mimando demais o animal acaba reforçando a ideia de que é uma situação de perigo e que o animal deve temer”, explica Macellaro.

O MEDO pode gerar uma situação de estresse e provocar uma série de alterações físicas e de comportamento no animal, como taquicardia, tremores e salivação. Se o cão sofre com problemas cardíacos e convulsões, pode ainda sofrer ataques durante os períodos de maior intensidade do barulho.

COMO lidar com o problema, dicas do veterinário Aldo Macellaro Jr:

Medicamentos não são recomendados: O veterinário desaconselha o uso de tampões e ataduras para tentar amenizar o barulho. “Isso pode provocar ainda mais estranheza no animal e não vai resolver o problema”. O especialista lembra que o uso de sedativos e outros medicamentos só devem ser realizados sob a prescrição médica. “Só ele vai poder avaliar as características do animal corretamente”. O ideal seria educar o animal desde filhote a não associar esses sons e ruídos a algo que ele deva ter medo.

Não reforce o comportamento de medo: Nas primeiras vezes em que ele apresentar sinais desse sentimento, tente associar o barulho a algo positivo, oferecendo a ele o brinquedo preferido dele ou algum petisco. Não pegue o animal no colo e tente mostrar a ele que aquela não é uma situação que ele deve temer”.

Animais com fobia: Se o problema foi identificado agora que começaram os jogos e a barulheira, uma boa solução imediata é afastar completamente o cão do barulho, levando-o a locais protegidos. Entretanto, o recomendado é um treinamento de recondicionamento que deve ser feito por especialistas, ou seja, adestradores ou comportamentalistas animais.

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Aumentar a quantidade e a intensidade dos exercícios evita o estresse canino

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EXCLUSIVO | LAMBER, morder e coçar. Esses três comportamentos são comuns em qualquer cachorro. Lamber é uma maneira do cachorro manter sua higiene. Já morder pode até ser simplesmente uma brincadeira entre cães. Já coçar pode ser uma pulga passeando pelo seu cachorro. O problema começa quando estes três atos se tornam excessivos e acabam desencadeando um problema de comportamento animal chamado automutilação. Geralmente, o início é apenas lambedura em excesso que depois pode evoluir para arrancar os próprios pelos, morder patas e rabos”, explica o especialista em comportamento animal Gustavo Campelo. “Lamber-se em excesso já é um sinal de estresse”, adverte.

MAS por que um cachorro tem este tipo de comportamento destrutivo? Segundo Campelo, cães muito estressados, ansiosos e inseguros, e que gastem pouca energia física e mental podem ter esses comportamentos. “Morder e se lamber servem como um alívio e para fugir do estresse do ambiente, por exemplo.”

COMO ajudar

O PRIMEIRO passo é uma visita ao médico veterinário para verificar se não existe nenhuma causa fisiológica para esse problema, como uma alergia, por exemplo. Essa razão descartada, agora chegou a hora de aumentar as atividades físicas e mentais do cachorro, caminha mais, corra e, se for possível, faça um treinamento de agility e obediência. “Um especialista em comportamento animal pode ajudar o dono a elaborar exercícios personalizados para o cão”, recomenda Campelo.

O QUE não fazer

Cachorros que se lambem demais podem estar estressados, indica comportamentalista Gustavo Campelo

Cães que se lambem demais podem estar estressados

NORMALMENTE os donos não aguentam ver o animal com esses comportamentos e, quando ele começa a se morder, dá broncas ou tenta distrair o cão com brincadeiras. Mas atenção: Campelo afirma que essas atitudes servem como motivação para o animal continuar se ferindo, já que recebe atenção nessas situações.

COMO  evitar o problema 

“A PREVENÇÃO começa antes mesmo de levar o animal para casa”, adverte Campelo. Em primeiro lugar, todo dono precisa saber que um animal de estimação exige dedicação e que cada cão precisa gastar um nível diferente de energia por dia. Por isso é importante escolher muito bem seu melhor amigo de acordo com a própria personalidade e rotina. “Quando o animal finalmente chega em casa, comece um treinamento de obediência o mais rápido possível. Socialize muito bem seu filhote. E aprenda a se comunicar com seu cão de maneira clara e coerente.” Campelo garante que estes fatores são essenciais para eliminar o estresse em cachorros e assim evitar problemas como a automutilação.

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"Ninguém é obrigado a gostar de cães. O que precisa é ter bom caráter e sensibilidade", adverte especialista

Avalie o comportamento do seu cachorro quando a funcionária chega em casa

EXCLUSIVO | ENCONTRAR uma empregada doméstica qualificada e de confiança é uma tarefa difícil em qualquer cidade, de uma metrópole como São Paulo até um pequeno povoado no interior. O desafio é ainda maior quando essa funcionária tem como uma das suas ocupações cuidar do cachorro, ou seja, alimentar, passear ou até mesmo mudá-lo de local para poder limpar o quintal ou o canil. Por essa razão, muitos donos se perguntam: será que minha funcionária está cuidando bem do meu melhor amigo? Ou na hora de contratar: será que ela tem jeito com bichos?

PARA ajudar centenas de pessoas que já se fizeram estas e outras perguntas sobre a relação do seu cachorro com a empregada doméstica, o CaninaBlog conversou com o adestrador e comportamentalista animal Gustavo Campelo, que já adianta: “A pessoa não precisa gostar de cães para tratar bem os animais. Ninguém é obrigado a gostar de cães. O que precisa é ter bom caráter e sensibilidade de saber que o animal tem sua importância para a família e que é um ser que sente dor e fome, por exemplo”.

Se o cachorro for agressivo, o correto é chamar um profissional para orientar

Se o cachorro for agressivo, o correto é chamar um profissional para orientar

QUER saber mais? Então confira abaixo as super dicas do comportamentalista animal Gustavo Campelo:

COMO avaliar uma funcionária nova

A PRIMEIRA atitude seria conversar com a funcionária e saber se ela topa cuidar do animal. Se a resposta for “sim”, dê orientações de como deve ser o tratamento dela com ele. Se ela não concordar ou se mostrar resistente, é bom não forçar a situação. “Na minha opinião, isso sempre gera problemas a médio ou longo prazo”, orienta o especialista em comportamento animal.

COMO saber se o cachorro é bem tratado

SEMPRE avalie o comportamento do animal quando a funcionária chega em casa. “Ele não precisa sair correndo e pular na pessoa. Mas não deve fugir, tremer ou perder a espontaneidade”, adverte Campelo.

AGORA, se o cão normalmente é amigável com todos e justamente com a funcionária ele se assusta, treme ou se esconde, pode ser um sinal de que algo ruim está acontecendo.

COMO orientar a funcionária

O IDEAL é que o dono acompanhe o passeio algumas vezes para explicar e verificar se tudo está sendo feito da maneira correta. “Andar com cães, aparentemente, é uma tarefa simples, mas fazer isso corretamente e prestando atenção nas coisas em sua volta é, na verdade, um exercício bem complicado.”

COMO entrosar seu cachorro com a faxineira

SE O CÃO já for um animal inseguro, o melhor é não forçar a interação. “Peça para a nova  funcionária ignorar o animal por uma semana”, recomenda Campelo. “A não ser que o animal se aproxime e peça carinho”. A partir daí, peça para ela oferecer as refeições. Em geral, após 3 semanas eles já estão adaptados à presença um do outro. “Mas se o cachorro for agressivo, o correto é chamar um profissional para orientar como deve ser feito o entrosamento dos dois”, explica.

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Loja virtual foi a primeira especializada em adestramento e cães

Loja virtual foi a primeira do Brasil especializada em adestramento e cães

EXCLUSIVO | O MERCADO pet ainda estava dando os primeiros passos quando a especialista em comportamento e psicologia canina Cláudia Pizzolatto abriu em 2001 a primeira loja virtual dedicada exclusivamente a cães do Brasil, a BitCão. Inspirada no modelo norte-americano, que na época já era um mercado bem amadurecido, Cláudia trouxe da sua estadia de três anos no exterior uma paixão ainda maior pelos animais e também uma nova atividade profissional.

NO PERÍODO que morou nos Estados Unidos, estudou com renomados treinadores norte americanos, como Daryl Cooper da Big D’s Dog Training e Chuck da Alpha Academy, e ainda se especializou como Treinadora Profissional de Cães pela National Dog Trainers Association (NDTA) e por fim se formou em Psicologia Canina pela mesma instituição. “Sendo assim, foi quase natural que a BitCão (abreviação para Brinquedos Inteligentes para o Treinamento do seu Cão), já surgisse focada em produtos que pudessem atender a demandas mais específicas, como problemas comportamentais e adestramento”, conta a fundadora da loja virtual.

Fundadora da BitCão, Cláudia Pizzolatto é formada em psicologia canina

Fundadora da BitCão, Cláudia Pizzolatto é especialista em comportamento formada em psicologia canina

A FORMAÇÃO especializada de Cláudia também garante um grande diferencial da loja diante das centenas que surgiram desde 2001 quando a BitCão foi criada. Além de oferecer ao mercado ítens inovadores, nacionais ou importados, todos os produtos são testados para ter sua eficiência e qualidade comprovadas. Ou seja, o cliente leva pra casa um produto já testado por especialistas e até por outros clientes.

QUER saber mais? Então confira abaixo a conversa que o CaninaBlog teve com a especialista em comportamento e psicologia canina Cláudia Pizzolatto, fundadora da BitCão:

CANINABLOG: Qual é o maior diferencial da BitCão?

Cláudia Pizzolatto: Nos preocupamos com o bem-estar do animal e acreditamos que a convivência com seu dono deve ser a melhor possível. No mundo de hoje, os bichos podem ficar estressados, seja porque passam muito tempo sozinhos, ou porque não passeiam o suficiente, ou ainda porque o dono não lhes dá a devida atenção. Além disso, cada cão tem uma maneira de se comportar, inerente ou não à sua raça. Nossa missão é oferecer produtos que ajudem a solucionar algum problema comportamental dos cães, itens para treinamento e adestramento ou ainda produtos que são necessários para o dia-a-dia e bem estar do bichão.

 

Todos os produtos são testados antes de serem vendidos

Todos os produtos são testados antes de serem vendidos, garante fundadora da loja

CANINABLOG: Qual é o perfil do consumidor da loja?

Cláudia: Na sua maioria, mulheres (apesar dos homens terem uma participação importante também), classe A, de 25 a 55 anos, que têm um ou mais cães e que muitas vezes não conseguiram achar um produto adequado para sua necessidade.

 

CANINABLOG: É verdade que vocês testam todos os produtos vendidos?

Cláudia: Sim. Eu faço uma pré-escolha dos produtos, sempre pensando no que seria interessante lançar e que não existe ainda no mercado. Muitas vezes, até desenvolvemos produtos com fornecedores, para chegar no melhor protótipo possível. A BitCão tem uma base de clientes que participa dos testes e, dependendo do produto, enviamos para algumas pessoas avaliarem. É muito importante o feedback que recebemos deste grupo, pois muitas vezes deixamos de lançar um produto em função do resultado que deixou de ser alcançado. Além disso, eu pesquiso sobre o produto, falo com o fabricante e relaciono todas as informações relevantes sobre ele. Com o teste, também conseguimos enriquecer a descrição do produto na loja, já que nem sempre o fabricante avalia todos os aspectos em profundidade.

CANINABLOG: A maioria dos produtos para adestramento ainda são importados?

Cláudia: Existem muitos produtos nacionais de boa qualidade, assim como os importados. A diferença é que o mercado americano é mais amadurecido, portanto, alguns produtos são criados antes lá fora. Mas nós já contamos com muitos consumidores exigentes e isso nos ajuda muito na hora de escolher um produto para colocar na nossa linha. Recebemos sugestões e ideias de vários clientes que servem de norte para focarmos no que realmente é importante.

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A Gentle Leader é recomendada para cães que estão aprendendo a caminhar com a guia

A Gentle Leader é recomendada para cães que estão aprendendo a usar a guia

EXCLUSIVO | VOCÊ leva seu cachorro para passear ou é seu cachorro que te arrasta pela rua? Muitos donos sofrem com cachorros que puxam demais (ao ponto de se engasgarem com a coleira), empacam, pulam nas pessoas na rua ou ainda latem de forma descontrolada para outros animais. Se você se identificou com algum destes comportamentos, então chegou a hora de conhecer uma invenção criada por dois americanos experts em comportamento canino e que chegou no Brasil no final da década de 1990: a guia Gentle Leader, algo como “condução gentil” em português.

POUCA gente sabe, mas a origem da coleira Gentle Leader para cães é o cabresto utilizado em cavalos. Mas, claro que a versão canina passou por várias adaptações. A Gentle Leader é formada por duas fitas, uma passada em cima do focinho e a outra atrás das orelhas (no mesmo lugar usado do enforcador), onde se prende a guia de condução. Para chegar à um modelo que fosse adaptável para várias raças caninas, foram necessários anos de pesquisa do médico veterinário R. K. Anderson e a então presidente da Associação Nacional de Instrutores de Obediência Canina Ruth E. Foster, criadores da Gentle Leader.

Gentle Leader não é uma focinheira e não deve ser usada em cães muito agressivos

Gentle Leader não é uma focinheira e não deve ser usada em cães muito agressivos

A IDEIA desses dois criadores era uma guia com ajuste perfeito que guiasse a cabeça e o corpo do cachorro e, ao mesmo tempo, tivesse a vantagem de se utilizar dos instintos naturais do animal em responder a pressões em pontos específicos no seu focinho e pescoço. O resultado deste estudo científico foi a Coleira Gentle Leader e seu grande diferencial é que essa coleira coloca pressão primeiramente na parte traseira do pescoço, e não no focinho ou na garganta. Evitando assim a necessidade de enforcadores ou colares de pinos.

QUER saber mais sobre a Gentle Leader? Então confira no post abaixo uma entrevista exclusiva com a adestradora e sócia da empresa de passeios Matilha em Família Katia Morioka.

CANINABLOG: Qual é a ideia básica da gentle leader?

Katia Morioka: A Gentle Leader (GL) é formada por duas fitas, uma passa por cima do focinho e a outra atrás das orelhas (no mesmo lugar usado do enforcador), onde se prende a guia de condução. Quando o cão fizer algum movimento indesejado, a guia automaticamente lhe dará uma leve repreendida para que o cão continue olhando para frente e siga o seu percurso. Isso faz com que o cão tire o foco das coisas indesejadas, por exemplo.

CANINABLOG: Qualquer cão, de qualquer idade ou porte, pode usá-la?

Katia: Pode sim, desde que o condutor saiba usar a GL da forma correta.

 

Katia Morioka é adestadora e sócia da empresa de passeios Matilha

Katia é adestradora e sócia da empresa de passeios Matilha em Família

CANINABLOG: Em que casos ela é recomendada?

Katia: A GL é recomendada no caso de cães que estão em fase de aprendizado para caminhar na guia. Aqueles cães que puxam muito quando saem para passear. Também pode ser uma boa solução para uma caminhada mais tranquila. Lembrando que o condutor deve estar bem orientado da forma correra de se usar a GL.

CANINABLOG: Pode ser uma boa opção para cães agressivos?

Katia: Depende do nível de agressividade do cão. Se for para cães que realmente atacam, não vai surtir efeito nenhum, pois ela está longe de ser uma focinheira. A GL não impede que o cão abra a boca, portanto ele conseguirá morder qualquer um e qualquer coisa, inclusive o próprio condutor. Se o cão estiver em um nivel baixo de agressividade, pode ser usada como forma de correção e repreensão a atitudes indesejadas.

CANINABLOG: Em que casos ela não é recomendada?

Katia: Antes de usar qualquer coleira, até mesmo as convencionais ou enforcadores, precisamos saber se o cão tem algum problema como, por exemplo, na coluna pois pode agravar seu problema de saúde.

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