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Archive for the ‘Comportamento’ Category

ADOÇÃO | A ORGANIZAÇÃO Mundial da Saúde calcula que só no Brasil existam 20 milhões de cães., sendo que 10% destes cães estão abandonados pelas ruas ou em ONGs. É por essa razão que muitas organizações de proteção animal têm incentivado a castração para impedir a reprodução já descontrolada da população canina. Enquanto isso, ONGs de todo país estão lotadas de cães para adoção.

ASSIM como acontece com os humanos para adoção, é muito mais fácil um filhote ser adotado do que um cão adulto. Mas outras características também atrapalham a adoção, segundo Bruna Mendes, proprietária da empresa OpenPet e idealizadora do projeto Open Bar Canino, que utiliza as redes sociais para promover arrecadações e eventos. “Normalmente, as pessoas têm dificuldade em aceitar a adoção de cães adultos, deficientes e de médio ou grande porte”, explica.

Leo é a estrela da campanha de adoção

Leo é a estrela da campanha de adoção

ESSA constatação ficou ainda mais clara e chocante depois que Bruna e a amiga Luísa Rossi, gestora da empresa T-Mutts e uma das criadoras do projeto Guaipecando, que ajuda animais por meio de campanhas, conheceram o pequeno Leo. As duas ajudam uma ONG onde Leo mora e contam que sempre são recepcionadas por ele com muita festa, sem dar a mínima para sua deficiência física. “Conhecemos a história do Leo e sabemos que ele aguarda adoção há anos, mas por ser ‘especial’, adulto e de porte médio, a probabilidade dele ser adotado é muito menor que a de outros cães

A CRIAÇÃO

FOI assim que surgiu a ideia de fazer um vídeo “Adoção sem preconceito” para promover a adoção de Leo e, ao mesmo tempo, mostrar que ele não é diferente dos outros cães (clique no vídeo na imagem de abertura para assistir). “Por enquanto, o vídeo é uma ação isolada em parceria”, explica Luísa. Mas tanto os projetos quanto as empresas que participaram da produção do vídeo promovem constantemente ações com objetivo de ajudar e conscientizar a respeito da realidade dos animais. “Esperamos logo poder lançar mais alguma ação com o tema ‘adoção sem preconceito”, contam.

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De 50% dos crimes cometidos com animais, 32% também cometeram crimes contra pessoas

De 50% dos crimes cometidos com animais, 32% também cometeram crimes contra pessoas

EXCLUSIVO | O BRASIL possui um artigo específico que protege todo e qualquer bicho de maus tratos. O artigo 32 é citado na Lei de Crimes Ambientais (Lei Federal 9.605, de 1998), que descreve o crime: maltratar, ferir, abusar ou mutilar animais silvestres, domésticos, domesticados e exóticos. “O problema é que a pena é irrisória (de 3 meses a 1 ano de detenção) e ninguém fica preso”, conta o Capitão da Polícia Militar e chefe de operações da Polícia Militar Ambiental do Estado de São Paulo, Marcelo Robis Francisco Nassaro.

O MAIS chocante é que essa impunidade vai além da esfera animal. Segundo uma pesquisa realizada nos Estados Unidos, pessoas que maltratam animais também cometem crimes na sociedade. Baseado nesse princípio, denominado Teoria de Link, o Capitão abordará os principais pontos estudados sobre essa teoria no 2º Encontro Nacional de Apoio a Protetores de Animais (E.N.A.P.A), realizado no dia 6 de outubro, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo, iniciativa da fabricante de alimentos para cães e gatos, Total Alimentos.

Coronel Marcelo Robis publicou um livro sobre maus tratos pelo Instituto Nina Rosa (R$ 25)

Coronel Marcelo Robis publicou um livro sobre maus tratos a animais pelo Instituto Nina Rosa (R$ 25)

O ESTUDO gerou o livro “Maus tratos aos animais e a violência contra pessoas”, do próprio Capitão Robis, que descreve o perfil dos criminosos. A pesquisa também alerta para o fato de que se há registro de maus tratos animais dentro de um lar, possivelmente pode haver idosos ou crianças também sendo prejudicados. “De acordo com a Teoria de Link, 83% dos casos familiares envolvem, inclusive, violência do ponto de vista sexual. Nossa intenção como Polícia Militar é estar atento às ocorrências de maus tratos animais como forma de prevenção primária: salvar vidas e evitar crimes sociais”, finaliza Robis.

CONFIRA abaixo uma entrevista exclusiva com o Capitão da Polícia Militar e chefe de operações da Polícia Militar Ambiental do Estado de São Paulo, Marcelo Robis Francisco Nassaro:

CANINABLOG: Quem deve ser acionado em um caso de violência contra animais no Brasil?

Marcelo Robis: Caso seja flagrante ligar 190 e solicitar emergência policial. Via de regra, as Polícias Militares devem atender, porém não apenas elas. Existem inúmeros municípios que têm guardas municipais que atendem essas ocorrências. O importante é acionar as autoridades para o atendimento e não deixar os maus tratos contra os animais serem perpetrados. Não sendo flagrante e o caso exigir investigação, procurar remeter essa demanda à Polícia Civil local, se possível a especializada em crimes ambientais. No Brasil já há algumas instaladas.

CANINABLOG: Qual é o perfil de pessoas que cometem esse tipo de agressão?

Robis: No Estado de São Paulo, 90 % são homens de 43 anos em média e cometem esses crimes em ambientes urbanos. O perfil também aponta que 32 % dessas pessoas autuadas por maus tratos também cometeram outros crimes além dos maus tratos. E, desses outros crimes, 50% deles são de crimes de violência contra pessoas, especialmente lesões corporais.

CANINABLOG: Como as autoridades no Brasil reagem diante de um caso confirmado?

Robin: As autoridades agem conforme a previsão do artigo 32 de Lei de Crimes Ambientais, ou seja, conduzem os responsáveis aos Distritos Policiais para apuração do crime, com posterior processamento do Ministério Público para imposição da pena. O problema é que a pena é irrisória e ninguém fica preso, quando muito acaba pagando uma cesta básica para alguma casa de caridade o que é um absurdo diante da complexidade do crime e da potencialidade dele de gerar outros crimes, em especial os violentos contra as pessoas.

SAIBA mais: Quer fazer uma denúncia de maus tratos contra animais?

PM Ambiental São Paulo: telefone (11) 5082 3330

Secretaria Estadual do Meio Ambiente: ligue 0800 11 35 60

Secretaria de Segurança Pública: disque 181.

SERVIÇO

Evento chega a segunda edição este ano

Evento chega a segunda edição este ano

2º Max Encontro Nacional de Apoio a Protetores de Animais.

Data: 6 de outubro de 2013

Horário: das 9 às 17h

Local: Centro de Convenções Rebouças

Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 23 – São Paulo (SP)

Inscrições:

www.maxemacao.com.br/2enapa

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Um bom criador não deve avaliar somente a beleza do filhote, mas também a saúde

Um criador sério não deve avaliar somente a beleza do filhote, mas também a saúde

EXCLUSIVO | TODO mês recebo aqui no CaninaBlog dezenas de mensagens de leitores que relatam problemas de saúde nos seus cães de raça. São problemas como displasia de quadril em cães de grande porte, epilepsia, problemas cardíacos, sarna demodécica… e a lista parece não ter fim. Mas afinal, o pedigree não deveria garantir que os filhotes têm uma saúde exemplar? A verdade é que, graças a criadores que não levam a sério a reprodução assistida da sua prole, cachorros têm sido vendidos com problemas sérios de saúde, inclusive genéticos.

MUITOS são os atalhos de quem não cria cães de forma séria. Segundo o criador premiado internacionalmente Roberto Rodrigues, proprietário dos canis Summer Storm Kennel Labs e Black Labs, muitos criadores não se certificam se o cão é potencialmente correto para reprodução e também não levam em conta o caráter e a índole do bicho. “E o pior de tudo, negligenciam os testes de saúde que não são obrigatórios segundo o regulamento das entidades de registro, mas que todo criador sério tem como principio básico realizá-los”, denuncia o criador com 22 anos de experiência.

Roberto Rodrigues é criador premiado internacionalmente e proprietário dos canis Summer Storm Kennel Labs e Black Labs

Roberto Rodrigues é criador premiado internacionalmente e proprietário dos canis Summer Storm Kennel Labs e Black Labs

O DESAFIO

O PROBLEMA é que muitos problemas de saúde em cães são difíceis de serem detectados pelos futuros donos ou sem um exame correto. “Existem casos onde o cão é displásico e vive bem até a velhice, não manca ou mostra qualquer sinal. Mas ele não deve jamais se reproduzir para não criar descendentes que talvez não tenham a mesma sorte”, relata Rodrigues.

HÁ ainda casos mais complicados, como de cães que carregam o gene da atrofia progressiva. Neste caso, há três perfis: o cão clear (limpo) que é isento do gene que determina a doença; o carrier que é o portador da atrofia, mas não apresenta sintoma; e o afetado que é o cão que manifesta a doença e ficará cego em algum estágio da vida. “Neste caso, fica clara a importância de se realizar os exames pois um cão afetado não deve ser usado jamais na reprodução, já o carrier que é portador do gene deve ser usado com muito critério e em parceiros clear, para que não haja surpresas adiante.”

O problema é que muitos problemas de saúde em cães são difíceis de serem detectados pelos futuros donos ou sem um exame correto

Muitos problemas de saúde em cães são difíceis de serem detectados pelos futuros donos ou sem um exame correto

COMO se prevenir

SE VOCÊ está planejando a compra de um cão em um canil, há maneiras de se prevenir contra problemas genéticos. As dicas são do criador Roberto Rodrigues:  “Primeiro, pesquise quais são as doenças genéticas que acometem a raça pretendida. Depois,  pergunte abertamente ao criador quais exames ele costuma aplicar em seus cães antes de reproduzi-los”. Rodrigues avisa que, em alguns casos, o criador pode ser responsabilizado judicialmente se a negligência for constatada e comprovada.

O JEITO  certo

CRIADOR de duas raças de cães em São Bernardo do Campo (SP), Roberto Rodrigues ponta a maneira correta de se fazer esse controle antes de reproduzir os cães no canil. Confira abaixo:

  1. Primeiro: É preciso se certificar de que os filhotes sejam realmente típicos e de qualidade superior, somente exemplares com muita qualidade devem se reproduzir.
  2. Ultrapassada essa fase, é preciso agora se certificar por meio de exames clínicos se esse cão, mesmo sendo lindo é saudável, também que não possui doenças genéticas que serão transmitidas para seus descendentes;
  3. Por fim, se o cão tem índole e caráter compatível com a raça, ou seja,  um longo processo que geralmente termina aos dois anos de idade, só ai o criador pode levar esse cão para a reprodução.
  4. Agora, caso alguma doença ou desvio de caráter seja detectado, um proprietário consciente e responsável deve providenciar a castração do animal a fim de que ele não reproduza nem por acidente levando adiante a doença ou falha genética.

(Fotos:  Canis Summer Storm Kennel Labs e Black Labs)

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Veterinária indica a colocação de redes nas janelas de apartamentos

Veterinária indica a colocação de redes de proteção nas janelas de apartamentos

EXCLUSIVO |  QUANDO um novo bebê está para chegar, pai e mãe começam a preparar o ninho. A adaptação fica ainda mais necessária quando o pequeno chega na fase de engatinhar ou caminhar. Instala-se uma grade para impedir que ele desça a escada ou saia para a rua, rede de proteção na janela, remédios e produtos de limpeza são colocados em locais fora de alcance da criança, e assim vai. Com cachorro em casa não é diferente. Cães também podem sofrer vários acidentes domésticos que, na maioria das vezes, poderiam ser evitados pelos donos.

PARA sabermos mais sobre prevenção de acidentes domésticos com cães, o CaninaBlog entrevistou a médica veterinária especializada em fisioterapia Sthefânia Yamazaki Muccilli do site ReabilitaDog. Confira abaixo as dicas da especialista:

PRODUTOS perigosos

É IMPORTANTE verificar se produtos de limpeza, venenos para pragas, medicamentos, plantas e alimentos estão ao alcance do animal, havendo o risco de ingestão e intoxicação.

"Raças miniaturas podem sofrer fraturas ao cair de alturas pequenas, como do sofá", diz vet Sthefânia

“Raças miniaturas podem sofrer fraturas ao cair de alturas pequenas, como do sofá”, diz vet Sthefânia

EQUIPAMENTOS de proteção

NO caso de apartamentos ou casas com mais de um andar, invista em telas de proteção para as janelas, para evitar quedas. Deve-se verificar se o animal terá acesso à rua, podendo escapar por entre as grades da casa.

CUIDADOS por idade ou porte

UM FILHOTE ou um cão de porte pequeno pode ficar preso entre alguns móveis, cair de alguma janela, escada ou mesmo móvel. Existem raças miniaturas que sofrem fraturas e ferimentos graves ao cair de alturas pequenas, como do sofá.

ANIMAIS idosos podem apresentar certa confusão mental devido à senilidade ou cegueira sendo necessárias também adaptações do ambiente à situação presente do animal.

PISO

É importante ressaltar que o piso liso e subir e descer de escadas e móveis não fazem parte do ambiente natural do animal, podendo levar a algumas lesões caso o animal tenha alguma patologia genética ou adquirida.

O uso de escadas é altamente recomendado para reduzir o estresse causado nas articulações e na coluna do cão

O uso de escadas ou rampas é altamente recomendado para reduzir o estresse causado nas articulações e na coluna do cachorro

MÓVEIS

O IDEAL seria que os cães não subissem e descessem de sofás e camas, mas caso isso ocorra, o uso de escadas e rampas é altamente recomendado para reduzir o estresse causado nas articulações e na coluna quando o animal realiza o movimento de pular ou descer do móvel.

DICA extra: Não se deve esquecer que os animais nasceram para viver ao ar livre. O mais recomendado é sempre caminhar em grama, pedras e tomar o sol direto na pele (o sol que passa pelo vidro da janela não faz com que o cálcio se fixe nos ossos). Animais que tem ao menos algumas vezes durante a semana um passeio ao ar livre com certeza apresentam maior saúde do corpo e mente.

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Protestos no Brasil contaram com a presença de defensores da causa animal

Protestos no Brasil contaram com a presença de defensores da causa animal

EXCLUSIVO | AS RUAS do Brasil foram tomadas de manifestantes no último mês. Embora tudo tenha começado por protestos contra o aumento da tarifa de ônibus, aos poucos, milhares de pessoas passaram a bloquear ruas por outras pautas: saúde, educação, corrupção e, entre elas, a causa animal. Não é à toa que testemunhamos vários bichos, cachorros principalmente, acompanhando seus donos nas passeatas.

ENTRE as pessoas que foram às ruas se manifestar pela causa animal estava o advogado Guilherme Pessoa Franco de Camargo, especialista em Direito Animal e fundador do grupo “Não Vote em Quem é Contra os Animais”, atualmente com 119 mil membros. Ao lado de 40 mil manifestantes em Campinas, interior de São Paulo, lutou mais uma vez por reivindicações antigas da causa animal, como: mais hospitais públicos veterinários; a criação e desenvolvimentos de órgãos administrativos voltados aos animais, como a Secretaria de Defesa Animal ou Conselhos de Proteção Animal; abrigos públicos; e leis mais severas aos maus tratos de animais.

Guilherme Camargo é especialista em Direito Animal e fundador do grupo “Não Vote em Quem é Contra os Animais”,

Guilherme Camargo é especialista em Direito Animal e fundador do grupo “Não Vote em Quem é Contra os Animais”,

O CANINABLOG conversou com o advogado Guilherme Pessoa Franco de Camargo a respeito dessas manifestações públicas e revelou porque quem gosta de bichos ainda tem muito pelo que lutar. Confira as melhores partes dessa conversa:

CANINABLOG: Você percebeu outras pessoas defendendo a causa animal nessas manifestações?

Guilherme Camargo: Sim, dezenas de pessoas. Algumas até levaram seus cachorros (algo que censuro em razão dos acontecimentos de violência e depredação). Aliás, era uma das maiores causas de representação.

CANINABLOG: Que tópicos ligados a causa animal estão esquecidas ou ainda não foram discutidas pelos políticos ou dependem de apoio político?

Camargo: Principalmente aquelas ligadas aos crimes de rodeio e a estruturação administrativa interna da causa animal (desmembrada do meio ambiente ou da pasta de saúde pública) na esfera federal. As demais matérias estão sob os holofotes dos políticos e algumas inclusive em discussão atualmente no Congresso Nacional, tais como a criação de hospitais públicos e o aumento da pena para crimes contra os animais.

CANINABLOG: Você acredita que uma manifestação pública como essa tem algum efeito concreto?

Camargo: A manifestação pública é a forma mais eficaz de pressionar os políticos e promover mudanças. Os próprios protetores ligados à causa animal já praticam esses protestos há anos. As passeatas são a expressão maior das reivindicações gerais de certos movimentos. A causa animal tem uma boa oportunidade de obter novos direitos ou assegurar aqueles já adquiridos. A causa animal, dada sua grandeza de representação, deveria promover mais protestos (conjuntos ou próprios) pelo Brasil inteiro.

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Pesquisadora afirma que cães e bebês são igualmente dependedentes de humanos adultos

Pesquisa afirma que cães e bebês são igualmente dependentes de humanos adultos

PESQUISA | CHAMAR seu cachorro de filho e tratá-lo como um bebê pode ter uma explicação científica. Um novo estudo publicado na revista PLoS One revelou que cães e bebês humanos são muito semelhantes quando o assunto é a dependência dos humanos adultos. Isto é o que afirma uma reportagem publicada no site da revista norte-americana The Week.

O JORNALISTA que assina a reportagem, Chris Gayomali, faz uma viagem ao passado e lembra que os primeiros cães domésticos teriam começado a seguir nossos antepassados entre 15.000 a 33.000 anos atrás. Embora a razão desta aproximação ainda é uma questão em discussão no meio científico. Alguns  cientistas acreditam que os seres humanos domesticaram os primeiros lobos quando os encontraram bisbilhotando nos arredores da aldeia por restos de comida. Outros especialistas acreditam que foram os cães que desenvolveram uma relação com os nossos ancestrais caçadores-coletores muito mais cedo, roubando pedaços que sobravam de grandes caçadas.

Pesquisadora ainda quer descobrir quando e como os cães se tornaram dependentes dos humanos

Pesquisadora ainda quer descobrir  como os cães se tornaram dependentes dos humanos

NOVA pesquisa

NESTE novo estudo publicado na revista PLoS One a pesquisadora Lisa Chifre da Universidade de Medicina Veterinária de Viena procurou examinar exatamente como os cães são dependentes de seus cuidadores humanos. Para isso, ela e sua equipe observaram um grupo de cães de teste, que poderiam ganhar alimentos como recompensas através da interação com certos brinquedos em três condições diferentes: enquanto o proprietário estava ausente; enquanto o proprietário estava presente, mas em silêncio; e enquanto o proprietário estava incentivando o cão. Os pesquisadores descobriram que, quando o proprietário não estava próximos, os cachorros eram muito menos interessados ​​em conseguir as guloseimas.

EM SEGUIDA, o experimento foi repetido, só que com um estranho no lugar do dono do cão. Os pesquisadores ficaram surpresos quando os cães foram, em grande parte, indiferentes ao calor de outro ser humano e incentivo, mesmo quando petiscos foram usados ​​como motivação.

HORN e sua equipe chamam isso de “efeito da base segura”. Originalmente publicada pelo psicólogo John Bowlby, é descrito como uma “conexão psicológica duradoura entre os seres humanos”. Isso significa que as crianças são dependentes de seus pais para o alimento, abrigo e amor, o que cria uma “base segura” para eles como eles exploram um mundo desconhecido. Aparentemente, o mesmo é verdadeiro para os cães.

APLICADO aos cães

CACHORROS olham diretamente para humanos específicos – não algum impostor com um petisco em punho – como uma base resistente, mesmo em ambientes desconhecidos, exatamente igual aos bebês humanos. “O estudo fornece a primeira evidência da semelhança entre o efeito de base segura encontrado no dono do cão e as relações criança-cuidador. Não vemos a hora de descobrir como esse comportamento evoluiu nos cães”, afirma a pesquisadora. (Publicado originalmente: The Week)

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Andrea Rosa e Fenomeno_Foto_de_Xinhua_Yang Lei

Nem todo cachorro é como Fenômeno, que curtiu os jogos da Copa na África do Sul

ADESTRAMENTO | A COPA das Confederações 2013 começa neste sábado, dia 15 de junho às 16h. O pontapé inicial será dado pelo Brasil e o Japão que jogarão no Estádio Nacional Mané Garrincha em Brasília. Sabendo que brasileiro é apaixonado por futebol, já sabemos que milhões estarão com a cara colada em frente à televisão e, se a seleção comandada pelo técnico Felipão der certo, centenas de rojões, cornetas, buzinas, bombinhas e até gritos serão soltos durante os jogos.

MAS será que seu cachorro também aproveitará essa festa toda? A verdade é que os cães podem sofrer muito com todo este barulho e agitação. Segundo o veterinário responsável pelo Clube de Cãompo, hotel fazenda para cães, localizado em Itu (SP), Aldo Macellaro Jr, os pets têm audição diferente da nossa e por isso os ruídos agudos incomodam ainda mais. “O barulho realmente irrita o animal. Se alguns fogos de artifício são altos e doem os nossos ouvidos, isso também acontece com o deles.”

Confira dicas de como ajudar seu cão a lidar com o barulho dos jogos

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CONSEQUÊNCIAS comportamentais

ALÉM do incômodo físico, o estampido dos rojões, muito comuns durante os jogos, pode provocar medo e até mesmo fobia em animais que passaram por um treinamento errado. “Os cães que apresentam fobia a fogos de artifício foram, em sua maioria, condicionados de maneira errada a esse comportamento. O animal entende o barulho como algo fora da rotina dele e apresenta algumas alterações de comportamento. Se o proprietário responde a essas alterações, pegando no colo ou mimando demais o animal acaba reforçando a ideia de que é uma situação de perigo e que o animal deve temer”, explica Macellaro.

O MEDO pode gerar uma situação de estresse e provocar uma série de alterações físicas e de comportamento no animal, como taquicardia, tremores e salivação. Se o cão sofre com problemas cardíacos e convulsões, pode ainda sofrer ataques durante os períodos de maior intensidade do barulho.

COMO lidar com o problema, dicas do veterinário Aldo Macellaro Jr:

Medicamentos não são recomendados: O veterinário desaconselha o uso de tampões e ataduras para tentar amenizar o barulho. “Isso pode provocar ainda mais estranheza no animal e não vai resolver o problema”. O especialista lembra que o uso de sedativos e outros medicamentos só devem ser realizados sob a prescrição médica. “Só ele vai poder avaliar as características do animal corretamente”. O ideal seria educar o animal desde filhote a não associar esses sons e ruídos a algo que ele deva ter medo.

Não reforce o comportamento de medo: Nas primeiras vezes em que ele apresentar sinais desse sentimento, tente associar o barulho a algo positivo, oferecendo a ele o brinquedo preferido dele ou algum petisco. Não pegue o animal no colo e tente mostrar a ele que aquela não é uma situação que ele deve temer”.

Animais com fobia: Se o problema foi identificado agora que começaram os jogos e a barulheira, uma boa solução imediata é afastar completamente o cão do barulho, levando-o a locais protegidos. Entretanto, o recomendado é um treinamento de recondicionamento que deve ser feito por especialistas, ou seja, adestradores ou comportamentalistas animais.

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