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Posts Tagged ‘agressividade’

Agressividade ou medo podem atrapalhar o exame veterinário

Agressividade ou medo nos cães pode atrapalhar o exame veterinário

EXCLUSIVO | CACHORROS podem ter as mais diversas reações diante de um veterinário. Alguns tremem e fazem até xixi de medo. Outros ficam extremamente agressivos e tentem morder quem aparecer de jaleco (é o caso do meu Ciccilo). E ainda o despreocupado que deixa o veterinário praticamente virá-lo do avesso. Se o seu cachorro se encaixa no primeiro e segundo caso, esse post é para você. Veterinário do Pet Care, Centro Veterinário localizado me São Paulo, Marcelo Quinzani está acostumado a receber todo perfil de paciente canino. Segundo ele, a maioria mostra um comportamento que remete a insegurança e medo. “Dependendo da personalidade do cão, ele pode manifestar isso com agressividade ou timidez”, relata.

O VETERINÁRIO ainda explica que um cão de caráter dominante (também chamado de “alfa”), pode latir muito, ser agressivo ou investir contra outros animais e o veterinário. Já um cão mais tímido e submisso tende a se manifestar com tremores, escondendo-se junto ao dono. Mas Quinzani salienta: “Independente do tipo de caráter, esse comportamento pode atenuar-se quando o animal já se acostumou com a clínica devido às visitas constantes, deixando ele mais seguro em relação ao lugar”.

 Marcelo Quinzani é diretor clínico do Hospital Veterinário Pet Care de São Paulo

Marcelo Quinzani é diretor clínico do Hospital Veterinário Pet Care

CONVERSAMOS com o veterinário do Hospital Pet Care Marcelo Quinzani sobre a relação do veterinário e do cachorro. Confira abaixo as principais partes dessa conversa:

CANINABLOG: Se um dono percebe que o cachorro morre de medo do veterinário, deve pensar em mudar de profissional?

Marcelo Quinzani: Em um primeiro momento, não. Devemos mostrar para o cão que ele está seguro e que o dono esta ali para protegê-lo. Se isso se torna constante e o animal realmente não gosta do lugar, pode tentar mudar e ver se muda esse comportamento. Assim como as pessoas, existe a empatia movida exclusivamente por situações agradáveis. Muitas vezes o animal não gosta do lugar ou do veterinário por que ele teve uma experiência ruim e isso ficou marcado na memória dele. Se ele visitar o veterinário em uma situação agradável, como uma consulta de rotina ou mesmo um bom banho, pode perder esse medo.

CANINABLOG: Como o dono pode ajudar seu cão a reagir melhor diante do vet ou na hora de realizar exames?

Quinzani: Mostrando para ele que não tem problema e que ele está seguro. Acolher o animal de forma efusiva pode significar que ele realmente está correndo risco e isso pode deixar o animal mais inseguro. Muitas vezes, somente com palavras de conforto, sem tocar o animal, deixando que o veterinário o segure, pode mostrar ao cachorro que o dono dele confia no veterinário e que ele também deve confiar.

Cães podem memorizar experiências dolorosas com vets e clínicas

Cães podem memorizar experiências dolorosas com veterinários e clínicas

CANINABLOG: Quando o uso de focinheira e/ou anestesia é recomendada?

Quinzani: Somente em último caso, quando o animal não coopera de forma alguma. Geralmente isso acontece em animais adultos que não foram treinados ou que não tiveram contato prévio com o veterinário. Com filhotes, quando se percebe esse tipo de comportamento, deve se adestrar o quanto antes.

CANINABLOG: Um cachorro que não reage bem diante do veterinário pode prejudicar a avaliação clínica?

Quinzani: Evidentemente. Nos animais agressivos ou com muito medo, alguns parâmetros mudam consideravelmente, como pressão arterial, batimento cardíaco e até mesmo a resposta a dor. Isso pode prejudicar o diagnóstico e o exame clínico.

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Socialização pode ser feita com outros cães adultos vacinados e educados

EXCLUSIVO | RECEBO muitas mensagens de pessoas que dizem: “meu cachorro me morde”, ou ainda, “meu cachorro não gosta de outros cães”, “ele tem medo de tudo e de todos” e por ai vai. Conversando com o especialista em comportamento animal Gustavo Campelo descobri que muitos desses comportamentos poderiam ter sido tratados e até evitados quando o cachorro ainda era um filhotinho.

ESTAMOS falando da importância da socialização do filhote de cachorro. “Socializar um filhote é prepará-lo para o mundo real. Apresentar estímulos (como veículos, pessoas, animais) de uma maneira tranquila e sempre associando com coisas positivas”, explica Campelo. Aliás, esse trabalho de socialização é um dos primeiros oferecidos pela empresa de adestramento de Campelo.  “As aulas são muito descontraídas e divertidas para os donos e os filhotes”, comenta.

“Socializar previne problemas de comportamento como medo, ansiedade e agressividade”, explica Gustavo Campelo

MAS quais são os benefícios? O próprio dono pode fazer o trabalho de socialização em casa? O especialista em comportamento animal Gustavo Campelo dá as dicas. Confira:

VANTAGENS da socialização

Socializar o filhote previne problemas de comportamento como medo, ansiedade e agressividade. Além de deixar o cão mais seguro e menos estressado em situações novas.

QUANDO começar?

A socialização primária do cão começa com 30 dias de vida. Os filhotes já andando e começam a interagir mais entre eles e com a mãe, também aprendem os significados dos sinais e posturas corporais. Depois disso, com 60 dias é interessante iniciar a socialização com sons domésticos – sempre bem baixinho e depois com outros estímulos.

TRAZENDO o bicho pra casa

Se uma pessoa acabou de trazer um filhote para casa, o primeiro passo é deixar o cão cheirar a vontade o espaço que foi reservado para ele. Essa exploração já é uma socialização. Depois de dois ou três dias, com o cachorro adaptado ao ambiente, podemos começar com os sons domésticos, com o toque de pessoas, outros animais vacinados, por exemplo.

A cada etapa o cão deve ficar mais a vontade com as situações já conhecidas

ESCOLHENDO o ambiente certo

Dentro de casa inicialmente. Em casa de amigos que tenham cães vacinados e educados – ou seja, tranquilo, sem ser medroso, ansioso ou agressivo. Passear com o cão no colo até a esquina de casa (enquanto o ciclo de vacinação não estiver completo) e dar voltas de carro no quarteirão de casa.

COMO saber se está funcionando

O cão deve estar tranquilo e curioso durante todo o procedimento. A cada etapa o cão deve ficar mais a vontade com as situações já conhecidas.

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Brigões em casa, alguns cachorros podem se revelar ótimos hóspedes

EXCLUSIVO | MILHÕES de brasileiros irão aproveitar o feriado do Carnaval para brincar, viajar e lotar hotéis e pousadas pelo Brasil. E que turista não adora aquele café da manhã incrível de hotel ou ainda fazer novos amigos nas férias? Mas nem tudo é diversão nesta época do ano para quem tem um cachorro na família.

POUCOS hotéis aceitam pets, principalmente de grande porte, e muitos donos se vêem forçados a curtir o feriadão em casa. Além disso, existe um receio de deixar o bicho em hotéis para pet porque temem que não vão se adaptar com tantos bichos ou se sentirão muito sozinhos longe da companhia dos donos. Entretanto, o veterinário e proprietário do Clube de Cãompo Hotel Fazenda para Cães, Aldo Macellaro Junior, avisa: “muitos cães que os proprietários julgam não se entender com outros, longe dos donos e de suas casas, acabam se mostrando muito bons no convívio com outros cães”.

“Uma pessoa experiente vai identificar se o cão irá se adaptar ou não ao grupo”, explica o proprietário de hotel pet Aldo Macellaro

SOCIALIZAÇÃO

PARA que isso seja possível, a equipe do Clube de Cãompo que fica na cidade de Itu, no interior de São Paulo, recomenda que a socialização entre cães seja feita sempre sob supervisão de pessoas que tenham grande experiência no assunto. “Socializar os cães em uma área ampla e sem disputa de bens materiais, como bolinhas ou brinquedos, ou de atenção excessiva são regras de ouro na hora da socialização. Também é necessário manter o ambiente tranquilo e sem interferências abruptas”, explica Junior.

AGRESSIVIDADE

MAS o proprietário do Clube de Cãompo reconhece que existem casos em que esta agressividade está tão marcada no cachorro que a socialização fica muito difícil. “Uma pessoa experiente vai identificar os sinais emitidos pelo cão, se ele irá se adaptar ou não ao grupo”, defende o veterinário. Caso a socialização se mostre inviável, o correto é realizar os passeios e brincadeiras sempre de modo individual. “Uma socialização forçada pode causar brigas e os cães podem se machucar seriamente. O correto é nunca chegar ao ponto de uma briga.”

CADA hotel pet bem administrado tem sua própria técnica de socialização. No Clube do Cãompo, por exemplo, existem cães que são chamados de “professores de socialização”. Junior explica que são cachorros muito experientes e tranqüilos e que são usados para ajudar na socialização daqueles hóspedes que nunca tiveram contato com outros cães anteriormente. Além disso, um local fora do território do cão ajuda e facilita a interação. Isso significa que um cão brigão dentro de casa pode se revelar um hóspede muito pacífico.

SOLIDÃO

SE VOCÊ tem receio que seu pet, que vive agarrado em você, irá morrer de solidão em um hotel, você pode se surpreender. A verdade é que o hóspede canino que tem a companhia de outros animais se sente pertencente ao local e consequentemente não se sente sozinho. “Além disso, na presença de outros animais, os cães brincam e se divertem mais e esta atividade física faz com que o animal gaste energia”. Isso significa que o cachorro comerá e dormirá bem também devido ao cansaço do dia. O único risco é que depois de ficar em um bom hotel pet, ele não queira mais voltar para casa.

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Cães utilizam a mordida em último caso. Antes disso, eles costumam dar um aviso

EXCLUSIVO | QUANDO me perguntam na rua se meu cachorro morde, costumo responder em tom de brincadeira: “Bem, ele tem dentes”. Minha resposta vem da experiência com Ciccilo, meu Fox Terrier Pêlo Duro, que não é muito paciente, principalmente com crianças. Além disso, cachorros utilizam a boca para diversas finalidades e a mordida pode ter vários significados.

EM UMA brincadeira com filhotes, a mordida faz parte dos jogos lúdicos em que os filhotes aprendem a caçar. Na época de troca de dentes, os cães mordem como forma de aliviar as dores e coceiras. Um cão pode usar a mordida sem pressão para brincar com alguém ou tentar levar essa pessoa até um local. “Já a mordida de forma agressiva, direcionada para outros animais ou pessoas, tem vários graus de intensidade que variam desde uma leve pressão até uma mordida poderosa que é extremamente perigosa independente de ser um cão pequeno ou grande”, adverte o especialista em comportamento canino, Gustavo Campelo.

PARA o especialista, o ideal é evitar se colocar em uma situação em que conhecemos que o animal pode reagir agressivamente. “Se isso for impossível, mantenha a calma, não encare o animal nos olhos, faça movimentos calmos e tente sair do ambiente de maneira tranquila e não ameaçadora para o cão.”

"Muitas pessoas abandonam um cão mordedor. Mas ele pode ser tratado", afirma Gustavo Campelo

SE VOCÊ tem um cachorro que costuma te morder ou outras pessoas (ou ainda outros cães), confira abaixo as dicas de Gustavo Campelo de como reagir quando isso acontecer:

MEU cachorro tenta morder visitas ou crianças

NESTES casos fica claro que a mordida é por agressividade. É necessária a ajuda de um profissional especializado em comportamento de cães para analisar, avaliar e planejar uma estratégia para a modificação comportamental do animal. Na maioria dos casos, será utilizado a técnica de contra-condicionamento, que fará com que o animal responda de maneira diferente aos estímulos que geravam agressão. Até que o profissional não inicie o trabalho, o mais indicado é manter o animal fora do alcance das visitas ou contê-lo com guia e focinheira.

MEU cachorro me mordeu

ISSO significa que muita coisa errada já aconteceu. Cães utilizam a mordida em último caso. Antes disso, eles avisam com o rosnado, eriçando os pelos, enrijecendo os músculos do corpo, mostrando os dentes e só então mordendo. O processo que leva o cão até a mordida de fato pode demorar meses e até mesmo anos. Caso o cão apresente qualquer um dos sintomas acima é preciso pedir ajuda a um profissional para interromper esse processo. No caso do cão que já mordeu, é necessário recondicionamento do animal, mudanças ambientais e reeducação dos proprietários sobre como lidar com cães agressivos.

QUANDO um cão que morde é uma ameaça?

TENHO atendido cada vez mais cães agressivos e pessoas que ficaram seriamente feridas por mordidas de cães. Por isso, é recomendo tanto a ajuda profissional. Além disso, também é muito comum o abandono de cães por esse motivo. Algumas pessoas se enganam achando que um cão pequeno não pode fazer um grande estrago, mas isso não é verdade. Mesmo um cão pequeno deve receber uma boa educação desde filhote.

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Cachorros pouco socializados têm mais chances de sofrer com bullying canino

EXCLUSIVO | SE VOCÊ observar um grupo de cães brincando, poderá encontrar vários tipos de personalidades e comportamentos. Há aquele cão que se dá bem com todos os tipos e raças, outro meio “pentelho” (desculpe, não consigo pensar em uma expressão melhor) e que incomoda todos puxando a orelha, roubando o brinquedo e mordendo. O problema é quando este último encontrar o “esquentadinho” da turma e tudo acaba em briga. 

ESTES momentos, muitas vezes, não são muito diferentes de crianças brincando e interagindo na hora do recreio. Sempre há uma criança super social, a mais “pentelha”, uma brigona e aquela que prefere passar totalmente despercebida pelo grupo.

SE O seu cachorro é aquele que sempre acaba apanhando ou arranjando briga, talvez ele seja vítima ou agente de bullying canino. Para quem ainda não conhece o termo que vem da língua inglesa, bullying é a palavra utilizada para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo.

SEGUNDO o especialista em comportamento canino Gustavo Campelo, um tipo parecido de bullying também acontece entre os cachorros. “Para um grupo de cães que forma uma matilha, não é interessante ter como membro um animal medroso, frágil ou ansioso demais e que desestabilize o grupo”, explica. Por esta razão, é comum que esse cão seja pressionado e até atacado pelos outros do grupo quando manifesta esses comportamentos frágeis.

CARACTERÍSTICA dos cães com problema

ESSES cachorros mais medrosos ou ansiosos e que são frequentemente atacados por outros pets, geralmente não tiveram uma boa socialização desde filhote, aponta o especialista. “Também podem ser super protegidos pelos proprietários e isso somente agrava todo o problema”, explica o adestrador. Do outro lado, os cães que iniciam a pressão ou o ataque são bichos mais dominantes, mas que também tiveram pouca socialização e, consequentemente, têm pouco controle por parte dos proprietários.

PREVENÇÃO 

ESSES episódios de bullying canino são mais comuns entre cães que já se conhecem e formam um grupo. No entanto, também pode acontecer com animais que estão se encontrando pela primeira vez. Por esta razão, a melhor maneira de tratar deste problema é a prevenção. “Tanto com um cão violento como com a vítima, o importante é iniciar a socialização dos cães desde filhote e sempre com a ajuda de um profissional.”

É IMPORTANTE que filhotes tenham contato com outros cães para aprender a se comunicar, interagir e brincar de forma saudável. “Não se pode esquecer que socializar cães não é somente soltar o animal no parque com outros cães”, lembra Campelo. Outra razão para essa agressividade pode vir do berço. “Todos nós, treinadores, proprietários e principalmente os criadores temos que nos conscientizar de que o cão deve ser retirado da ninhada apenas a partir dos 60 dias de vida.” Segundo o adestrador, essas medidas já minimizam em 80% a chance deste e outros problemas de comportamento acontecerem.

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Lilian, Maggie e Fábio quando Alice ainda estava bem guardada na barriga

EXCLUSIVO | NÃO tenho constrangimento algum ao dizer que Ciccilo, meu Fox Terrier Pêlo Duro, é tratado e amado como um filho. Entretanto, alguns amigos gostam de afirmar que Ciccilo perderá seu “trono” quando um filho humano chegar. Será?

PARA tirar essa dúvida conversei com a gaúcha Lilian Lima, mãe da Yorkshire Maggie e, mais recentemente, da pequena bebê Alice. Para se ter uma ideia do carinho de Lilian por Maggie, a cadelinha participou de todas as fases da gestação, até mesmo da sessão de fotos da gravidez (imagem de abertura). Mas será que tudo mudou com a chegada de Alice há um pouco mais de um mês? “O que eu sinto pela Maggie não mudou nada com o nascimento da Alice. O que muda é o tempo que eu tenho para ela”, explica.

"Maggie já adotou a nova irmã", conta a mamãe da doce Alice, Lilian Lima

LILIAN conta que com um bebê pequeno fica dificil dar a atenção que costumava dar para Maggie. “Mas eu sempre faço um esforço para ela não se sentir de lado.” Não tem como negar, a rotina de Lilian e Maggie mudou com a chegada de Alice. Por exemplo, Lilian deixou de dar banho na Yorkshire em casa e passou a não ganhar colo toda hora. “Agora Maggie usa meu colo não para ganhar carinho, mas sim para ter mais acesso ao carrinho da Alice. Ela gosta tanto da bebê que quer participar de tudo, até da troca de fraldas”, explica Lilian. “Sinto que a Maggie já adotou a nova irmã e que as duas serão grandes parceiras.”

REAÇÕES canina possíveis

MAS será que todas as relações entre bebês e cães são tão tranquilas como entre Maggie e Alice? O especialista em comportamento canino Gustavo Campelo afirma que tudo vai depender do histórico e atual comportamento do cão. Aliás, já é possível até mesmo prever um pouco da futura reação do bicho com a chegada de um irmãozinho. Campelo explica que existem três possíveis situações:

CÃO socializado. Se o cão foi bem educado e socializado desde filhote com outros cães, pessoas e sons diferentes, raramente teremos problemas e os proprietários somente precisaram tomar pequenas medidas preventivas básicas.

SEM educação. Se o cão é sociável, mas não foi bem educado, pula nas pessoas, late demasiadamente ou “morde de brincadeira”, é interessante que a família, além de seguir as recomendações básicas, procure um treinador qualificado para ajudar.

CACHORRO sem noção. A terceira possibilidade é aquele cão que, além de não ter sido educado desde filhote, também não é socializado. Nesse caso, é sempre aconselhável a procura de um especialista em comportamento canino. Este profissional ajudará a traçar uma estratégia de mudança comportamental para que os cães fiquem equilibrados até a chegada do bebê. Essa família tem nove meses para seguir as orientações e “consertar” o animal.

VOCÊ já identificou o perfil do seu cão? No post abaixo com Gustavo Campelo, o especialista ensina como incentivar e treinar seu cachorro para a chegada do bebê. Não deixe de ler.

Cachorros e bebês: Por uma amizade que começa no berço

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Cachorros não reagem como seres humanos. Feliz é o cão que é tratado como tal

EXCLUSIVO | POR MAIS que pareça, seu cachorro não é uma versão peluda de um ser humano. Para evitar que você continue tratando seu cachorro da maneira equivocada, chamamos o especialista em comportamento canino Gustavo Campelo para desmistificar algumas crenças bem populares em relação aos cães.

SÃO vários os mitos, principalmente em relação ao comportamento agressivo de algum desses peludos. Além disso, alguns seres humanos criam “técnicas”próprias na hora de ensinar o filhote a fazer a sujeira no local certo que muitas vezes não passa de puro “achismo”.

SE você e seu cachorro não querem mais ser vítimas desses mitos, confira abaixo as orientações de Campelo e sempre mantenha em mente: cachorro deve ser tratado como cachorro. Para o bem dele e seu.

ESFREGUE o nariz do cão que faz suas necessidades no local errado.

MITO: Esta pratica continua sendo muito utilizada apesar de sua demonstrada ineficácia. Ela se baseia na ideia de que é repugnante enfiar o nariz nos excrementos. Essa afirmação não se aplica no caso dos animais. A reação desse tipo de castigo se deve mais a violência do que a repulsa. A verdade é que na rua o cão fareja sem o menor nojo a urina e as fezes de outros cães.

MEU cão é uma fera porque come muita carne vermelha.

MITO: A opinião baseia-se em um preconceito sem fundamento, relacionado com a absorção de sangue. A agressividade é um comportamento normal destinado a permitir a sobrevivência dos animais. Como o cão é um ser carnívoro é absolutamente normal que se alimente de carne, vermelha ou não, cozida ou crua. Isso não tem nenhuma incidência na suas reações de agressividade.

UM cachorro que provou sangue humano torna-se perigoso.

MITO: Essa crença esta relacionada com a anterior e deve estar relacionada a antigos medos de imagens de animais que “comem pessoas”. É extremamente raro que um cão ataque uma pessoa para se alimentar. Geralmente, a mordida está relacionada com a hierarquia, medo, irritação ou agressão territorial. Sendo assim, o contato com o sangue do adversário não é, de modo algum, a causa de uma eventual recaída de uma ação mortal.

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Falsas interpretações são fruto de milhares de anos de convivência entre homem e cão

EXCLUSIVO | QUEM tem cachorro e/ou tem amigos com cachorros sabe quantas besteiras se escuta sobre o comportamento desses bichos. Muitas vezes eles são tratados como seres humanos e (ainda mais cômico ou trágico) seus comportamentos são explicados com a mesma ótica de um ser humano.

QUEM nunca ouviu comentários do tipo: “meu cachorro não gosta de pessoas negras” ou ainda, “um cão que provou sangue humano torna-se perigoso”. Para esclarecer quais desses verdadeiros mitos caninos são verdade ou pura imaginação, chamamos o especialista em comportamento animal, Gustavo Campelo. Segundo ele, estas falsas interpretações são fruto de milhares de anos de convivência entre homem e cão. “Por mais ridículas que sejam, os mitos surgiram de duas posições extremas: o cão que entende tudo e só falta falar e o cão que não entende nada e é só puro instinto”, comenta.

CONFIRA abaixo o que é verdade ou puro mito no comportamento canino:

MEU cachorro não gosta de “gente negra”

MITO: Tudo depende da socialização (ou falta de) e experiências passadas. Um cão pode ser inseguro, medroso e tudo o que é diferente do convívio dele faz com que ele se esconda ou ataque. O mesmo pode acontecer com cães que convivem apenas com negros e quando se deparam com um branco ficam agressivos.

CÃES são capazes de antecipar o perigo

MITO: Os cães são excelentes observadores. Quanto mais pessoas “normais” o cão conhece, mais facilmente irá identificar uma pessoa mal intencionada. A explicação para isso é que por mais experiente que seja o malfeitor, ele sempre tem medo de ser pego e o cão consegue perceber esse comportamento “diferente”. Entretanto, os cães definitivamente não conseguem prever o perigo de forma mística.

PODE ser vingativo

MITO: O cachorro não é um bicho vingativo. Mas com certeza se lembra de alguém que o agrediu vários anos antes. É preciso deixar claro que nesse meio tempo o cão não ficou pensando na agressão e nem ficou elaborando um plano para poder se vingar. O que acontece é que o cão associa os estímulos com os fatos. Nesse caso associou o cheiro, a voz e o porte de alguém com a agressão sofrida. E esse cão, para se proteger de uma nova agressão pode partir para cima ou mesmo fugir.

PREVÊ a própria morte

VERDADE: Cachorros conseguem sentir que estão fracos e já é hora de arrumar um lugar confortável para descansar. É um comportamento natural presente em várias outras espécies que vivem em bando, como elefantes, por exemplo. A explicação para isso é que um indivíduo debilitado pode colocar todo o grupo em risco.

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“Um cachorro muito medroso pode se tornar agressivo", explica Gustavo Campelo

EXCLUSIVO | HÁ POUCOS dias estava passeando com Ciccilo pelo meu bairro e encontramos com um casal e sua cadela adulta recém adotada. Há poucos metros de distância, os novos donos já avisaram: “adotamos a cachorrinha há poucos dias e ela se mostrou agressiva com alguns cães”. Como sei que Ciccilo ama as mulheres (de todos as raças) pedi que deixassem ele se aproximar. Foi paixão a primeira vista.

O ESPECIALISTA em comportamento canino Gustavo Campelo conta que é normal um cão que acabou de ser adotado se mostrar inseguro nos primeiros dias na nova casa. “Essa insegurança diminui com o passar do tempo e geralmente em uma semana desaparece. Já a agressividade pode tanto aumentar como diminuir e isso dependerá somente da habilidade dos novos proprietários em lidar com esse problema”, explica Campelo. “Um cachorro muito inseguro ou medroso pode se tornar agressivo se colocado com cães adultos, ainda que sejam mansos.” Nestes casos, é aconselhável procurar ajuda de um especialista em comportamento canino.

TESTE de personalidade na adoção

DIANTE desse problema tão recorrente, a pergunta que pode surgir entre muitas pessoas que desejam adotar um cão adulto é a seguinte: é possível perceber se um cão é agressivo antes da adoção? Mais do que possível, é recomendável fazer alguns testes. “O correto e ideal é que o próprio abrigo faça testes de comportamento nos animais antes de serem doados. Estes processos nos fornecem muitas informações sobre o animal e deve ser aplicado por especialistas no assunto”, explica Campelo.

REALIZAR um teste de comportamento em um cão que será adotado é importante pois a doação de um animal para uma família que não tenha o mesmo perfil é um grande engano. Além disso, o risco desse animal ser abandonado ou maltratado é bem maior. Infelizmente, o ideal está muito longe da realidade. “Conheço aqui no Brasil somente um lugar que faz esse tipo de teste nos cães antes de serem doados e mesmo assim não conseguem fazer com 100% dos animais”, relata com tristeza.

A CAUSA da agressividade

SENDO que a principal causa da agressividade é o medo ou insegurança dos cães, é fácil que muitos animais de abrigos acabem se tornando agressivos diante das dificuldades da rua ou maltrato de antigos donos. “Cães medrosos, inseguros e que foram atacados por outros cães anteriormente podem desenvolver agressividade.”

ENTRETANTO, mesmo sem querer, algumas pessoas acabam incentivando agressividade em cachorros de qualquer idade, raça ou origem. Gustavo Campelo dá um exemplo: “alguém que morre de medo de cães grandes e todas as vezes que encontra outro animal na rua essa pessoa fica com medo e pega seu cachorro no colo”. Segundo o especialista, a tendência é que esse cão se torne agressivo com outros animais, pois percebeu o medo de seu proprietário e tenta defendê-lo de uma ameaça inexistente.

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O primeiro passo é parar de reforçar comportamentos indesejáveis

EXCLUSIVO | QUANDO chega um irmãozinho novo é comum o mais velho sentir ciúmes. Não é diferente com cachorros e a leitora Márcio Bizu está enfrentando esse problema desde que adotou o cachorro Spirro. “Ele tem muito ciúmes do Pitoco, nosso primeiro cachorro”, conta. Ela relata que Spirro tem o hábito de deitar sobre suas roupas e, ao tentar tirá-las, ele fica bravo e rosna.

NO INÍCIO Spirro impedia a circulação de Pitoco pela casa e até nos passeios, mas a situação foi piorando aos poucos. “Pitoco é muito bonzinho, mas de vez em quando chegam a brigar e temos de ficar chamando a atenção dos dois quase o tempo todo.” Preocupada com situação, Márcia pede ajuda e questiona se a solução seria adestrar ou castrar esse cachorrinho ciumento.

O ESPECIALISTA em comportamento canino, Gustavo Campelo responde:

“ESTAMOS diante de um caso de hierarquia mal definida. O Spirro está claramente tentando assumir a liderança do grupo. Isso é um problema? Não. Isso é normal e esperado entre cães. Qual é o real problema então? Ele está conseguindo.

SEM querer você e seu marido estão reforçando o mau comportamento de Spirro quando chamam a atenção toda hora. Isso porque estão dando atenção quase que o tempo todo. Ou seja, o Spirro é super bem sucedido por suas atitudes dominantes.”

COMO agira nessa situação?

“O PRIMEIRO passo é parar de reforçar comportamentos indesejáveis. Se ele rosna quando pega sua roupa, não deixe mais roupas a disposição. Se ele rosna quando vocês o pegam no colo, ponha-o no chão sempre que ele rosnar. Se durante o passeio ele fica tentando passar a frente do Pitoco, lembre-se que vocês é quem devem estar a frente e não permitam esse comportamento.

NÃO é um caso que a castração seja obrigatória. É totalmente possível resolver esse caso sem castrar o animal. Apesar disso, a castração pode ajudar como parte do tratamento. Sugiro também uma consulta comportamental com um profissional experiente e de confiança.”

QUER conferir mais dicas de adestramento com Gustavo Campelo? Então clique aqui e confira o que já foi publicado no CaninaBlog.

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