Feeds:
Posts
Comentários

Archive for the ‘Entrevista’ Category

De 50% dos crimes cometidos com animais, 32% também cometeram crimes contra pessoas

De 50% dos crimes cometidos com animais, 32% também cometeram crimes contra pessoas

EXCLUSIVO | O BRASIL possui um artigo específico que protege todo e qualquer bicho de maus tratos. O artigo 32 é citado na Lei de Crimes Ambientais (Lei Federal 9.605, de 1998), que descreve o crime: maltratar, ferir, abusar ou mutilar animais silvestres, domésticos, domesticados e exóticos. “O problema é que a pena é irrisória (de 3 meses a 1 ano de detenção) e ninguém fica preso”, conta o Capitão da Polícia Militar e chefe de operações da Polícia Militar Ambiental do Estado de São Paulo, Marcelo Robis Francisco Nassaro.

O MAIS chocante é que essa impunidade vai além da esfera animal. Segundo uma pesquisa realizada nos Estados Unidos, pessoas que maltratam animais também cometem crimes na sociedade. Baseado nesse princípio, denominado Teoria de Link, o Capitão abordará os principais pontos estudados sobre essa teoria no 2º Encontro Nacional de Apoio a Protetores de Animais (E.N.A.P.A), realizado no dia 6 de outubro, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo, iniciativa da fabricante de alimentos para cães e gatos, Total Alimentos.

Coronel Marcelo Robis publicou um livro sobre maus tratos pelo Instituto Nina Rosa (R$ 25)

Coronel Marcelo Robis publicou um livro sobre maus tratos a animais pelo Instituto Nina Rosa (R$ 25)

O ESTUDO gerou o livro “Maus tratos aos animais e a violência contra pessoas”, do próprio Capitão Robis, que descreve o perfil dos criminosos. A pesquisa também alerta para o fato de que se há registro de maus tratos animais dentro de um lar, possivelmente pode haver idosos ou crianças também sendo prejudicados. “De acordo com a Teoria de Link, 83% dos casos familiares envolvem, inclusive, violência do ponto de vista sexual. Nossa intenção como Polícia Militar é estar atento às ocorrências de maus tratos animais como forma de prevenção primária: salvar vidas e evitar crimes sociais”, finaliza Robis.

CONFIRA abaixo uma entrevista exclusiva com o Capitão da Polícia Militar e chefe de operações da Polícia Militar Ambiental do Estado de São Paulo, Marcelo Robis Francisco Nassaro:

CANINABLOG: Quem deve ser acionado em um caso de violência contra animais no Brasil?

Marcelo Robis: Caso seja flagrante ligar 190 e solicitar emergência policial. Via de regra, as Polícias Militares devem atender, porém não apenas elas. Existem inúmeros municípios que têm guardas municipais que atendem essas ocorrências. O importante é acionar as autoridades para o atendimento e não deixar os maus tratos contra os animais serem perpetrados. Não sendo flagrante e o caso exigir investigação, procurar remeter essa demanda à Polícia Civil local, se possível a especializada em crimes ambientais. No Brasil já há algumas instaladas.

CANINABLOG: Qual é o perfil de pessoas que cometem esse tipo de agressão?

Robis: No Estado de São Paulo, 90 % são homens de 43 anos em média e cometem esses crimes em ambientes urbanos. O perfil também aponta que 32 % dessas pessoas autuadas por maus tratos também cometeram outros crimes além dos maus tratos. E, desses outros crimes, 50% deles são de crimes de violência contra pessoas, especialmente lesões corporais.

CANINABLOG: Como as autoridades no Brasil reagem diante de um caso confirmado?

Robin: As autoridades agem conforme a previsão do artigo 32 de Lei de Crimes Ambientais, ou seja, conduzem os responsáveis aos Distritos Policiais para apuração do crime, com posterior processamento do Ministério Público para imposição da pena. O problema é que a pena é irrisória e ninguém fica preso, quando muito acaba pagando uma cesta básica para alguma casa de caridade o que é um absurdo diante da complexidade do crime e da potencialidade dele de gerar outros crimes, em especial os violentos contra as pessoas.

SAIBA mais: Quer fazer uma denúncia de maus tratos contra animais?

PM Ambiental São Paulo: telefone (11) 5082 3330

Secretaria Estadual do Meio Ambiente: ligue 0800 11 35 60

Secretaria de Segurança Pública: disque 181.

SERVIÇO

Evento chega a segunda edição este ano

Evento chega a segunda edição este ano

2º Max Encontro Nacional de Apoio a Protetores de Animais.

Data: 6 de outubro de 2013

Horário: das 9 às 17h

Local: Centro de Convenções Rebouças

Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 23 – São Paulo (SP)

Inscrições:

www.maxemacao.com.br/2enapa

Read Full Post »

Um bom criador não deve avaliar somente a beleza do filhote, mas também a saúde

Um criador sério não deve avaliar somente a beleza do filhote, mas também a saúde

EXCLUSIVO | TODO mês recebo aqui no CaninaBlog dezenas de mensagens de leitores que relatam problemas de saúde nos seus cães de raça. São problemas como displasia de quadril em cães de grande porte, epilepsia, problemas cardíacos, sarna demodécica… e a lista parece não ter fim. Mas afinal, o pedigree não deveria garantir que os filhotes têm uma saúde exemplar? A verdade é que, graças a criadores que não levam a sério a reprodução assistida da sua prole, cachorros têm sido vendidos com problemas sérios de saúde, inclusive genéticos.

MUITOS são os atalhos de quem não cria cães de forma séria. Segundo o criador premiado internacionalmente Roberto Rodrigues, proprietário dos canis Summer Storm Kennel Labs e Black Labs, muitos criadores não se certificam se o cão é potencialmente correto para reprodução e também não levam em conta o caráter e a índole do bicho. “E o pior de tudo, negligenciam os testes de saúde que não são obrigatórios segundo o regulamento das entidades de registro, mas que todo criador sério tem como principio básico realizá-los”, denuncia o criador com 22 anos de experiência.

Roberto Rodrigues é criador premiado internacionalmente e proprietário dos canis Summer Storm Kennel Labs e Black Labs

Roberto Rodrigues é criador premiado internacionalmente e proprietário dos canis Summer Storm Kennel Labs e Black Labs

O DESAFIO

O PROBLEMA é que muitos problemas de saúde em cães são difíceis de serem detectados pelos futuros donos ou sem um exame correto. “Existem casos onde o cão é displásico e vive bem até a velhice, não manca ou mostra qualquer sinal. Mas ele não deve jamais se reproduzir para não criar descendentes que talvez não tenham a mesma sorte”, relata Rodrigues.

HÁ ainda casos mais complicados, como de cães que carregam o gene da atrofia progressiva. Neste caso, há três perfis: o cão clear (limpo) que é isento do gene que determina a doença; o carrier que é o portador da atrofia, mas não apresenta sintoma; e o afetado que é o cão que manifesta a doença e ficará cego em algum estágio da vida. “Neste caso, fica clara a importância de se realizar os exames pois um cão afetado não deve ser usado jamais na reprodução, já o carrier que é portador do gene deve ser usado com muito critério e em parceiros clear, para que não haja surpresas adiante.”

O problema é que muitos problemas de saúde em cães são difíceis de serem detectados pelos futuros donos ou sem um exame correto

Muitos problemas de saúde em cães são difíceis de serem detectados pelos futuros donos ou sem um exame correto

COMO se prevenir

SE VOCÊ está planejando a compra de um cão em um canil, há maneiras de se prevenir contra problemas genéticos. As dicas são do criador Roberto Rodrigues:  “Primeiro, pesquise quais são as doenças genéticas que acometem a raça pretendida. Depois,  pergunte abertamente ao criador quais exames ele costuma aplicar em seus cães antes de reproduzi-los”. Rodrigues avisa que, em alguns casos, o criador pode ser responsabilizado judicialmente se a negligência for constatada e comprovada.

O JEITO  certo

CRIADOR de duas raças de cães em São Bernardo do Campo (SP), Roberto Rodrigues ponta a maneira correta de se fazer esse controle antes de reproduzir os cães no canil. Confira abaixo:

  1. Primeiro: É preciso se certificar de que os filhotes sejam realmente típicos e de qualidade superior, somente exemplares com muita qualidade devem se reproduzir.
  2. Ultrapassada essa fase, é preciso agora se certificar por meio de exames clínicos se esse cão, mesmo sendo lindo é saudável, também que não possui doenças genéticas que serão transmitidas para seus descendentes;
  3. Por fim, se o cão tem índole e caráter compatível com a raça, ou seja,  um longo processo que geralmente termina aos dois anos de idade, só ai o criador pode levar esse cão para a reprodução.
  4. Agora, caso alguma doença ou desvio de caráter seja detectado, um proprietário consciente e responsável deve providenciar a castração do animal a fim de que ele não reproduza nem por acidente levando adiante a doença ou falha genética.

(Fotos:  Canis Summer Storm Kennel Labs e Black Labs)

LEIA também no CaninaBlog:

“Fim dos criadores pode extinguir várias raças”

A polêmica da venda de filhotes em pet shop

Opinião: Cães de raça versus vira-latas

Read Full Post »

Protestos no Brasil contaram com a presença de defensores da causa animal

Protestos no Brasil contaram com a presença de defensores da causa animal

EXCLUSIVO | AS RUAS do Brasil foram tomadas de manifestantes no último mês. Embora tudo tenha começado por protestos contra o aumento da tarifa de ônibus, aos poucos, milhares de pessoas passaram a bloquear ruas por outras pautas: saúde, educação, corrupção e, entre elas, a causa animal. Não é à toa que testemunhamos vários bichos, cachorros principalmente, acompanhando seus donos nas passeatas.

ENTRE as pessoas que foram às ruas se manifestar pela causa animal estava o advogado Guilherme Pessoa Franco de Camargo, especialista em Direito Animal e fundador do grupo “Não Vote em Quem é Contra os Animais”, atualmente com 119 mil membros. Ao lado de 40 mil manifestantes em Campinas, interior de São Paulo, lutou mais uma vez por reivindicações antigas da causa animal, como: mais hospitais públicos veterinários; a criação e desenvolvimentos de órgãos administrativos voltados aos animais, como a Secretaria de Defesa Animal ou Conselhos de Proteção Animal; abrigos públicos; e leis mais severas aos maus tratos de animais.

Guilherme Camargo é especialista em Direito Animal e fundador do grupo “Não Vote em Quem é Contra os Animais”,

Guilherme Camargo é especialista em Direito Animal e fundador do grupo “Não Vote em Quem é Contra os Animais”,

O CANINABLOG conversou com o advogado Guilherme Pessoa Franco de Camargo a respeito dessas manifestações públicas e revelou porque quem gosta de bichos ainda tem muito pelo que lutar. Confira as melhores partes dessa conversa:

CANINABLOG: Você percebeu outras pessoas defendendo a causa animal nessas manifestações?

Guilherme Camargo: Sim, dezenas de pessoas. Algumas até levaram seus cachorros (algo que censuro em razão dos acontecimentos de violência e depredação). Aliás, era uma das maiores causas de representação.

CANINABLOG: Que tópicos ligados a causa animal estão esquecidas ou ainda não foram discutidas pelos políticos ou dependem de apoio político?

Camargo: Principalmente aquelas ligadas aos crimes de rodeio e a estruturação administrativa interna da causa animal (desmembrada do meio ambiente ou da pasta de saúde pública) na esfera federal. As demais matérias estão sob os holofotes dos políticos e algumas inclusive em discussão atualmente no Congresso Nacional, tais como a criação de hospitais públicos e o aumento da pena para crimes contra os animais.

CANINABLOG: Você acredita que uma manifestação pública como essa tem algum efeito concreto?

Camargo: A manifestação pública é a forma mais eficaz de pressionar os políticos e promover mudanças. Os próprios protetores ligados à causa animal já praticam esses protestos há anos. As passeatas são a expressão maior das reivindicações gerais de certos movimentos. A causa animal tem uma boa oportunidade de obter novos direitos ou assegurar aqueles já adquiridos. A causa animal, dada sua grandeza de representação, deveria promover mais protestos (conjuntos ou próprios) pelo Brasil inteiro.

LEIA também no CaninaBlog:

“O respeito aos animais revela a personalidade do político”

Quais são os direitos legais dos cachorros?

O incrível crescimento dos hospitais veterinários

Meu cão foi atacado por outro cachorro. O que devo fazer?

Read Full Post »

"A medicação sem receita, além de poder mascarar os sintomas, pode piorar o quadro", alerta veterinária

“A medicação sem receita pode mascarar os sintomas ou piorar o quadro”, alerta vet

EXCLUSIVO | QUEM tem um cachorro em casa sabe o quanto é difícil vê-lo doente. Principalmente quando o diagnóstico não é otimista ou, ainda, quando o dono não tem recursos para fazer um tratamento ou procurar um veterinário. Por essas razões, o CaninaBlog recebe diariamente dezenas de mensagens e comentários de leitores pedindo ajuda por causa dos seus pets doentes.

OS pedidos são variados: desde aquela pessoa que descreve os sintomas do pet e pede um diagnóstico; até aqueles leitores que indicam livremente tratamentos para cachorros de outras pessoas, sem nenhum tipo de formação veterinária ou mesmo sem ter visto o bicho. Aqui no CaninaBlog temos consciência de que a maioria dessas pessoas quer fazer o bem. Entretanto, por ignorância ou falta de recursos, podem estar causando problemas muito mais sérios aos seus bichos ou de terceiros.

PARA esclarecer aos nossos leitores do perigo da automedicação em cachorros, conversamos com a médica veterinária Amanda Carvalho, responsável técnica de uma empresa de medicamentos para pets, a Vetnil. A veterinária é enfática e deixa um alerta: “a medicação sem orientação profissional já é grave para humanos, imagina então para os pets, que não falam e assim não sabemos o que realmente está acontecendo”.

"Apenas ao vivo o veterinário conseguirá determinar se o quadro do seu animal é grave ou não", afirma veterinária Amanda Carvalho

“Apenas ao vivo o veterinário pode determinar se o quadro do seu cão é grave ou não”, afirma veterinária Amanda Carvalho do laboratório Vetnil

NÃO deixe de conferir abaixo a entrevista que a médica veterinária Amanda Carvalho deu com exclusividade para o CaninaBlog:

CANINABLOG: Muitos donos de cães acabam medicando seus cães sem orientação médica. Quais são as possíveis consequências deste comportamento para o cachorro?

Amanda Carvalho: É importante alertar que os problemas que acontecem no animal do vizinho não necessariamente são os mesmos problemas do seu, por mais que os sintomas sejam parecidos. A medicação sem receita, além de poder mascarar os sintomas, pode não surtir efeito e piorar o quadro ao invés de melhorar, pois não esta
atacando o agente responsável, e com isso a doença continua progredindo mesmo que “ache” que esta tratando. Outro problema gravíssimo é administrar medicamentos humanos, principalmente aqueles que temos em casa, como por exemplo o Paracetamol que é proibido para cães. A simples ingestão desse medicamento pode levar o animal ao óbito.
CANINABLOG: Há ainda pessoas que indicam “tratamentos naturais” para as mais diversas doenças na crença de que “se bem não fizer, mal também não faz”. Isso é real?

Amanda: Não, primeiramente precisamos lembrar que gatos e cachorros não são iguais aos humanos, existem elementos que para nós não fazem mal, mas que para os animais são extremamente tóxicos como por exemplo, o confrei. É muito importante ressaltar que existem doenças, como o caso da cinomose que, além dela ser altamente contagio entre os cães, é uma doença que facilmente leva ao óbito e apenas o veterinário possui conhecimento e medicamentos que possam curar o seu animal.

Cachorro e medicamento 2

A simples ingestão de alguns medicamentos para humanos pode levar o animal ao óbito

CANINABLOG: Recebemos muitas pessoas pedindo ajuda por e-mail ou pelos comentários do CaninaBlog. Um veterinário é capaz de fazer um diagnóstico sem ter contato direto com o cão?

Amanda: Não. Não existe consulta pela internet, esse é o meio mais fácil e “barato” para querer tratar seu animal. O animal deve ser levado ao veterinário para que ele possa examiná-lo física e laboratorialmente. Apenas ao vivo o
veterinário conseguirá determinar se o quadro do seu animal é grave ou não. Lembrando sempre que ele é a única pessoa capaz de receitar um tratamento eficaz para o combate da doença.

CANINABLOG: Muitos donos não têm condição financeira de levar seu pet ao veterinário. Quais são as alternativas nestes casos?

Amanda: Em algumas cidades as prefeituras oferecem consultas veterinárias no centro de zoonose. Para as cidades que não dão este atendimento, sugerimos que procurem o auxilio das organizações não governamentais (ONGs), pois
normalmente existem veterinários que fazem parcerias com estas instituições e cobram preços mais baratos nestes casos.

LEIA também no CaninaBlog:

Alimentos perigosos para os cães

Cachorro pode consumir comida de gato?

O perigo do cão que rouba comida

Cachorro e veterinário. Amigos ou inimigos?

Read Full Post »

A rede de pet shop Cobasi fez um manifesto a respeito do aumento

A rede de pet shop Cobasi fez um manifesto a respeito do aumento

ENTREVISTA | HÁ 20 anos no Brasil e presente em mais de 90 países, a marca francesa de alimentos para pets Royal Canin é uma das mais conhecidas no mercado de ração super premium.  A empresa sempre fez questão de ressaltar que a qualidade dos produtos vendidos é idêntica em qualquer lugar do mundo. Embora todo pacote vendido aqui no Brasil seja produzido nacionalmente na unidade em Descalvado, interior de São Paulo. “Sendo assim, se um cachorro consome Royal Canin aqui no Brasil e passar a comer a versão francesa, não encontrará nenhum problema de adaptação”, afirmou o presidente da Royal Canin no Brasil, Bernard Pouloux, em 2010 em uma entrevista exclusiva para o CaninaBlog (clique aqui para ler na íntegra).

UM dos segredos do sucesso da marca é a parceria com vários criadores de raças no Brasil e também o treinamento dos vendedores dos petshops parceiros, que aprendem como ajudar os clientes a escolher a ração mais indicada para seu pet. Mas essa relação foi abalada quando seus clientes e até lojistas levaram um  susto no último mês de março quando encontraram alguns produtos da marca com mais de 20% de aumento no preço. A rede de pet shops Cobasi chegou a colocar nas prateleiras das suas lojas notas dizendo que foi o fornecedor (Royal Canin) quem impôs o aumento no preço e que não concordava com o reajuste (confira imagem de abertura).

Royal Canin fabrica no Brasil todos produtos consumidos nacionalmente

Royal Canin fabrica no Brasil todos produtos consumidos nacionalmente

PARA explicar esse aumento, conversamos com o porta-voz e diretor de Marketing da Royal Canin no Brasil Christian Pereira. Confira abaixo as principais partes dessa conversa:

CANINABLOG: Muitos donos de cães se assustaram com o aumento no preço da ração. Esse aumento tem origem na indústria ou na loja?

Christian Pereira: Nestes últimos meses, os preços de matérias-primas e embalagens, que atendem as exigências de qualidade da Royal Canin, sofreram aumentos significativos. Absorvemos este acréscimo pelo maior tempo possível. No entanto, para continuar garantindo a segurança e qualidade de nossos alimentos, decidimos reajustar o preço de nossos produtos nesse momento.

CANINABLOG: Que elementos causaram esse aumento no preço?

Christian Pereira: Principalmente o preço das matérias primas e da embalagem. A Royal Canin realiza um trabalho diferenciado na seleção de suas matérias-primas e embalagens e, consequentemente, na escolha de fornecedores, que são homologados em nossa matriz na França e também na filial do Brasil.

Apenas os melhores fornecedores são selecionados e os mesmos recebem auditorias periódicas realizadas por nossa equipe de controle de qualidade. Além disso, buscamos as principais inovações tecnológicas para o desenvolvimento e aprimoramento de formatos e composição das embalagens de nossos produtos.

Vale ressaltar também que mais de 30% das matérias-primas utilizadas em nossos alimentos são importadas e que a Royal Canin utiliza matérias-primas que não são usualmente utilizadas no mercado pet food brasileiro.

CANINABLOG: Quando foi a última vez que a Royal Canin aumentou os preços dos seus produtos?

Nosso último aumento ocorreu em março de 2013. Não existe uma frequência previamente definida.

CANINABLOG: O preço do quilo da ração premium no Brasil é parecido com países como Estados Unidos, por exemplo, atualmente o maior mercado pet do mundo?

Christian Pereira: Não. Os preços nos Estados Unidos são menores do que no Brasil, assim como ocorre em diversas outras categorias. Vários fatores contribuem para essa diferença como escala, custos de logística, preço dos insumos, carga tributária, dentre outros.

LEIA também no CaninaBlog:

Aumento no preço da ração assusta donos de cães

“Não criamos ração pensando no dono, só na saúde do cão”

Paulistanos gastam mais com ração do que com feijão

Read Full Post »

Loja virtual foi a primeira especializada em adestramento e cães

Loja virtual foi a primeira do Brasil especializada em adestramento e cães

EXCLUSIVO | O MERCADO pet ainda estava dando os primeiros passos quando a especialista em comportamento e psicologia canina Cláudia Pizzolatto abriu em 2001 a primeira loja virtual dedicada exclusivamente a cães do Brasil, a BitCão. Inspirada no modelo norte-americano, que na época já era um mercado bem amadurecido, Cláudia trouxe da sua estadia de três anos no exterior uma paixão ainda maior pelos animais e também uma nova atividade profissional.

NO PERÍODO que morou nos Estados Unidos, estudou com renomados treinadores norte americanos, como Daryl Cooper da Big D’s Dog Training e Chuck da Alpha Academy, e ainda se especializou como Treinadora Profissional de Cães pela National Dog Trainers Association (NDTA) e por fim se formou em Psicologia Canina pela mesma instituição. “Sendo assim, foi quase natural que a BitCão (abreviação para Brinquedos Inteligentes para o Treinamento do seu Cão), já surgisse focada em produtos que pudessem atender a demandas mais específicas, como problemas comportamentais e adestramento”, conta a fundadora da loja virtual.

Fundadora da BitCão, Cláudia Pizzolatto é formada em psicologia canina

Fundadora da BitCão, Cláudia Pizzolatto é especialista em comportamento formada em psicologia canina

A FORMAÇÃO especializada de Cláudia também garante um grande diferencial da loja diante das centenas que surgiram desde 2001 quando a BitCão foi criada. Além de oferecer ao mercado ítens inovadores, nacionais ou importados, todos os produtos são testados para ter sua eficiência e qualidade comprovadas. Ou seja, o cliente leva pra casa um produto já testado por especialistas e até por outros clientes.

QUER saber mais? Então confira abaixo a conversa que o CaninaBlog teve com a especialista em comportamento e psicologia canina Cláudia Pizzolatto, fundadora da BitCão:

CANINABLOG: Qual é o maior diferencial da BitCão?

Cláudia Pizzolatto: Nos preocupamos com o bem-estar do animal e acreditamos que a convivência com seu dono deve ser a melhor possível. No mundo de hoje, os bichos podem ficar estressados, seja porque passam muito tempo sozinhos, ou porque não passeiam o suficiente, ou ainda porque o dono não lhes dá a devida atenção. Além disso, cada cão tem uma maneira de se comportar, inerente ou não à sua raça. Nossa missão é oferecer produtos que ajudem a solucionar algum problema comportamental dos cães, itens para treinamento e adestramento ou ainda produtos que são necessários para o dia-a-dia e bem estar do bichão.

 

Todos os produtos são testados antes de serem vendidos

Todos os produtos são testados antes de serem vendidos, garante fundadora da loja

CANINABLOG: Qual é o perfil do consumidor da loja?

Cláudia: Na sua maioria, mulheres (apesar dos homens terem uma participação importante também), classe A, de 25 a 55 anos, que têm um ou mais cães e que muitas vezes não conseguiram achar um produto adequado para sua necessidade.

 

CANINABLOG: É verdade que vocês testam todos os produtos vendidos?

Cláudia: Sim. Eu faço uma pré-escolha dos produtos, sempre pensando no que seria interessante lançar e que não existe ainda no mercado. Muitas vezes, até desenvolvemos produtos com fornecedores, para chegar no melhor protótipo possível. A BitCão tem uma base de clientes que participa dos testes e, dependendo do produto, enviamos para algumas pessoas avaliarem. É muito importante o feedback que recebemos deste grupo, pois muitas vezes deixamos de lançar um produto em função do resultado que deixou de ser alcançado. Além disso, eu pesquiso sobre o produto, falo com o fabricante e relaciono todas as informações relevantes sobre ele. Com o teste, também conseguimos enriquecer a descrição do produto na loja, já que nem sempre o fabricante avalia todos os aspectos em profundidade.

CANINABLOG: A maioria dos produtos para adestramento ainda são importados?

Cláudia: Existem muitos produtos nacionais de boa qualidade, assim como os importados. A diferença é que o mercado americano é mais amadurecido, portanto, alguns produtos são criados antes lá fora. Mas nós já contamos com muitos consumidores exigentes e isso nos ajuda muito na hora de escolher um produto para colocar na nossa linha. Recebemos sugestões e ideias de vários clientes que servem de norte para focarmos no que realmente é importante.

 LEIA também no CaninaBlog:

Luciano Huck vende camisetas para ajudar cães

Quando a paixão vira uma profissão

Nós testamos o brinquedo Kong

Read Full Post »

A Gentle Leader é recomendada para cães que estão aprendendo a caminhar com a guia

A Gentle Leader é recomendada para cães que estão aprendendo a usar a guia

EXCLUSIVO | VOCÊ leva seu cachorro para passear ou é seu cachorro que te arrasta pela rua? Muitos donos sofrem com cachorros que puxam demais (ao ponto de se engasgarem com a coleira), empacam, pulam nas pessoas na rua ou ainda latem de forma descontrolada para outros animais. Se você se identificou com algum destes comportamentos, então chegou a hora de conhecer uma invenção criada por dois americanos experts em comportamento canino e que chegou no Brasil no final da década de 1990: a guia Gentle Leader, algo como “condução gentil” em português.

POUCA gente sabe, mas a origem da coleira Gentle Leader para cães é o cabresto utilizado em cavalos. Mas, claro que a versão canina passou por várias adaptações. A Gentle Leader é formada por duas fitas, uma passada em cima do focinho e a outra atrás das orelhas (no mesmo lugar usado do enforcador), onde se prende a guia de condução. Para chegar à um modelo que fosse adaptável para várias raças caninas, foram necessários anos de pesquisa do médico veterinário R. K. Anderson e a então presidente da Associação Nacional de Instrutores de Obediência Canina Ruth E. Foster, criadores da Gentle Leader.

Gentle Leader não é uma focinheira e não deve ser usada em cães muito agressivos

Gentle Leader não é uma focinheira e não deve ser usada em cães muito agressivos

A IDEIA desses dois criadores era uma guia com ajuste perfeito que guiasse a cabeça e o corpo do cachorro e, ao mesmo tempo, tivesse a vantagem de se utilizar dos instintos naturais do animal em responder a pressões em pontos específicos no seu focinho e pescoço. O resultado deste estudo científico foi a Coleira Gentle Leader e seu grande diferencial é que essa coleira coloca pressão primeiramente na parte traseira do pescoço, e não no focinho ou na garganta. Evitando assim a necessidade de enforcadores ou colares de pinos.

QUER saber mais sobre a Gentle Leader? Então confira no post abaixo uma entrevista exclusiva com a adestradora e sócia da empresa de passeios Matilha em Família Katia Morioka.

CANINABLOG: Qual é a ideia básica da gentle leader?

Katia Morioka: A Gentle Leader (GL) é formada por duas fitas, uma passa por cima do focinho e a outra atrás das orelhas (no mesmo lugar usado do enforcador), onde se prende a guia de condução. Quando o cão fizer algum movimento indesejado, a guia automaticamente lhe dará uma leve repreendida para que o cão continue olhando para frente e siga o seu percurso. Isso faz com que o cão tire o foco das coisas indesejadas, por exemplo.

CANINABLOG: Qualquer cão, de qualquer idade ou porte, pode usá-la?

Katia: Pode sim, desde que o condutor saiba usar a GL da forma correta.

 

Katia Morioka é adestadora e sócia da empresa de passeios Matilha

Katia é adestradora e sócia da empresa de passeios Matilha em Família

CANINABLOG: Em que casos ela é recomendada?

Katia: A GL é recomendada no caso de cães que estão em fase de aprendizado para caminhar na guia. Aqueles cães que puxam muito quando saem para passear. Também pode ser uma boa solução para uma caminhada mais tranquila. Lembrando que o condutor deve estar bem orientado da forma correra de se usar a GL.

CANINABLOG: Pode ser uma boa opção para cães agressivos?

Katia: Depende do nível de agressividade do cão. Se for para cães que realmente atacam, não vai surtir efeito nenhum, pois ela está longe de ser uma focinheira. A GL não impede que o cão abra a boca, portanto ele conseguirá morder qualquer um e qualquer coisa, inclusive o próprio condutor. Se o cão estiver em um nivel baixo de agressividade, pode ser usada como forma de correção e repreensão a atitudes indesejadas.

CANINABLOG: Em que casos ela não é recomendada?

Katia: Antes de usar qualquer coleira, até mesmo as convencionais ou enforcadores, precisamos saber se o cão tem algum problema como, por exemplo, na coluna pois pode agravar seu problema de saúde.

LEIA também no CaninaBlog:

Os benefícios do passeio sem guia

Gustavo Campelo: Posso confiar no meu cão sem guia?

A guia certa para o seu filhote

Read Full Post »

Older Posts »

%d blogueiros gostam disto: