Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘Cachorro Verde’

Ciccilo será castrado para evitar problemas mais graves com a próstata

EXCLUSIVO | COM QUASE 9 anos de idade, Ciccilo agora faz parte do crescente grupo de cães machos não-castrados acima dos 5 anos de idade que apresentaram hiperplasia prostática benigna, ou seja, a próstata dele está aumentada. Os exames por imagem só comprovaram que a mudança no comportamento do meu Fox Terrier Pêlo Duro – ele tem feito xixi dentro de casa e tem dificuldade para controlar a saída da urina – tem relação direta com a saúde da próstata.

PARA evitar problemas mais graves, a veterinária de Ciccilo, Sylvia Angélico, recomendou a castração.  “A castração faz a próstata voltar ao tamanho normal porque não há mais influência dos hormônios sexuais produzidos nos testículos”, explica Sylvia.

SE VOCÊ também tem um cão macho e já cogitou castrar seu pet, mas ainda tem dúvidas sobre o procedimento, confira abaixo as dicas da médica veterinária Sylvia Angélico do blog Cachorro Verde:

“A castração faz a próstata voltar ao tamanho normal”, explica a veterinária Sylvia Angélico

QUANDO castrar previne problemas

A HIPERPLASIA prostática benigna (HPB) se torna mais comum em cães não-castrados acima dos 5 anos de idade, mas pode acontecer até antes dessa idade. Para prevenir a HPB em geral se recomenda castrar o cão macho. Caso o cuidador prefira não castrar o animal, deve estar sempre atento a alterações como descargas uretrais (secreção purulenta ou sanguinolenta saindo do prepúcio), ato excessivo de lamber o prepúcio (o cão pode estar limpando essa secreção excessiva), presença de sangue no sêmen (para cães reprodutores que têm o sêmen avaliado regularmente) e dificuldade de defecar. Se o porte do cão permitir, é interessante solicitar ao veterinário clínico-geral que realize o exame de toque retal no macho não castrado durante consultas de rotina. Esse exame permite avaliar as dimensões da próstata.

CUIDADOS recomendados

A PARTIR dos 7 anos de idade, pode ser importante submeter o cão macho não castrado a uma ultrassonografia abdominal anual para avaliar o aspecto da próstata e também os testículos. A ultrassonografia dos testículos pode indicar presença de tumores, por exemplo. Cães machos intactos também devem ter seus testículos examinados e palpados regularmente. Ao notar  testículos aumentados, atrofiados (pequeninos), quentes, amolecidos ou com qualquer alteração, o dono deve procurar o veterinário.

CASTRAR como prevenção

CASTRAR previne completamente o tumor testicular e a hiperplasia prostática benigna (HPB) que são relativamente comuns, principalmente em cães de meia idade e idosos. Mas não previne o câncer de próstata que, felizmente, é raro, ou a infecção da próstata. É interessante adicionar que a castração é o tratamento para a hiperplasia prostática benigna e para o tumor testicular. A castração faz a próstata voltar ao tamanho normal porque não há mais influência dos hormônios sexuais (produzidos nos testículos). Contudo, após a castração uma próstata muito aumentada pode levar de semanas a meses para reduzir significativamente. Por esse motivo, se indica castrar o cão antes do problema aparecer. Também não se recomenda esperar que um tumor testicular apareça para castrar o macho, porque embora não seja comum, alguns tumores testiculares malignos podem metastatizar, ou seja, se espalhar para outrar partes do corpo.

É PERIGOSO castrar?

A CASTRAÇÃO, principalmente do cão macho, é um procedimento cirúrgico em geral muito tranquilo, seguro e rápido, com excelente recuperação pós-cirúrgica. É muito melhor optar pela castração calmamente, antes de aparecer algum problema, do que depois que o problema já apareceu.

CONFIRA mais posts sobre castração publicados aqui no CaninaBlog:

Cães machos: Problemas na próstata (II)

Cães machos: Problemas na próstata (I)

“Sem política pública de castração estamos enxugando gelo”

As vantagens da castração química

Read Full Post »

Ciccilo está com hiperplasia prostática benigna e por isso será castrado em breve

EXCLUSIVO | TODO mundo sabe que homens, em geral, não são muito atentos à própria saúde. Talvez por isso o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma. Em valores absolutos, é o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente em homens, representando cerca de 10% do total de cânceres. Entre os cães, tanto castrados como sexualmente intactos, felizmente, o câncer na próstata é bastante incomum.

MAS outros problemas na próstata podem sim acometer os cães machos. Por essa razão, é recomendado, a partir dos 7 anos de idade, submeter o cão macho não castrado a uma ultrassonografia abdominal anualmente para avaliar o aspecto da próstata e também os testículos. “A ultrassonografia dos testículos pode indicar presença de tumores, por exemplo”, explica a médica veterinária Sylvia Angélico. Cães machos intactos também devem ter seus testículos examinados e palpados regularmente não só pelo veterinário, mas também pelos donos. “Ao notar  testículos aumentados, atrofiados (pequeninos), quentes, amolecidos ou com qualquer alteração, o cuidador deve procurar o médico-veterinário”, recomenda a também criadora do blog Cachorro Verde.

PARA ajudar donos de cães machos, a médica veterinária Sylvia Angélico respondeu várias dúvidas sobre a próstata. Confira abaixo:

“Ao notar testículos aumentados, atrofiados, quentes ou amolecidos procure um veterinário”, recomenda a vet Sylvia

QUAL é a função da próstata?

A próstata é uma glândula sexual e produz um líquido que compõe 97% do sêmen. Esse líquido dá volume ao sêmen e ajuda no transporte dos espermatozóides.

SINTOMAS de problemas

Alguns cães com problemas na próstata podem não mostrar nenhum sintoma. Mas, dependendo do tamanho da próstata e da doença em si, o cão pode apresentar: secreção uretral purulenta, sanguinolenta ou mesmo clarinha (visível no prepúcio e glande do pênis), presença de sangue na urina ou no sêmen, constipação e dificuldade de defecar. Quando a próstata atinge dimensões mórbidas (se torna enorme), ela comprime a saída das fezes, resultando em constipação ou na eliminação de fezes achatadas, com aspecto de fita.

PRINCIPAIS doenças na próstata

O transtorno mais frequente em cães não-castrados é a hiperplasia prostática benigna (HPB), ou seja, o aumento da próstata sob estímulo dos andrógenos, os hormônios sexuais masculinos.

Outras alterações podem acometer a próstata, como a prostatite bacteriana crônica. Trata-se da infecção da próstata, causada, por exemplo, por bactérias da uretra ou que chegam à próstata pela circulação sanguínea. Cães, tanto castrados como sexualmente intactos, também podem ter câncer na próstata, embora seja considerado bastante incomum. Cães machos podem também apresentar tumores testiculares malignos. São razoavelmente comuns em cães idosos.

NO PRÓXIMO post da série sobre doenças que acometem os cães machos, a médica veterinária Sylvia Angélico falará sobre quando castrar é também a melhor prevenção.

CONFIRA abaixo outros já publicados sobre o assunto:

Cães machos: Problemas na próstata (I)

“Sem política pública de castração estamos enxugando gelo”

As vantagens da castração química

Benefícios e malefícios da castração

Read Full Post »

Cães maiores de 7 anos como Ciccilo precisam avaliar próstata e testículo anualmente

EXCLUSIVO | MEU Fox Terrier Ciccilo tem quase 9 anos e um saúde de ferro. Mas, há algumas semanas, tenho notado que, quando ele faz xixi, acaba não controlando bem o esguicho e a urina continua saindo mesmo quando ele abaixa a perninha. Para tirar qualquer dúvida, a veterinária Sylvia Angélico (do blog Cachorro Verde) pediu uma série de exames de sangue e por imagem.

FOI com base na ultrassonografia abdominal que ela descobriu que Ciccilo está com a próstata um pouco maior do que o recomendável. “A partir dos 7 anos de idade, é importante submeter o cão macho não castrado a uma ultrassonografia abdominal anualmente para avaliar o aspecto da próstata e também os testículos”, explica a médica veterinária. Como Ciccilo não é castrado, a recomendação de Sylvia foi a castração em até 3 meses para evitar problemas mais graves.

“É mais tranquilo optar pela castração antes de aparecer algum problema”, avisa a veterinária Sylvia Angélico

O PROBLEMA diagnosticado em Ciccilo é o transtorno mais frequente em cães não-castrados, a chamada hiperplasia prostática benigna (HPB), o aumento da próstata. “É tão comum que especialistas citam que 100% dos cães não-castrados idosos apresentam essa condição”, alerta Sylvia. Segundo a veterinária, a próstata aumenta de tamanho sob estímulo dos andrógenos, os hormônios sexuais masculinos. Com o passar da idade, pequenos desbalanços ocorrem na função hormonal sexual dos machos e acredita-se que essa seja a causa por trás do aumento da próstata. “É importante frisar que no caso do HPB, esse aumento não se deve a câncer, como ocorre frequentemente no homem”, diz Sylvia.

QUANDO a médica veterinária recomendou a castração para Ciccilo, fiquei um pouco preocupada porque ele já está na fase madura da vida. Mas Sylvia Angélico me garantiu que a castração, principalmente do cão macho, é um procedimento cirúrgico em geral muito tranquilo, seguro e rápido, com excelente recuperação pós-cirúrgica. “É muito mais tranquilo optar pela castração calmamente, antes de aparecer algum problema, do que depois que o problema já apareceu”, salienta.

NO PRÓXIMO post publicado aqui no CaninaBlog você vai aprender com a médica veterinária Sylvia Angélico qual é a função da próstata e como descobrir se seu cão macho tem algum problema de saúde. Fique ligado!

Nós testamos o atendimento do Provet

Doenças sexualmente transmissíveis em cães

Gustavo Campelo: Tudo sobre gravidez psicológica

“Sem política pública de castração estamos enxugando gelo”

Read Full Post »

A vet Sylvia Angélico dará noções básicas de comida caseira para cachorros

AGENDA | EXISTE um movimento crescente de pessoas que gostariam de deixar a ração de lado e passar a alimentar seus cachorros com comida caseira. Mas o medo de assumir a responsabilidade de criar uma dieta balanceada faz muita gente adiar essa decisão. Afinal, donos de cães não preparam a refeição canina em casa há pelo menos 20 anos – diante da grande oferta de tipos, marcas e preços de ração das últimas décadas.

“É NATURAL que essas pessoas se sintam inseguras em assumir o papel dos fabricantes de rações”, afirma a médica veterinária Sýlvia Angélico, criadora do blog Cachorro Verde e uma defensora da comida fresca. Para acabar com este receio, Sylvia está organizando um curso preparatório para os ainda curiosos ou iniciantes no assunto. “A ideia é que o participante saia pelo menos com uma boa noção do que é dieta caseira balanceada e como deve fazer para instituí-la com segurança e praticidade”, avisa.

O CURSO acontece esta semana na zona sul de São Paulo e contará com um momento em que os participantes poderão fazer perguntas. “Existe muita dúvida sobre como ficam as fezes de animais ou os dentes, se pode misturar comida com ração, se a dieta caseira é cara e se é adequada a qualquer raça canina e felina”, explica Sylvia. Os participantes também poderão ouvir relatos de quem já é adepto da alimentação caseira há pouco tempo ou muitos anos.

COM duração de três horas, o curso abordará assuntos como a nutrição de cães (e gatos), origens das dietas caseiras naturais, benefícios associados às dietas, mitos associados às dietas caseiras naturais, indicações e contra-indicações, vantagens e desvantagens da dieta crua e da cozida, balanceamento, preparo, montagem prática e rápida das porções, como contornar os contratempos mais freqüentes e quais são as adaptações básicas necessárias à dieta caseira de filhotes, idosos e animais acima do peso.

INTERESSADO em fazer o curso em São Paulo? Confira abaixo mais informações e faça sua inscrição (as vagas são limitadas).

Curso é destinado para tutores, protetores e criadores

Curso de Alimentação Natual para pets

Data: 11 de abril de 2012

Horário: 18h às 22h

Local: Rua Bernardino de Campos, 327, conj. 22 São Paulo – SP

Investimento: R$ 120

Inscrições: curso@cachorroverde.com.br

SE você não mora na capital paulista, não fique triste. A médica veterinária Sylvia Angélico planeja realizar em breve o curso em outras cidades do Brasil. Enquanto isso, leia mais sobre comida natural nos posts publicados aqui no CaninaBlog:

O segredo da comida natural: a diversidade

Comida natural ou ração?

Mitos e verdades sobre alimentação canina

Read Full Post »

Cada cão deve ter um protocolo vacinal customizado, defende a vet Sylvia Angélico

EXCLUSIVO | VOCÊ leva seu cachorro ao veterinário e ele é protegido anualmente com todas as vacinas disponíveis desde que era um filhotinho. Que alívio! Seu cachorro está totalmente protegido contra todo tipo de doenças, correto? A resposta para esta pergunta talvez seja: não. De acordo com inúmeros pesquisadores, o excesso de vacinação pode ser responsável por várias doenças diagnosticadas em cães cada vez mais jovens, como alergias, tumores, glomerulonefrite (uma das causas de doença renal crônica) e doenças auto-imunes (como diabetes e hipotiroidismo).

“Toda vacinação implica em riscos potenciais, qualquer bula confirma essa informação”, adverte a médica veterinária Sylvia Angélico do blog Cachorro Verde. Mas isso não quer dizer que seu cachorro não deva ser vacinado. “Essa não é a discussão aqui. A questão é que é perfeitamente possível vacinar menos e correr menos riscos. Quanto mais vacinas aplicamos, mais expomos o paciente a um maior risco de problemas agudos e crônicos de saúde. Pensando no paciente, qual conduta seria mais ética?”, questiona.

MAS como saber se meu cachorro está sendo vacinado em excesso ou se está desprotegido? Tire suas dúvidas nesta entrevista com a médica veterinária Sylvia Angélico do blog Cachorro Verde e nos dois posts já publicado aqui no CaninaBlog (links no final deste artigo):

Exames laboratoriais são capazes de mostrar se o cão precisa ser vacinado ou não

CANINABLOG: Por que você é contra a vacinação anual e periódica?

Sylvia: Porque essa conduta é obsoleta. Temos mais de uma década de artigos científicos à disposição na internet de autoria norte-americana, holandesa, africana, italiana, brasileira, canadense, israelense, enfim, de inúmeros países – não somente dos ditos desenvolvido – trazendo informações confiáveis sobre a duração verdadeira da proteção conferida por cada vacina. Em contrapartida, não encontro um único artigo científico independente e recente que recomende aplicar todas as vacinas disponíveis no mercado em todos os cães todos os anos.

CANINABLOG: Mas como podemos saber se um cão realmente precisa ser vacinado ou não?

Sylvia: Hoje já existem kits para verificação dos títulos de anticorpos vacinais e no Brasil há exames laboratoriais capazes de nos informar se o cão se encontra protegido ou não. O momento de aplicar as vacinas nos cães depende de inúmeros fatores como a idade, condições de saúde, histórico de vacinas e de reações adversas com vacinação, porte e raça. Mas o principal é avaliar onde o cão vive, estilo de vida dele e até se mamou o colostro quando filhote. Parece excesso de zelo, mas sempre que possível todos esses aspectos devem ser levados em conta antes de aplicar uma vacina no paciente.

CANINABLOG: Mas existem vacinas obrigatórias para qualquer cão?

Sylvia: A comunidade científica internacional classifica as vacinas para pets existentes no mercado em essenciais, opcionais e não-recomendadas. As vacinas essenciais são aquelas que todo cão deve receber porque são altamente eficazes, conferem proteção por muitos anos e protegem contra doenças realmente perigosas. São elas: as vacinas contra cinomose, hepatite infecciosa canina (também conhecida como adenovirose tipo I), contra parvovirose e contra a raiva. As vacinadas classificadas como opcionais apresentam eficácia inferior, proteção menos duradoura e visam prevenir doenças menos perigosas ou que estejam restritas a determinadas regiões e não em todo o território. São elas: as vacinas contra leptospirose, contra leishmaniose visceral canina (que pode vir a se tornar uma vacina essencial para o Brasil) e contra a “tosse dos canis”.

Vacinas são classificadas como essenciais, opcionais e até mesmo não-recomendadas

CANINABLOG: E quais são as não-recomendadas?

Sylvia: São aquelas de baixo custo-benefício, seja porque são pouco eficientes ou porque a doença contra a qual protegem não oferece risco significativo. São elas: a vacina contra a giardíase (estudos comprovam que não funciona satisfatoriamente), coronavirose (uma infecção intestinal branda que acomete filhotinhos de até 8 semanas de vida) e a vacina que previne contra dermatofitose (micose).

CANINABLOG: Como o dono do cachorro pode conversar com seu médico veterinário a respeito?

Sylvia: Em primeiro lugar, saiba que é possível customizar o protocolo do peludo e que produtos com menor número de frações expõem o paciente a um risco menor de reações adversas. Se você está interessado em obter um protocolo customizado para seu pet, converse com seu veterinário e passe para ele alguns artigos científicos disponíveis na internet. Recomendo enfaticamente a consulta às diretrizes vacinais internacionais do World Small Animal Veterinary Association (WSAVA) de 2010 (clique aqui) e do American Animal Hospital Association (AAHA) de 2011 (clique aqui).

CONFIRA todos os posts publicados aqui no CaninaBlog a respeito da polêmica do excesso de vacinação em cães:

Vacinas: Questão de saúde ou falta de informação?

Vacinação: O princípio de tudo

Read Full Post »

Entenda a origem das vacinas obrigatórias para cães no Brasil e no mundo

EXCLUSIVO | QUEM tem cachorro em casa já sabe: é preciso vaciná-lo pelo menos uma vez ao ano. Este comportamento é mais do que comum hoje em dia, é um padrão seguido e recomendado por quase todos os veterinários. Mas de onde surgiu esta prática? É realmente necessário vacinar ao logo de toda a vida dos cães?

ESSAS perguntas têm levantado muita polêmica entre veterinários, principalmente fora do Brasil, e se tornou um tema de pesquisa para a médica veterinária Sylvia Angélico do blog Cachorro Verde. Ao longo de três posts especiais criados com a médica veterinária, o CaninaBlog irá trazer informações sobre a indústria das vacinas para cães no mundo.

CONFIRA agora a primeira parte desta entrevista exclusiva e entenda como tudo começou:

CANINA BLOG: Quando os cães começaram a ser vacinados de forma sistemática?

Sylvia Angélico: A vacinação com reforços sistemáticos teve início nos Estados Unidos na década de 1950. Nessa época foram desenvolvidas as primeiras vacinas contra cinomose canina e elas não eram muito eficientes. Verificou-se que conferiam proteção por um período curto de tempo – até 12 meses,em média. Por segurança, uma vez que a cinomose é uma doença perigosa e difundida, reforços anuais passaram a ser praticados. Com o passar das décadas, vacinas mais eficientes e variadas, contra uma série de doenças, foram surgiram no mercado, mas os reforços anuais foram mantidos. Para ter uma vacina licenciada, em grande parte das vezes o fabricante deve comprovar eficiência protetora mínima de um ano. Como esses testes são caros e toda a comunidade veterinária já adotava os reforços anuais arbitrários, não se verificou se a duração de proteção ultrapassaria um ano.

CANINABLOG: Quais foram os benefícios na época? 

Sylvia Angélico: Essa medida garantia que o animal voltaria à clínica periodicamente para check-ups de saúde a avaliação do manejo, o que permitia identificar doenças no começo do seu surgimento e tratar o paciente com maiores chances de sucesso. Isso sem falar que grande parte dos cães vacinados conforme esse protocolo não desenvolvia cinomose.

CANINABLOG: Quais são as vacinas obrigatórias no Brasil?

Sylvia Angélico: Nem todos os municípios brasileiros a exigem, mas os que o fazem demandam reforços anuais. É possível que em breve a vacinação anual contra leishmaniose visceral canina figure entre as obrigatórias, uma vez que se trata de uma zoonose (doença transmissível ao ser humano) que tem ganhado bastante atenção por sua rápida disseminação em nosso pais. Companhias aéreas podem exigir a vacinação múltipla (V6, V8 ou V10), além da antirrábica, para embarcar cães.

CONFIRA no próximo post da série sobre Vacinas no CaninaBlog porque e se realmente é necessário vacinar seu cão uma vez por ano.

Vacinas: Questão de saúde ou falta de informação?

Vacinação canina: O perigo do excesso

Ministério proíbe vacina antirrábica que matou animais

Vacinas: essenciais ou opcionais?

Cinomose: fique atento aos primeiros sintomas

Read Full Post »

As duas sugestões de guloseimas também podem se tornar presentes de Natal

EXCLUSIVO | QUEM disse que seu cachorro não pode saborear as delícias do Natal? Reunimos aqui duas sugestões de guloseimas que podem dar um toque especial ao Natal do seu melhor amigo.

A PRIMEIRA dica você encontra prontinha no pet shop, já a segunda é uma receita da médica veterinária Sylvia Angélico do blog Cachorro Verde e você pode preparar em casa.

BOMBONS Natalinos

Embalagem com 60g de bombons sai por cerca de R$ 7,50

A MARCA de chocolates canino V.I.P dog lançou uma embalagem especial de Natal para as duas versões de bombom, a Crocante e o Wafer. Agora as duas embalagens com 10 unidades vêm com motivos natalinos e continuam com a fórmula sem a adição de açúcar e cacau, ingredientes altamente tóxicos ao organismo dos cães. Os chocolates são feitos com um a mistura de leite, amido, gordura vegetal, maltodextrina e aroma de baunilha, e também podem ser consumidos pelos donos. Só não sei se seu cachorro vai querer dividir a caixa. Nosso subeditor Ciccilo já experimentou e até hoje não conseguiu decidir qual dos dois sabores é o seu favorito.

Não esqueça de comprar cortadores de biscoito com formatos natalinos

BISCOITO feito em casa

SE VOCÊ é contagiado pelo espírito Natalino e adora se aventurar na cozinha, especialmente nesta época do ano, ai vai a dica da médica veterinária Sylvia Angélico do blog Cachorro Verde: que tal preparar biscoitinhos crocantes de peru? Abaixo você pode conferir a receita criada por Sylvia. Mas muito cuidado para seu cachorro não roubar a guloseima quando estiver saindo do forno e acabar queimando o focinho. E não deixe de conferir mais dicas naturais e saudáveis para seu pet no blog Cachorro Verde.

RECEITA de biscoitinhos crocantes de peru

Ingredientes:

-375  gramas de pescoço, asas, fígado e costas de peru crus, batidos no liquidificador (Atenção, não vale usar peru temperado!);

-425 gramasde salmão ou cavalinha ou atum em lata;

– 1 1/2 xícara de farinha de centeio;

– 2 xícaras de farinha de trigo integral;

2 ½ xícaras de farinha de arroz integral;

1 ½ xícara de gérmen de trigo;

– 5 colheres de sopa de óleo vegetal (qualquer um);

– 4 colheres de sopa de fucus inteiro (item opcional);

– 1 ½ xícara de leite em pó;

– ¾ de xícara de levedura de cerveja em pó;

– 4 xícaras de caldo de galinha ou de carne.

Modo de preparar:

1 – Misture bem os ingredientes secos;

2 – Acrescente à mistura o peru moído e o peixe. Adicione o caldo de carne ou de frango e o óleo vegetal e misture bem;

3 – Abra a massa até ela atingir0,5 cmde espessura;

4 – Corte a massa com cortador de biscoito; se tiver em forma de Papai Noel, pinheiro ou outros motivos (ossinhos, gatos, etc) ficará ainda mais legal!

5 – Coloque a massa sobre papel manteiga culinário untado;

6 – Asse no forno a 180 graus centígrados até ficarem de cor marrom-dourado;

7 – Deixe esfriar e pronto!

Read Full Post »

Ciccilo no Ibirapuera antes do otohematoma e com as duas orelhas em pé

EXCLUSIVO | TUDO aconteceu muito rápido. Em um determinado dia Ciccilo parecia bem e no seguinte uma das suas orelhas estava completamente inchada e pesada, como se fosse um pastel recheado com conteúdo líquido. O diagnóstico da médica veterinária foi imediato: otohematoma. Traduzindo: um hematoma, ou coleção de sangue e de outros líquidos, em algum lugar onde não deveria haver esse acúmulo. No caso de Ciccilo, na ponta da orelha direita.

DE UM dia para o outro a bolsinha foi de enchendo de líquido e pesando cada vez mais. No caso de Ciccilo, logo ficou estagnada à uma certa quantidade, mas há casos de cães que, dependendo do volume, causa incômodo e até dor. “Por vezes, o peso é tal que a cabeça do cachorro pende para o lado acometido”, relata a médica veterinária Sylvia Angélico, do blog Cachorro Verde.

AS CAUSAS do problema

A orelha direita ficou permanentemente caída depois do otohematoma

A EXPLICAÇÃO para o acúmulo de líquido é um trauma na cartilagem interna das orelhas, o que provoca a ruptura de vasos sanguíneos. No entanto, as causas deste trauma podem ser diversas, mas sacudir demais a cabeça ou ainda colisões, pancadas que atingem a orelha e até mesmo briga entre cães, são algumas delas. “Um corpo estranho pode ter se alojado nos ouvidos ou o cachorro sacode as orelhas para espantar moscas (mais comum em sítios) e por entrada de água no conduto auditivo. Sendo que alergia e otites são as razões mais comuns”, explica Sylvia.

TRATAMENTO demorado

A PRIMEIRA veterinária que atendeu Ciccilo recomendou uma semana só de antiinflamatórios, o que não fez o mínimo efeito e logo percebemos que não era o tratamento mais adequado nestes casos. Com a ajuda de uma nova médica, logo descobrimos que otohematomas podem ser bem chatinhos de tratar. Ao longo de uma semana, Ciccilo foi três vezes até a clínica para inserir uma agulha e aspirar o conteúdo sanguinolento. Além de envolver a orelha em bandagem (fazem um rolinho) para que não haja espaço para um novo acúmulo, após drená-la. Procedimento, claro, que Ciccilo simplesmente detestava.

FIZEMOS tudo que era possível para que meu Fox Terrier não precisasse parar na mesa de cirurgia, procedimento indicado em casos mais sérios de otohematoma. “Muitos artigos citam que, embora a cirurgia seja o método mais agressivo e caro para tratar o otohematoma, é também o método com a maior taxa de sucesso e com menos chances de deformar a orelha”, indica a vet Sylvia.

FIM DA história

DEPOIS de uma semana, várias bandagens e agulhas, a médica veterinária notou que pouco líquido voltava a ficar acumulado na ponta da orelha – o que não justificava uma cirurgia. O corpo, aos pouco, começou a absorver naturalmente o líquido, mas a orelha de Ciccilo continuava dobrada. Segundo Sylvia, a condição não representa ameaça à vida do cão, mas se não tratada, pode causar desconforto e até dor no animal. Não era o caso do meu filhote canino. Entretanto, a ponta da orelha de Ciccilo ficou mais enrijecida e com aspecto fibroso, e dobrada permanentemente.

MAS não é que Ciccilo ficou ainda mais charmoso com uma orelha em pé e outra dobrada?

CONFIRA também no CaninaBlog:

Especial orelhas: Otites e suas várias causas

Experimentamos o Colar Confortinho do Cão em Quadrinhos

Read Full Post »

Assim como os soluços nos humanos, isso tende a passar sozinho

EXCLUSIVO | DEPOIS de bons goles de água e uma corrida escada acima, meu Fox Terrier Pêlo Duro Ciccilo começou a soluçar sem parar. Com quase oito anos nas costas, nunca tinha visto Ciccilo soluçar e, confesso, levei um pequeno susto.

O SOLUÇO em humanos é provocado por um espasmo do diafragma, um músculo que separa o tórax do abdômen e está diretamente relacionado com a respiração. Segundo o site do Dr Dráuzio Varella, esse espasmo é acompanhado simultaneamente pelo fechamento da glote, o que prejudica a passagem de ar para os pulmões e produz o som típico.

PARA combater o soluço, nós humanos criamos as mais diversas estratégias: segurar a respiração por alguns segundos, chupar uma fatia de limão e, até mesmo, dar um susto na vítima do susto. Mas e com a cachorrada? A médica veterinária Sylvia Angélico conta que, assim como os soluços nos humanos, isso tende a passar sozinho. “Caso a crise de soluço não passe, ofereça água (água de coco eles costumam adorar), uma refeição leve ou dê um passeio com seu mascote”, indica a criadora do blog Cachorro Verde. “Isso mudará o padrão respiratório do cão e o ajudará a parar de soluçar.”

CONFIRA mais curiosidades publicadas aqui no CaninaBlog:

Patas caninas: Cuidados e curiosidades

Meu cachorro assiste televisão. Será mesmo?

O que você sabe sobre as pulgas?

Read Full Post »

Antes de dar qualquer petisco ao seu cachorro, consulte a lista de alimentos perigosos

EXCLUSIVO | UMA PESQUISA realizada no Brasil apontou que quase 63% dos acidentes com crianças, atendidos em salas de emergência de hospitais, aconteceram dentro de casa. São queimaduras provocadas por água quente, tombos em escadas e até mesmo envenenamento por produtos de limpeza.

TAL como crianças pequenas, nossos cães também podem se tornar vítimas de acidentes caseiros. Em muitos casos, os próprios donos podem provocar esse problemas ao oferecer alimentos aparentemente inocentes, mas que se ingeridos por cães, podem provocar vômitos, diarréia, apatia e até mesmo a morte. “Para se ter uma ideia, dependendo da quantidade ingerida, do porte do cão e do tipo do alimento, o chocolate pode levar à morte por parada cardíaca ou respiratória”, alerta a médica veterinária Sylvia Angélico do blog Cachorro Verde.

COM o propósito de evitar esse acidentes caninos, o CaninaBlog e a médica veterinária Sylvia reuniram neste post alguns alimentos que são proibidos ou não recomendados para cães. Confira abaixo:

UVAS e uvas-passas

NEM todo cão apresenta sintomas com a ingestão destes alimentos, não se conhece o motivo e também não se sabe ainda ao certo qual é o elemento que deflagra crises nesses cães. Alguns cachorros que sempre ingeriram uvas e aparentam estar bem e ainda aqueles que, com uma bocada, já podem passar muito mal. Entre os sintomas está vômito, inapetência, diarréia, apatia, dor abdominal, produção de pouca urina ou não-produção de urina. Como o quadro pode ser muito grave – alguns estudos estimam um risco de morte de 50-75% dos casos de cães intoxicados por uvas ou passas – se o pet comeu esses alimentos e apresentou vômitos, deve ser levado ao veterinário com urgência.

CAFÉ, cacau e chocolates

Algumas sementes, como de maçã e pêra, podem envenenar seu pet

O PRINCÍPIO tóxico destes alimentos são a cafeína e a teobromina, que são substâncias conhecidas como metilxantinas. Dependendo da quantidade ingerida, do porte do cão e do tipo de chocolate (amargo, meio-amargo, grãos de cacau e chocolate culinário são os mais tóxicos), pode levar à morte por parada cardíaca ou respiratória. Como o fígado dos cães não metaboliza essas substâncias com a rapidez do nosso fígado, elas ficam agindo de forma intensa no organismo, provocando contração aumentada dos músculos esqueléticos, excitação nervosa, micção excessiva, elevação da temperatura do corpo, respiração muito rápida, vômitos, diarréia e taquicardia. O cão que ingeriu esses alimentos deve ser levado ao veterinário.

CEBOLA e alho

PURA ou alimentos preparados com ela, como algumas papinhas de bebês salgadas comerciais e alho em excesso contém organotiosulfatos. Provocam mal estar, inapetência, diarréia, vômitos, anemia (mucosas pálidas), respiração acelerada, taquicardia e até morte, dependendo da quantidade ingerida. Isso acontece porque essas substâncias alteram a hemoglobina (elemento que transporta o oxigênio nos glóbulos vermelhos do sangue). O animal deve ser levado ao veterinário e algumas vezes pode ser necessária até transfusão de sangue.

Bala ou chiclete com adoçante xilitol pode provocar hipoglicemia grave

BATATA crua

CONTÉM uma substância chamada solamina, que pode provocar distúrbios gastrintestinais no cães. Em caso de ingestão considerável ou princípio de vômitos ou diarréia associados à ingestão de batatas cruas, o cão deverá ser levado ao veterinário. Pelo mesmo motivo, folhas e caules de tomate (ricos em solamina) devem ser evitados.

SEMENTE de maçã, pêra, damasco, ameixa e caroço de pêssego

CONTÉM ácido cianídrico que quando ingerido é convertido em cianeto (veneno), que interfere na função dos glóbulos vermelhos. Dependendo da quantidade ingerida, pode provocar desmaios, convulsões, coma e morte. Em caso de ingestão de grandes quantidades desses alimentos, o animal deve ser encaminhado ao veterinário.

ADOÇANTE tipo xilitol

POR suas propriedades redutoras da placa bacteriana dentária e pela sensação de refrescância que provoca na língua, também é encontrado em creme dental para humanos, balas e chicletes diets. Dependendo da quantidade ingerida, pode provocar hipoglicemia grave, perda de consciência, convulsões, vômitos, fezes sanguinolentas, distúrbios da coagulação sanguínea e falência hepática podendo levar o animal à morte. Se o cão ingeriu alimentos contendo xilitol, não provoque o vômito. Como um dos efeitos colaterais do xilitol é a perda de consciência, é possível que o cachorro aspire o próprio vômito, complicando ainda mais o quadro. O veterinário deve ser rapidamente consultado.

LEIA também no CaninaBlog:

O perigo do cão que rouba comida

Envenenamento: crime, acidente ou descuido?

Mitos e verdades sobre alimentação canina

Read Full Post »

Older Posts »

%d blogueiros gostam disto: