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Archive for the ‘Saúde’ Category

O tipo de anestesia mais utilizado é a inalatória, na qual o anestésico é inspirado pelo paciente

O tipo de anestesia mais utilizado é a inalatória, na qual o anestésico é inspirado

SAÚDE | JÁ passei por algumas cirurgias na vida (mais do que gostaria, na verdade). Sei o quanto pode ser assustador ser anestesiado ou ainda acordar da anestesia. Por essa razão, fiquei com muito receio de também submeter meu Fox Terrier Ciccilo à uma anestesia quando ele foi castrado há cerca de seis meses.

OS mitos e verdades sobre os perigos da anestesia em cães são intermináveis. Sendo assim, muitos donos (como eu) têm receio de submeter seus cães a tal procedimento. Mas a utilização da anestesia, não só para a realização de cirurgias, também é grande nas clínicas veterinárias. “Para animais muito agitados ou agressivos, a sedação é benéfica, pois evita o estresse da contenção e permite que exames ou pequenas intervenções sejam realizadas de maneira adequada”, explica a veterinária do Pet Care Morumbi, Aline Vaccaro Tako.

ESPECIALISTA em anestesiologia veterinária, Aline Tako deu uma entrevista exclusiva para o CaninaBlog tirando dúvidas e desmistificando muitos fatos sobre o uso de anestesia em cães. Confira abaixo:

Estudos realizados na Europa indicam que a taxa de risco anestésico em cão é de cerca de um em cada 1000 cães, afirma vet Aline Tako

Estudos realizados na Europa indicam que a taxa de risco anestésico é de cerca de 1 em cada mil cães, afirma vet Aline Tako

CANINABLOG: Quais são os tipos de anestesias mais utilizados por veterinários hoje?

Aline Tako: O tipo de anestesia mais utilizado é a inalatória, na qual o anestésico é inspirado pelo paciente, sendo absorvido diretamente pelos pulmões. Trata-se  de um tipo de anestesia muito seguro, pois a quantidade de anestésico administrada é controlada minuto a minuto pelo anestesista. A anestesia inalatória é frequentemente associada aos chamados bloqueios regionais, como a anestesia peridural. A vantagem dessa associação é que podemos utilizar doses menores de anestesia inalatória, além de melhorar o grau de analgesia no pós-operatório.

CANINABLOG:   anestesia feita em um cão tem a mesma taxa de risco daquela em humanos? Quais são estes riscos?

Aline Tako: Estudos realizados na Europa indicam que a taxa de risco anestésico em cão é de cerca de 0,1%, ou seja, um em cada 1000 cães. Estes riscos incluem queda de pressão arterial, arritmias, depressão respiratória e alterações neurológicas, podendo levar a parada cardiorrespiratória (reversível ou não) e até ao óbito. Uma associação pré-operatória completa, com exames de sangue e avaliação cardiológica, ajudam a minimizar esses riscos. É muito importante que anestesia seja induzida por um profissional especializado e que o centro cirúrgico disponha de equipamentos de monitorização adequados, além de estrutura de laboratório, UTI, exames de imagem etc, para atender qualquer emergência ou complicação.

CANINABLOG: Em que circunstâncias a anestesia é indicada?

Aline Tako: Além dos procedimentos cirúrgicos, nos quais a anestesia é fundamental, outras situações também podem exigir sedação ou anestesia. Para animais muito agitados ou agressivos, a sedação é benéfica, pois evita o estresse da contenção e permite que exames ou pequenas intervenções sejam realizadas de maneira adequada. Alguns procedimentos exigem sedação independente do temperamento do animal, pelo grau de relaxamento exigido, como por exemplo, alguns tipos de exames radiológicos, nos quais o animal tem que ficar imóvel por alguns minutos.

CANINABLOG: Que perguntas todo dono de cachorro deveria fazer ao veterinário antes de anestesiar seu pet?

Aline Tako: O proprietário deve questionar se haverá um veterinário anestesista presente ao procedimento, que tipo de monitorização será utilizada, e se o hospital tem estrutura para dar assistência ao paciente se houver qualquer intercorrência.

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Um bom criador não deve avaliar somente a beleza do filhote, mas também a saúde

Um criador sério não deve avaliar somente a beleza do filhote, mas também a saúde

EXCLUSIVO | TODO mês recebo aqui no CaninaBlog dezenas de mensagens de leitores que relatam problemas de saúde nos seus cães de raça. São problemas como displasia de quadril em cães de grande porte, epilepsia, problemas cardíacos, sarna demodécica… e a lista parece não ter fim. Mas afinal, o pedigree não deveria garantir que os filhotes têm uma saúde exemplar? A verdade é que, graças a criadores que não levam a sério a reprodução assistida da sua prole, cachorros têm sido vendidos com problemas sérios de saúde, inclusive genéticos.

MUITOS são os atalhos de quem não cria cães de forma séria. Segundo o criador premiado internacionalmente Roberto Rodrigues, proprietário dos canis Summer Storm Kennel Labs e Black Labs, muitos criadores não se certificam se o cão é potencialmente correto para reprodução e também não levam em conta o caráter e a índole do bicho. “E o pior de tudo, negligenciam os testes de saúde que não são obrigatórios segundo o regulamento das entidades de registro, mas que todo criador sério tem como principio básico realizá-los”, denuncia o criador com 22 anos de experiência.

Roberto Rodrigues é criador premiado internacionalmente e proprietário dos canis Summer Storm Kennel Labs e Black Labs

Roberto Rodrigues é criador premiado internacionalmente e proprietário dos canis Summer Storm Kennel Labs e Black Labs

O DESAFIO

O PROBLEMA é que muitos problemas de saúde em cães são difíceis de serem detectados pelos futuros donos ou sem um exame correto. “Existem casos onde o cão é displásico e vive bem até a velhice, não manca ou mostra qualquer sinal. Mas ele não deve jamais se reproduzir para não criar descendentes que talvez não tenham a mesma sorte”, relata Rodrigues.

HÁ ainda casos mais complicados, como de cães que carregam o gene da atrofia progressiva. Neste caso, há três perfis: o cão clear (limpo) que é isento do gene que determina a doença; o carrier que é o portador da atrofia, mas não apresenta sintoma; e o afetado que é o cão que manifesta a doença e ficará cego em algum estágio da vida. “Neste caso, fica clara a importância de se realizar os exames pois um cão afetado não deve ser usado jamais na reprodução, já o carrier que é portador do gene deve ser usado com muito critério e em parceiros clear, para que não haja surpresas adiante.”

O problema é que muitos problemas de saúde em cães são difíceis de serem detectados pelos futuros donos ou sem um exame correto

Muitos problemas de saúde em cães são difíceis de serem detectados pelos futuros donos ou sem um exame correto

COMO se prevenir

SE VOCÊ está planejando a compra de um cão em um canil, há maneiras de se prevenir contra problemas genéticos. As dicas são do criador Roberto Rodrigues:  “Primeiro, pesquise quais são as doenças genéticas que acometem a raça pretendida. Depois,  pergunte abertamente ao criador quais exames ele costuma aplicar em seus cães antes de reproduzi-los”. Rodrigues avisa que, em alguns casos, o criador pode ser responsabilizado judicialmente se a negligência for constatada e comprovada.

O JEITO  certo

CRIADOR de duas raças de cães em São Bernardo do Campo (SP), Roberto Rodrigues ponta a maneira correta de se fazer esse controle antes de reproduzir os cães no canil. Confira abaixo:

  1. Primeiro: É preciso se certificar de que os filhotes sejam realmente típicos e de qualidade superior, somente exemplares com muita qualidade devem se reproduzir.
  2. Ultrapassada essa fase, é preciso agora se certificar por meio de exames clínicos se esse cão, mesmo sendo lindo é saudável, também que não possui doenças genéticas que serão transmitidas para seus descendentes;
  3. Por fim, se o cão tem índole e caráter compatível com a raça, ou seja,  um longo processo que geralmente termina aos dois anos de idade, só ai o criador pode levar esse cão para a reprodução.
  4. Agora, caso alguma doença ou desvio de caráter seja detectado, um proprietário consciente e responsável deve providenciar a castração do animal a fim de que ele não reproduza nem por acidente levando adiante a doença ou falha genética.

(Fotos:  Canis Summer Storm Kennel Labs e Black Labs)

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Mais do que só limpar, banho também pode ser curativo

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NOVIDADE | MEU filho canino é um touro de saudável. Nem parece que já está chegando à casa dos 10 anos. Mas um problema aflige meu Fox Terrier Pêlo Duro desde pequeno: alergias. Basta uma picadinha de pulga e pronto, ele se cobre de dermatite e começa se morder sem controle, gerando lesões e infecções. Ontem mesmo ao passar o rastelo percebi que ele está cheio de feridinhas pelo corpo e em alguns pontos arrancou todo o pêlo de tanto coçar.

Unidade com 100 ml é vendido por R$ 21 no site da Propovet

Unidade com 100 ml é vendida por R$ 21 no site da Propovets

É POR isso que fiquei super empolgada com a chegada de um banho terapêutico para pets chamado de Propovets. Trata-se de uma linha de xampu, condicionador e gel que tem ação antibacteriana e que promete acelerar a cicatrização de feridas. Segundo o veterinário Fabiano Carrion, responsável técnico da marca, a linha de tratamento contém substâncias extraídas do própolis verde. “Produtos com este princípio ativo têm efeito terapêutico. É possível tratar e ainda prevenir quadros de infecções bacterianas, alergias, feridas, machucados e lesões de pele”, afirma o veterinário.

A MELHORA dos diversos problemas de pele ocorre porque a própolis verde age no controle da flora microbiana da pele e impedindo a instalação de bactérias oportunistas. O veterinário explica que o banho terapêutico também é indicado para o controle de parasitas externos, como pulgas e carrapatos.

SAIBA mais: O que é própolis verde? A Propolis é a substancia resinosa obtida pelas abelhas através da colheita de resinas presentes na flora e que é, posteriormente alterada pela ação das enzimas contidas na sua saliva. A própolis verde apenas é produzida numa região do mundo, a América do sul, mais concretamente no Brasil, graças à sua vegetação local (alecrim do campo), clima e solo.

FOTOS do banho terapêutico

ESTE final de semana Ciccilo ganhou um super banho terapêutico com Propovets. Confira no álbum especial no Fanpage do CaninaBlog como foi este banho e o resultado final. Clique aqui para conferir.

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Ciccilo adora tirar um cochilo no sofá

Como todo cachorro, Ciccilo adora tirar um cochilo no sofá

SAÚDE | NAS épocas mais frias do ano os cães se sentem ainda mais tentados a subir e dormir no sofá ou, para os mais ousados, na cama do dono. Esse movimento de subir e descer, entretanto, pode ser nocivo para cachorros de vários portes. A fisioterapeuta veterinária do Reabilitadog, Sthefânia Yamazaki Muccilli, explica que o ideal seria que os cães não fizessem esse tipo de movimento. “Mas, caso isso ocorra, o uso de escadas e rampas é altamente recomendado para reduzir o estresse causado nas articulações e na coluna quando o animal realiza o movimento de pular ou descer do móvel”, recomenda.

A marca Pet Super Luxo vende escadas como essa por R$ 98,99  no seu site

A marca Pet Super Luxo vende escadas como essa por R$ 98,99 no seu site

SÃO inúmeros os problemas que podem acometer os cães ao pularem para subir ou descer de dos móveis, como: a luxação de patela, um tipo de deslocamento do osso do joelho; artrite, que é a inflamação das articulações; hérnia de disco; e até mesmo fraturas. Sendo que alguns perfis de cães, como idosos e filhotes, ou ainda obesos ou muito pequenos, têm mais chances de sofrer com a subida e descida de móveis.

SABENDO dessa demanda, a marca de acessórios para cães Pet Super Luxo tem investido em escadas especiais para cães. São mais de 14 modelos com estampas variadas, como essas que você confere neste post, vendidos no site da marca por R$ 98,99 cada.

Leitores do CaninaBlog ganham um brinde da Pet Super Luxo ao comprar uma escada

Leitores do CaninaBlog ganham um brinde da Pet Super Luxo ao comprar uma escada

PROMOÇÃO: Os leitores do CaninaBlog ganham um brinde ao comprar uma escada da Pet Super Luxo: um lindo edredom (clique para conferir). Para ganhar o brinde, basta comprar uma escada Pet Super Luxo pelo site da marca (clique aqui para comprar) e mencionar em Informações Adicionais da Compra que é leitor do CaninaBlog.

 

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EXCLUSIVO |  QUANDO um novo bebê está para chegar, pai e mãe começam a preparar o ninho. A adaptação fica ainda mais necessária quando o pequeno chega na fase de engatinhar ou caminhar. Instala-se uma grade para impedir que ele desça a escada ou saia para a rua, rede de proteção na janela, remédios e produtos de limpeza são colocados em locais fora de alcance da criança, e assim vai. Com cachorro em casa não é diferente. Cães também podem sofrer vários acidentes domésticos que, na maioria das vezes, poderiam ser evitados pelos donos.

PARA sabermos mais sobre prevenção de acidentes domésticos com cães, o CaninaBlog entrevistou a médica veterinária especializada em fisioterapia Sthefânia Yamazaki Muccilli do site ReabilitaDog. Confira abaixo as dicas da especialista:

PRODUTOS perigosos

É IMPORTANTE verificar se produtos de limpeza, venenos para pragas, medicamentos, plantas e alimentos estão ao alcance do animal, havendo o risco de ingestão e intoxicação.

"Raças miniaturas podem sofrer fraturas ao cair de alturas pequenas, como do sofá", diz vet Sthefânia

“Raças miniaturas podem sofrer fraturas ao cair de alturas pequenas, como do sofá”, diz vet Sthefânia

EQUIPAMENTOS de proteção

NO caso de apartamentos ou casas com mais de um andar, invista em telas de proteção para as janelas, para evitar quedas. Deve-se verificar se o animal terá acesso à rua, podendo escapar por entre as grades da casa.

CUIDADOS por idade ou porte

UM FILHOTE ou um cão de porte pequeno pode ficar preso entre alguns móveis, cair de alguma janela, escada ou mesmo móvel. Existem raças miniaturas que sofrem fraturas e ferimentos graves ao cair de alturas pequenas, como do sofá.

ANIMAIS idosos podem apresentar certa confusão mental devido à senilidade ou cegueira sendo necessárias também adaptações do ambiente à situação presente do animal.

PISO

É importante ressaltar que o piso liso e subir e descer de escadas e móveis não fazem parte do ambiente natural do animal, podendo levar a algumas lesões caso o animal tenha alguma patologia genética ou adquirida.

O uso de escadas é altamente recomendado para reduzir o estresse causado nas articulações e na coluna do cão

O uso de escadas ou rampas é altamente recomendado para reduzir o estresse causado nas articulações e na coluna do cachorro

MÓVEIS

O IDEAL seria que os cães não subissem e descessem de sofás e camas, mas caso isso ocorra, o uso de escadas e rampas é altamente recomendado para reduzir o estresse causado nas articulações e na coluna quando o animal realiza o movimento de pular ou descer do móvel.

DICA extra: Não se deve esquecer que os animais nasceram para viver ao ar livre. O mais recomendado é sempre caminhar em grama, pedras e tomar o sol direto na pele (o sol que passa pelo vidro da janela não faz com que o cálcio se fixe nos ossos). Animais que tem ao menos algumas vezes durante a semana um passeio ao ar livre com certeza apresentam maior saúde do corpo e mente.

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"A medicação sem receita, além de poder mascarar os sintomas, pode piorar o quadro", alerta veterinária

“A medicação sem receita pode mascarar os sintomas ou piorar o quadro”, alerta vet

EXCLUSIVO | QUEM tem um cachorro em casa sabe o quanto é difícil vê-lo doente. Principalmente quando o diagnóstico não é otimista ou, ainda, quando o dono não tem recursos para fazer um tratamento ou procurar um veterinário. Por essas razões, o CaninaBlog recebe diariamente dezenas de mensagens e comentários de leitores pedindo ajuda por causa dos seus pets doentes.

OS pedidos são variados: desde aquela pessoa que descreve os sintomas do pet e pede um diagnóstico; até aqueles leitores que indicam livremente tratamentos para cachorros de outras pessoas, sem nenhum tipo de formação veterinária ou mesmo sem ter visto o bicho. Aqui no CaninaBlog temos consciência de que a maioria dessas pessoas quer fazer o bem. Entretanto, por ignorância ou falta de recursos, podem estar causando problemas muito mais sérios aos seus bichos ou de terceiros.

PARA esclarecer aos nossos leitores do perigo da automedicação em cachorros, conversamos com a médica veterinária Amanda Carvalho, responsável técnica de uma empresa de medicamentos para pets, a Vetnil. A veterinária é enfática e deixa um alerta: “a medicação sem orientação profissional já é grave para humanos, imagina então para os pets, que não falam e assim não sabemos o que realmente está acontecendo”.

"Apenas ao vivo o veterinário conseguirá determinar se o quadro do seu animal é grave ou não", afirma veterinária Amanda Carvalho

“Apenas ao vivo o veterinário pode determinar se o quadro do seu cão é grave ou não”, afirma veterinária Amanda Carvalho do laboratório Vetnil

NÃO deixe de conferir abaixo a entrevista que a médica veterinária Amanda Carvalho deu com exclusividade para o CaninaBlog:

CANINABLOG: Muitos donos de cães acabam medicando seus cães sem orientação médica. Quais são as possíveis consequências deste comportamento para o cachorro?

Amanda Carvalho: É importante alertar que os problemas que acontecem no animal do vizinho não necessariamente são os mesmos problemas do seu, por mais que os sintomas sejam parecidos. A medicação sem receita, além de poder mascarar os sintomas, pode não surtir efeito e piorar o quadro ao invés de melhorar, pois não esta
atacando o agente responsável, e com isso a doença continua progredindo mesmo que “ache” que esta tratando. Outro problema gravíssimo é administrar medicamentos humanos, principalmente aqueles que temos em casa, como por exemplo o Paracetamol que é proibido para cães. A simples ingestão desse medicamento pode levar o animal ao óbito.
CANINABLOG: Há ainda pessoas que indicam “tratamentos naturais” para as mais diversas doenças na crença de que “se bem não fizer, mal também não faz”. Isso é real?

Amanda: Não, primeiramente precisamos lembrar que gatos e cachorros não são iguais aos humanos, existem elementos que para nós não fazem mal, mas que para os animais são extremamente tóxicos como por exemplo, o confrei. É muito importante ressaltar que existem doenças, como o caso da cinomose que, além dela ser altamente contagio entre os cães, é uma doença que facilmente leva ao óbito e apenas o veterinário possui conhecimento e medicamentos que possam curar o seu animal.

Cachorro e medicamento 2

A simples ingestão de alguns medicamentos para humanos pode levar o animal ao óbito

CANINABLOG: Recebemos muitas pessoas pedindo ajuda por e-mail ou pelos comentários do CaninaBlog. Um veterinário é capaz de fazer um diagnóstico sem ter contato direto com o cão?

Amanda: Não. Não existe consulta pela internet, esse é o meio mais fácil e “barato” para querer tratar seu animal. O animal deve ser levado ao veterinário para que ele possa examiná-lo física e laboratorialmente. Apenas ao vivo o
veterinário conseguirá determinar se o quadro do seu animal é grave ou não. Lembrando sempre que ele é a única pessoa capaz de receitar um tratamento eficaz para o combate da doença.

CANINABLOG: Muitos donos não têm condição financeira de levar seu pet ao veterinário. Quais são as alternativas nestes casos?

Amanda: Em algumas cidades as prefeituras oferecem consultas veterinárias no centro de zoonose. Para as cidades que não dão este atendimento, sugerimos que procurem o auxilio das organizações não governamentais (ONGs), pois
normalmente existem veterinários que fazem parcerias com estas instituições e cobram preços mais baratos nestes casos.

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Existem fortes evidências de que cachorros que convivem com donos fumantes podem sofrer com a fumaça e apresentar processos alérgicos

Cachorros com donos fumantes podem apresentar processos alérgicos

SAÚDE | O TABAGISMO é a principal causa de morte evitável no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Todo ano, cerca de 5 milhões de pessoas morrem por causa do cigarro. Nada menos que 50 doenças, de câncer até impotência sexual, são relacionadas ao fumo. Por isso, muitos estados brasileiros têm proibido a presença do cigarro em locais fechados e punido donos de estabelecimentos que não cumprem as regras. Mesmo assim, cerca de um terço da população mundial adulta é fumante.

SE você fuma ou está tentando parar, saiba que não é somente a sua saúde que está em risco, mas também das pessoas ao seu redor. Segundo a OMS, nada menos que sete fumantes passivos morrem por dia no mundo. Além disso, o tabagismo passivo aumenta em 30% o risco de câncer de pulmão e 24% o risco para infarto.

"Animais de fumantes já devem ser colocados em grupo de risco", afirma veterinário Marcelo Quinzani

“Animais de fumantes já devem ser colocados em grupo de risco”, afirma veterinário Marcelo Quinzani do Hospital Vet Pet Care

RISCO para seu melhor amigo

AINDA não está convencido? Então saiba que existem fortes evidências de que os cachorros que convivem com donos fumantes podem sofrer com a fumaça e apresentar processos alérgicos como rinite, traqueite, bronquite e também a possibilidade de desenvolverem carcinoma pulmonar, pneumopatia e cardiopatia secundária.

“POTENCIALMENTE, todos os cães que vivem dentro de um ambiente fechado e convivem com o fumante e a fumaça do cigarro correm esse risco independente da raça ou porte. O cigarro faz mal para todos. Fumantes ativos e passivos correm o mesmo risco, inclusive os animais  que por fidelidade acompanham o dono em todo momento e lugar”, afirma Marcelo Quinzani, diretor clínico do Hospital Veterinário Pet Care. O veterinário afirma ainda que animais de fumantes já devem ser colocados em grupo de risco.

CUIDADOS

SE VOCÊ é fumante e nota estes sintomas no seu cachorro, é recomendável levá-lo ao médico veterinário para exame clínico e exames diagnósticos como rx de tórax, tomografia, ecocardiograma e hemograma. Mas o melhor para prevenir as doenças respiratórias e todas as outras causadas pelo tabaco, tanto para o dono, como para o animal, ainda é o abandono do vício.

“SABER que a fumaça do cigarro consumido faz mal ao melhor amigo é o melhor incentivo para largar o vício, mas para os que insistem em continuar fumando, adotar cuidados como: manter o animal mais longe possível da fumaça e fumar em locais abertos e ventilados ajudam a minimizar os danos à saúde do bicho”, finaliza o diretor.

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Ossos crus podem combater tártaro, mas não são única solução

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SAÚDE | SABE aquela regra de se mastigar 30 vezes antes de engolir a comida? Bom, quem tem cachorro sabe que eles não conhecem e, muito menos, praticam essa regra. Cães praticamente engolem os alimentos inteiros quando comem e assim restos de comida ficam parados em sua boca e sobre seus dentes. A consequência é que as bactérias que já existem ali se juntam a estes restos de alimento e acabam formando então a placa bacteriana, também chamado de tártaro, que atinge nada menos que 80% dos cães.

TAL problema, quando agravado, pode ter conseqüências terríveis para o cão como a dificuldade para mastigação, mau hálito, perdas dentárias, infecções secundárias em importantes órgãos como rins, coração e dor ao se alimentar, lista a veterinária da PremieR pet Keila Regina de Godoy.

Tártaro não tratado pode causar até problema cardíaco

Tártaro não tratado pode causar até problema cardíaco

A BOA notícia é que a placa bacteriana pode ser facilmente removida, seja através da escovação, ossinhos e brinquedos. “No entanto, ocorre que, se não for removida, elas sofrem um processo de mineralização em que o cálcio contido na saliva se liga a ela, promovendo seu endurecimento. A partir daí já podemos considerar que existe o cálculo dental, o qual só pode ser removido por meio do tratamento feito pelo médico veterinário e precedido de anestesia geral”, explica Keila.

DICAS de combate

O USO de osso é recomendado para se combater o tártaro, mas segundo a zootecnista Tula Verusca Pereira, do blog Cão Natural, não é a solução perfeita para retirar o problema, principalmente para os dentes da frente, chamados de incisivos. “O ideal é que se escove os dentes todos os dias”. Ela ainda alerta que ossos cozidos são perigosos porque podem perfurar do esôfago ao intestino e nunca devem ser consumidos. “Os ossos, quando cozidos, tem sua estrutura modificada fazendo com que as pontas formadas possam perfurar o cão.” E o osso cru? “Bem, o osso cru não corre o risco de perfurar o cão. Mas, assim como ossos de couro, pode ocorrer engasgo. Sendo assim, supervisione sempre seu cachorro enquanto come um osso, ou a situação pode se transformar em uma tragédia”, adverte a zootecnista.

O PAPEL da alimentação

A VETERINÁRIA da PremieR pet Keila Regina de Godoy defende que o alimento seco industrializado (ração) pode auxiliar de duas maneiras no combate ao tártaro: mecânica e química. A mecânica inclui a ação de abrasão promovida pela mastigação de um grão de formato e tamanho apropriados ao porte do animal. Já a química evita o endurecimento da placa bacteriana, não permitindo que ela se transforme no cálculo dental. “Isso é obtido pelo uso, já na composição do alimento, de substâncias especializadas que em contato com a saliva (como o hexametafosfato de sódio) previnem a formação do tártaro em até 47%. Esses tipo de substância sequestra o cálcio presente e impede que o mesmo se ligue na referida placa”, explica.

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Agressividade ou medo podem atrapalhar o exame veterinário

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EXCLUSIVO | CACHORROS podem ter as mais diversas reações diante de um veterinário. Alguns tremem e fazem até xixi de medo. Outros ficam extremamente agressivos e tentem morder quem aparecer de jaleco (é o caso do meu Ciccilo). E ainda o despreocupado que deixa o veterinário praticamente virá-lo do avesso. Se o seu cachorro se encaixa no primeiro e segundo caso, esse post é para você. Veterinário do Pet Care, Centro Veterinário localizado me São Paulo, Marcelo Quinzani está acostumado a receber todo perfil de paciente canino. Segundo ele, a maioria mostra um comportamento que remete a insegurança e medo. “Dependendo da personalidade do cão, ele pode manifestar isso com agressividade ou timidez”, relata.

O VETERINÁRIO ainda explica que um cão de caráter dominante (também chamado de “alfa”), pode latir muito, ser agressivo ou investir contra outros animais e o veterinário. Já um cão mais tímido e submisso tende a se manifestar com tremores, escondendo-se junto ao dono. Mas Quinzani salienta: “Independente do tipo de caráter, esse comportamento pode atenuar-se quando o animal já se acostumou com a clínica devido às visitas constantes, deixando ele mais seguro em relação ao lugar”.

 Marcelo Quinzani é diretor clínico do Hospital Veterinário Pet Care de São Paulo

Marcelo Quinzani é diretor clínico do Hospital Veterinário Pet Care

CONVERSAMOS com o veterinário do Hospital Pet Care Marcelo Quinzani sobre a relação do veterinário e do cachorro. Confira abaixo as principais partes dessa conversa:

CANINABLOG: Se um dono percebe que o cachorro morre de medo do veterinário, deve pensar em mudar de profissional?

Marcelo Quinzani: Em um primeiro momento, não. Devemos mostrar para o cão que ele está seguro e que o dono esta ali para protegê-lo. Se isso se torna constante e o animal realmente não gosta do lugar, pode tentar mudar e ver se muda esse comportamento. Assim como as pessoas, existe a empatia movida exclusivamente por situações agradáveis. Muitas vezes o animal não gosta do lugar ou do veterinário por que ele teve uma experiência ruim e isso ficou marcado na memória dele. Se ele visitar o veterinário em uma situação agradável, como uma consulta de rotina ou mesmo um bom banho, pode perder esse medo.

CANINABLOG: Como o dono pode ajudar seu cão a reagir melhor diante do vet ou na hora de realizar exames?

Quinzani: Mostrando para ele que não tem problema e que ele está seguro. Acolher o animal de forma efusiva pode significar que ele realmente está correndo risco e isso pode deixar o animal mais inseguro. Muitas vezes, somente com palavras de conforto, sem tocar o animal, deixando que o veterinário o segure, pode mostrar ao cachorro que o dono dele confia no veterinário e que ele também deve confiar.

Cães podem memorizar experiências dolorosas com vets e clínicas

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CANINABLOG: Quando o uso de focinheira e/ou anestesia é recomendada?

Quinzani: Somente em último caso, quando o animal não coopera de forma alguma. Geralmente isso acontece em animais adultos que não foram treinados ou que não tiveram contato prévio com o veterinário. Com filhotes, quando se percebe esse tipo de comportamento, deve se adestrar o quanto antes.

CANINABLOG: Um cachorro que não reage bem diante do veterinário pode prejudicar a avaliação clínica?

Quinzani: Evidentemente. Nos animais agressivos ou com muito medo, alguns parâmetros mudam consideravelmente, como pressão arterial, batimento cardíaco e até mesmo a resposta a dor. Isso pode prejudicar o diagnóstico e o exame clínico.

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Cães podem ficar roucos por causa da velhice ou depois da castração

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EXCLUSIVO | LOGO após as férias, notei que Ciccilo, meu Fox Terrier Pêlo Duro, andava meio rouco. É isso mesmo, toda vez que ele latia, a voz dele parecia abafada, estranha. Fiquei preocupada. Mas após alguns dias o problema desapareceu e o latido dele voltou ao normal. Foi assim que surgiu a curiosidade: será que rouquidão pode ser sintoma de alguma doença nos cães?

PARA termos uma resposta confiável, conversamos com a médica veterinária Amanda Cologneze Brito, assistente técnica do Laboratório Veterinário Mundo Animal, que alertou que a rouquidão pode ser sintoma para uma série de doenças. “Como a tosse dos canis, cinomose, gripe e alguns tipos de tumore”, advertiu.

Se a causa for gripe, a rouquidão pode ser temporária

Se a causa for gripe, a rouquidão pode ser temporária, explica veterinária

SEU CACHORRO está rouco? Então confira abaixo as principais partes da conversa que tivemos com a médica veterinária Amanda Cologneze Brito:

CANINABLOG: Cachorros podem ficar roucos por causa de gripe?

Amanda Cologneze Brito: Sim, no geral doenças que afetam o trato respiratório podem levar ao sintoma.

CANINABLOG: A rouquidão pode ser sintoma de doenças graves?

Amanda: Sim, cinomose, por exemplo. E também do condrossarcoma, que é um tumor que acomete o tecido cartilaginoso, pode se desenvolver na laringe causando uma mudança na “voz” do animal.

CANINABLOG: Cachorros podem ficar com a “voz” rouca com a chegada à velhice ou depois de serem castrados?

Amanda: Sim. Assim como acontece com humanos em alguns casos, principalmente se o animal teve problemas respiratórios durante a vida.

CANINABLOG: É comum cachorros com rouquidão temporária?

Amanda: Se o que está causando o sintoma for uma gripe, por exemplo, ou outras doenças que afetam o trato respiratório temporariamente, como a tosse dos canis, o sintoma é temporário.

CANINABLOG: Quando o dono deve procurar um veterinário?

Amanda: Procure sempre visitar seu médico veterinário quando o animal apresentar qualquer sinal ou atitude que você não observa na rotina.

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