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A guarda responsável de animais deve ser ensinada em casa e na escola

EXCLUSIVO | UMA CRIANÇA ganha um cachorrinho como presente de aniversário. No início, tudo é felicidade, até que os pais percebem que o filho puxa a orelha e arrasta o bichinho pelo pescoço. Brincadeira criança? Talvez não. A verdade é que esse comportamento na infância pode ser um indício de algum problema psicológico ou comportamental. O FBI, órgão federal de investigação dos EUA, afirma que 80% dos assassinos em série iniciaram sua psicopatologia já na infância, matando ou torturando animais.

A FALTA de conhecimento de pais e educadores sobre o assunto, geralmente, acaba escondendo problemas muito graves, mas que ainda teriam solução. “Como não recebem educação ambiental e nem tratamento psicológico na infância e na juventude, passam a cometer estes atos de barbarismo contra seres humanos também na idade adulta”, conclui o presidente da ONG Pense Bicho e secretário do Conselho Municipal de Proteção aos Animais (Comupa) de Curitiba, Aurélio Munhoz.

“Uma criança que não aprende a respeitar os animais reproduzirá este comportamento pela vida toda”, afirma Aurélio Munhoz da ONG Pense Bicho

PROJETO de educação

PARA combater este problema, a ONG Pense Bicho tem trabalhado desde 1998 no Paraná com o objetivo de educar e sensibilizar crianças e também adultos para os cuidados com os animais de estimação. A última novidade é uma peça teatral chamada de “Bicho não é Lixo”, da autora e presidente de honra da ONG Karin Birckholz, que ensina e dá dicas de como cuidar melhor dos animais de estimação, com foco na conscientização para a guarda responsável desses animais.

MAS o presidente da ONG Pense Bicho, Aurélio Munhoz, quer mais. Sua ambição é de incluir a educação ambiental na grade curricular dos alunos da rede municipal de ensino de Curitiba e, quiçá, do Brasil. “Uma pessoa que não aprende a respeitar a natureza e os animais já na infância  reproduzirá este comportamento, muito provavelmente, pela vida toda”, insiste. Segundo Munhoz, os problemas dos maus tratos aos animais e de destruição da natureza não são motivados apenas pelo interesse econômico de quem lucra com a venda ou exploração da fauna e da flora, mas também pela cultura de desrespeito que ainda predomina na sociedade.

ONG criou uma peça de teatro com o objetivo de educar crianças e também adultos para os cuidados com os animais de estimação

ENQUANTO O sonho da ONG Pense Bicho não se realiza, Munhoz afirma que é possível que pais eduquem seus filhos dentro de casa. “Ao tratar animais domésticos com respeito, dentro e fora de casa, e ao estimular a adoção de cães e gatos abandonados, os pais já estarão inserindo essa consciência ambiental”, afirma o esperançoso presidente da ONG Pense Bicho.

DICA extra: Outra organização que tem trabalhado na conscientização de crianças nas escolas é o Instituto Nina Rosa (INR). A organização criou um material didático, composto de um DVD e material impresso, que mostra a história de Fulaninho, o cão que ninguém queria (clique na imagem abaixo para assistir). O vídeo tem sido adotado por Secretarias de Saúde de vários municípios para complementar a educação dos alunos.

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Confira orientações dos organizadores antes de participar do evento na sua cidade

EXCLUSIVO | A IMPRENSA abriu os olhos de muitas pessoas nos últimos meses para os diversos crimes contra animais cometidos aqui no Brasil. Casos como do cão Lobo, que foi arrastado pelo dono pelas ruas de Piracicaba (SP), ou ainda da enfermeira que teria batido no seu York Shire até a morte em Goiás, geraram mais do que comoção, mas revolta e indignação. Nos dois casos, as condenações pareceram muito brandas para a maioria dos defensores dos animais.

COMO fruto desta revolta, milhares de pessoas devem se reunir no dia 22 de janeiro em 175 cidades brasileiras para uma manifestação pública batizada de Crueldade Nunca Mais. “O grande objetivo do evento é reunir as pessoas que estão indignadas com os terríveis casos de crueldades e maus-tratos contra animais”, explica uma das coordenadoras do evento aqui no Brasil, Fernanda Oliveira de Barros Marchetti, que também é vice-presidente da ONG Projeto Segunda Chance e membro do Projeto Salvacão. Milhares de pessoas também devem se reunir neste domingo nas cidades de Nova York, São Diego, Miami e Londres.

POR leis mas duras no Brasil

AQUI no Brasil os organizadores também preparam um projeto de lei de iniciativa popular chamado de Lei Lobo (#LeiLobo). “Prentedemos conseguir a assinatura de 1.5 milhão de pessoas no país e assim enviar diretamente ao Congresso Nacional, pedindo punição mais severa para quem é condenado por maus-tratos”, explica Fernanda. Baseado no resultado da campanha nas redes sociais, os organizadores aguardam em São Paulo por volta de 2.500 a 3 mil pessoas, já no Rio de Janeiro o cálculo é de aproximadamente 1.500 pessoas.

QUER saber mais sobre o evento e como participar? Então não deixe de conferir a entrevista exclusiva que Fernanda Oliveira de Barros Marchetti, membro do comitê organizador da campanha Crueldade Nunca Mais, deu para o CaninaBlog:

CANINABLOG:Como as pessoas podem se preparar para o evento?

Fernanda Marchetti é membro do comitê organanizador

Fernanda Marchetti: As pessoas devem procurar as orientações disponibilizadas no site do Crueldade Nunca Mais, vestir camiseta branca, levar garrafinha de água e sempre lembrar de jogar lixo no lixo. Nossa orientação é para não levar animais de estimação pois entendemos que a manifestação não é um local agradável aos bichos devido ao barulho, exposição excessiva ao sol ou falta de abrigo contra chuva. Mas se as pessoas quiserem trazer seus bichos, solicitamos que não se esqueçam de trazer água e saquinho para recolher os dejetos. O evento possui um organizador em cada cidade, que segue as diretrizes e orientações da organização central em São Paulo que também estão disponibilizadas no site.

CANINABLOG: Qual é a situação do Brasil em relação a crueldades cometidas contra animais?

Fernanda Marchetti: Os problemas enfrentados no Brasil são piores que nos países de primeiro mundo, que em sua cultura já reconhecem os animais como seres que merecem ser respeitados e possuem leis e mecanismos de fiscalização estabelecidos e mais eficientes, como Estados Unidos e países da Europa. Já em relação à países asiáticos, o Brasil me parece melhor. Nestes países o próprio governo financia a matança de baleias, tubarões e golfinhos, além de permitir  a extração de pele de cães, gatos, coelhos e de diversos animais em nome do lucro. A vida destes animais não tem valor para esta população e governo, já no Brasil o cenário é diferente e estes crimes não são permitidos.

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Você conhece algum cão sendo maltratado pelo dono? Denuncie à delegacia mais próxima

DIREITO ANIMAL | A LEGISLAÇÃO brasileira ainda considera os animais domésticos como coisas. Essa é a constatação da advogada cível e criadora do site Direito Animal, Denise Grecco Valente. Segundo a especialista no assunto, diantes dessas condições legais, muitos donos maltratam os animais apenas porque eles são de sua propriedade. “Estes pobres só são ‘salvos’ desse horror se algum vizinho se importar e denunciar – ironicamente, exatamente como acontece em casos de maus tratos com crianças.”

A ADVOGADA lembra, entretanto, que os animais têm os direitos previstos no Decreto Lei 24.645/1934, do ex-presidente Getúlio Vargas. Confira abaixo como essa lei descreve as várias modalidades consideradas como maltrato. E se você conhece algum cachorro que vive sob uma dessas condições, denuncie à delegacia mais próxima:

O QUE é maltrato?

– Abandonar, espancar, golpear, mutilar e envenenar;
– Manter preso permanentemente em correntes;
– Manter em local pequeno e anti-higiênico;
– Não abrigar do sol, da chuva e do frio;
– Deixar sem ventilação ou luz solar;
– Não dar água e comida diariamente;
– Negar assistência veterinária ao animal doente ou ferido;
– Obrigar a trabalho excessivo ou superior a sua força;
– Utilizar animal em shows que possam lhe causar pânico ou estresse;
– Promover violência, como as rinhas.

CONFIRA mais posts sobre Direito Animal publicados no CaninaBlog. Basta clicar aqui.

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DIREITO ANIMAL | VOCÊ leva o bicho para um bom banho e tosa em um petshop. Quando ele finalmente chega em casa, todo assustado, você verifica que o cachorro tem marcas de tesoura e cortes em uma das patas. Histórias como essa são mais comuns do que muita gente imagina.

OUTRO dia escutei uma moça contando que sua gatinha voltou para casa de um petshop toda tosada – o rapaz da tosa não teve paciência de abrir os nós do pêlo – e com dois mamilos arrancados. Neste momento você pensa: “ai que dó”. Mas também é preciso agir.

A ADVOGADA cível e criadora do site Direito Animal, Denise Grecco Valente, ensina como um dono de bicho mau tratado, em um petshop ou hotelzinho, deve agir em uma situação como essa. E lembre-se: tome essas medidas assim que a agressão for constatada, para que o laudo seja o mais fiel possível.

PROCURE um veterinário:

Em casos de maus tratos feitos por funcionários, de pet shops ou hotel especializado, em animais de estimação, o dono do animal deverá obter, de um veterinário de sua confiança, um laudo que comprove o mau trato, da forma mais detalhada possivel.

REGISTRE uma ocorrência:

Com o documento assinado pelo veterinário, registre a ocorrência de maus tratos na Delegacia de Policia mais próxima e assim inicie o procedimento por maus tratos.

REÚNA documentos:

Com o atestado do veterinário, documento da delegacia e mais todos os recibos de tudo o que tiver gasto com o animal depois da agressão em mãos, vá até o Fórum Cível mais próximo de sua casa. Por lá, no Juizado Especial, abra um processo contra o petshop ou hotelzinho, e peça indenização por danos materiais. Dependendo do sofrimento causado pelo fato, peça também por danos morais.

COMUNIQUE o CRMV:

Você também pode e deve encaminhar cópia de tudo para o Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), porque todo petshop deve ter um veterinário responsável. E este profissional responde efetivamente por qualquer situação envolvendo animais.

QUER saber mais? Acesso o site Direito Animal ou clique aqui e confira os posts já publicados no CaninaBlog.

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Cão Elvis tinha 10 anos e, segundo os donos, era manso e amável com crianças

NO MÊS de novembro de 2007, o cão Elvis foi encontrado morto em frente a fazenda dos donos na cidade de Sentinela do Sul (RS). Não demorou muito para que o responsável pela morte do Labrador fosse identificado. O próprio responsável pelo ato, o agropecuarista Santiago Brasil da Veiga, ligou para o capataz da propriedade do advogado Alfredo de Mello Gomes da Rocha e contou que havia degolado o animal com a própria faca. A razão? Elvis teria  matado 12 ovelhas e ferido outras seis do seu rebanho, fatos que nunca foram comprovados.

NO JULGAMENTO do caso, o juiz Régis de Oliveira Montenegro Barbosa, da 18ª Vara Cível de Porto Alegre, condenou o agropecuarista a pagar R$ 20 mil de indenização à família de Elvis. Para a diretora do Movimento Gaúcho de Defesa Animal, Maria Luiza Nunes, a decisão tomada no dia 31 de março é um marco. “Isso mostra que a consciência vem crescendo, para acabar com essa violência”, avalia. Para o juiz, a medida tem um cunho pedagógico, “de modo que, ao mesmo tempo que pune o agressor, visa a impeli-lo de praticar a conduta de forma reiterada”. E mesmo que o cão tivesse matado as ovelhas, para o juíz o ato do agropecuarista ainda assim não justificaria a atrocidade. A família dona do Labrador afirma que doará a indenização a protetores de animais.

LEIA a reportagem completa no jornal Zero Hora.

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