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Posts Tagged ‘Sylvia Angélico’

Ciccilo será castrado para evitar problemas mais graves com a próstata

EXCLUSIVO | COM QUASE 9 anos de idade, Ciccilo agora faz parte do crescente grupo de cães machos não-castrados acima dos 5 anos de idade que apresentaram hiperplasia prostática benigna, ou seja, a próstata dele está aumentada. Os exames por imagem só comprovaram que a mudança no comportamento do meu Fox Terrier Pêlo Duro – ele tem feito xixi dentro de casa e tem dificuldade para controlar a saída da urina – tem relação direta com a saúde da próstata.

PARA evitar problemas mais graves, a veterinária de Ciccilo, Sylvia Angélico, recomendou a castração.  “A castração faz a próstata voltar ao tamanho normal porque não há mais influência dos hormônios sexuais produzidos nos testículos”, explica Sylvia.

SE VOCÊ também tem um cão macho e já cogitou castrar seu pet, mas ainda tem dúvidas sobre o procedimento, confira abaixo as dicas da médica veterinária Sylvia Angélico do blog Cachorro Verde:

“A castração faz a próstata voltar ao tamanho normal”, explica a veterinária Sylvia Angélico

QUANDO castrar previne problemas

A HIPERPLASIA prostática benigna (HPB) se torna mais comum em cães não-castrados acima dos 5 anos de idade, mas pode acontecer até antes dessa idade. Para prevenir a HPB em geral se recomenda castrar o cão macho. Caso o cuidador prefira não castrar o animal, deve estar sempre atento a alterações como descargas uretrais (secreção purulenta ou sanguinolenta saindo do prepúcio), ato excessivo de lamber o prepúcio (o cão pode estar limpando essa secreção excessiva), presença de sangue no sêmen (para cães reprodutores que têm o sêmen avaliado regularmente) e dificuldade de defecar. Se o porte do cão permitir, é interessante solicitar ao veterinário clínico-geral que realize o exame de toque retal no macho não castrado durante consultas de rotina. Esse exame permite avaliar as dimensões da próstata.

CUIDADOS recomendados

A PARTIR dos 7 anos de idade, pode ser importante submeter o cão macho não castrado a uma ultrassonografia abdominal anual para avaliar o aspecto da próstata e também os testículos. A ultrassonografia dos testículos pode indicar presença de tumores, por exemplo. Cães machos intactos também devem ter seus testículos examinados e palpados regularmente. Ao notar  testículos aumentados, atrofiados (pequeninos), quentes, amolecidos ou com qualquer alteração, o dono deve procurar o veterinário.

CASTRAR como prevenção

CASTRAR previne completamente o tumor testicular e a hiperplasia prostática benigna (HPB) que são relativamente comuns, principalmente em cães de meia idade e idosos. Mas não previne o câncer de próstata que, felizmente, é raro, ou a infecção da próstata. É interessante adicionar que a castração é o tratamento para a hiperplasia prostática benigna e para o tumor testicular. A castração faz a próstata voltar ao tamanho normal porque não há mais influência dos hormônios sexuais (produzidos nos testículos). Contudo, após a castração uma próstata muito aumentada pode levar de semanas a meses para reduzir significativamente. Por esse motivo, se indica castrar o cão antes do problema aparecer. Também não se recomenda esperar que um tumor testicular apareça para castrar o macho, porque embora não seja comum, alguns tumores testiculares malignos podem metastatizar, ou seja, se espalhar para outrar partes do corpo.

É PERIGOSO castrar?

A CASTRAÇÃO, principalmente do cão macho, é um procedimento cirúrgico em geral muito tranquilo, seguro e rápido, com excelente recuperação pós-cirúrgica. É muito melhor optar pela castração calmamente, antes de aparecer algum problema, do que depois que o problema já apareceu.

CONFIRA mais posts sobre castração publicados aqui no CaninaBlog:

Cães machos: Problemas na próstata (II)

Cães machos: Problemas na próstata (I)

“Sem política pública de castração estamos enxugando gelo”

As vantagens da castração química

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Ciccilo está com hiperplasia prostática benigna e por isso será castrado em breve

EXCLUSIVO | TODO mundo sabe que homens, em geral, não são muito atentos à própria saúde. Talvez por isso o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma. Em valores absolutos, é o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente em homens, representando cerca de 10% do total de cânceres. Entre os cães, tanto castrados como sexualmente intactos, felizmente, o câncer na próstata é bastante incomum.

MAS outros problemas na próstata podem sim acometer os cães machos. Por essa razão, é recomendado, a partir dos 7 anos de idade, submeter o cão macho não castrado a uma ultrassonografia abdominal anualmente para avaliar o aspecto da próstata e também os testículos. “A ultrassonografia dos testículos pode indicar presença de tumores, por exemplo”, explica a médica veterinária Sylvia Angélico. Cães machos intactos também devem ter seus testículos examinados e palpados regularmente não só pelo veterinário, mas também pelos donos. “Ao notar  testículos aumentados, atrofiados (pequeninos), quentes, amolecidos ou com qualquer alteração, o cuidador deve procurar o médico-veterinário”, recomenda a também criadora do blog Cachorro Verde.

PARA ajudar donos de cães machos, a médica veterinária Sylvia Angélico respondeu várias dúvidas sobre a próstata. Confira abaixo:

“Ao notar testículos aumentados, atrofiados, quentes ou amolecidos procure um veterinário”, recomenda a vet Sylvia

QUAL é a função da próstata?

A próstata é uma glândula sexual e produz um líquido que compõe 97% do sêmen. Esse líquido dá volume ao sêmen e ajuda no transporte dos espermatozóides.

SINTOMAS de problemas

Alguns cães com problemas na próstata podem não mostrar nenhum sintoma. Mas, dependendo do tamanho da próstata e da doença em si, o cão pode apresentar: secreção uretral purulenta, sanguinolenta ou mesmo clarinha (visível no prepúcio e glande do pênis), presença de sangue na urina ou no sêmen, constipação e dificuldade de defecar. Quando a próstata atinge dimensões mórbidas (se torna enorme), ela comprime a saída das fezes, resultando em constipação ou na eliminação de fezes achatadas, com aspecto de fita.

PRINCIPAIS doenças na próstata

O transtorno mais frequente em cães não-castrados é a hiperplasia prostática benigna (HPB), ou seja, o aumento da próstata sob estímulo dos andrógenos, os hormônios sexuais masculinos.

Outras alterações podem acometer a próstata, como a prostatite bacteriana crônica. Trata-se da infecção da próstata, causada, por exemplo, por bactérias da uretra ou que chegam à próstata pela circulação sanguínea. Cães, tanto castrados como sexualmente intactos, também podem ter câncer na próstata, embora seja considerado bastante incomum. Cães machos podem também apresentar tumores testiculares malignos. São razoavelmente comuns em cães idosos.

NO PRÓXIMO post da série sobre doenças que acometem os cães machos, a médica veterinária Sylvia Angélico falará sobre quando castrar é também a melhor prevenção.

CONFIRA abaixo outros já publicados sobre o assunto:

Cães machos: Problemas na próstata (I)

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Benefícios e malefícios da castração

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Cães maiores de 7 anos como Ciccilo precisam avaliar próstata e testículo anualmente

EXCLUSIVO | MEU Fox Terrier Ciccilo tem quase 9 anos e um saúde de ferro. Mas, há algumas semanas, tenho notado que, quando ele faz xixi, acaba não controlando bem o esguicho e a urina continua saindo mesmo quando ele abaixa a perninha. Para tirar qualquer dúvida, a veterinária Sylvia Angélico (do blog Cachorro Verde) pediu uma série de exames de sangue e por imagem.

FOI com base na ultrassonografia abdominal que ela descobriu que Ciccilo está com a próstata um pouco maior do que o recomendável. “A partir dos 7 anos de idade, é importante submeter o cão macho não castrado a uma ultrassonografia abdominal anualmente para avaliar o aspecto da próstata e também os testículos”, explica a médica veterinária. Como Ciccilo não é castrado, a recomendação de Sylvia foi a castração em até 3 meses para evitar problemas mais graves.

“É mais tranquilo optar pela castração antes de aparecer algum problema”, avisa a veterinária Sylvia Angélico

O PROBLEMA diagnosticado em Ciccilo é o transtorno mais frequente em cães não-castrados, a chamada hiperplasia prostática benigna (HPB), o aumento da próstata. “É tão comum que especialistas citam que 100% dos cães não-castrados idosos apresentam essa condição”, alerta Sylvia. Segundo a veterinária, a próstata aumenta de tamanho sob estímulo dos andrógenos, os hormônios sexuais masculinos. Com o passar da idade, pequenos desbalanços ocorrem na função hormonal sexual dos machos e acredita-se que essa seja a causa por trás do aumento da próstata. “É importante frisar que no caso do HPB, esse aumento não se deve a câncer, como ocorre frequentemente no homem”, diz Sylvia.

QUANDO a médica veterinária recomendou a castração para Ciccilo, fiquei um pouco preocupada porque ele já está na fase madura da vida. Mas Sylvia Angélico me garantiu que a castração, principalmente do cão macho, é um procedimento cirúrgico em geral muito tranquilo, seguro e rápido, com excelente recuperação pós-cirúrgica. “É muito mais tranquilo optar pela castração calmamente, antes de aparecer algum problema, do que depois que o problema já apareceu”, salienta.

NO PRÓXIMO post publicado aqui no CaninaBlog você vai aprender com a médica veterinária Sylvia Angélico qual é a função da próstata e como descobrir se seu cão macho tem algum problema de saúde. Fique ligado!

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Doenças sexualmente transmissíveis em cães

Gustavo Campelo: Tudo sobre gravidez psicológica

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A vet Sylvia Angélico dará noções básicas de comida caseira para cachorros

AGENDA | EXISTE um movimento crescente de pessoas que gostariam de deixar a ração de lado e passar a alimentar seus cachorros com comida caseira. Mas o medo de assumir a responsabilidade de criar uma dieta balanceada faz muita gente adiar essa decisão. Afinal, donos de cães não preparam a refeição canina em casa há pelo menos 20 anos – diante da grande oferta de tipos, marcas e preços de ração das últimas décadas.

“É NATURAL que essas pessoas se sintam inseguras em assumir o papel dos fabricantes de rações”, afirma a médica veterinária Sýlvia Angélico, criadora do blog Cachorro Verde e uma defensora da comida fresca. Para acabar com este receio, Sylvia está organizando um curso preparatório para os ainda curiosos ou iniciantes no assunto. “A ideia é que o participante saia pelo menos com uma boa noção do que é dieta caseira balanceada e como deve fazer para instituí-la com segurança e praticidade”, avisa.

O CURSO acontece esta semana na zona sul de São Paulo e contará com um momento em que os participantes poderão fazer perguntas. “Existe muita dúvida sobre como ficam as fezes de animais ou os dentes, se pode misturar comida com ração, se a dieta caseira é cara e se é adequada a qualquer raça canina e felina”, explica Sylvia. Os participantes também poderão ouvir relatos de quem já é adepto da alimentação caseira há pouco tempo ou muitos anos.

COM duração de três horas, o curso abordará assuntos como a nutrição de cães (e gatos), origens das dietas caseiras naturais, benefícios associados às dietas, mitos associados às dietas caseiras naturais, indicações e contra-indicações, vantagens e desvantagens da dieta crua e da cozida, balanceamento, preparo, montagem prática e rápida das porções, como contornar os contratempos mais freqüentes e quais são as adaptações básicas necessárias à dieta caseira de filhotes, idosos e animais acima do peso.

INTERESSADO em fazer o curso em São Paulo? Confira abaixo mais informações e faça sua inscrição (as vagas são limitadas).

Curso é destinado para tutores, protetores e criadores

Curso de Alimentação Natual para pets

Data: 11 de abril de 2012

Horário: 18h às 22h

Local: Rua Bernardino de Campos, 327, conj. 22 São Paulo – SP

Investimento: R$ 120

Inscrições: curso@cachorroverde.com.br

SE você não mora na capital paulista, não fique triste. A médica veterinária Sylvia Angélico planeja realizar em breve o curso em outras cidades do Brasil. Enquanto isso, leia mais sobre comida natural nos posts publicados aqui no CaninaBlog:

O segredo da comida natural: a diversidade

Comida natural ou ração?

Mitos e verdades sobre alimentação canina

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Cada cão deve ter um protocolo vacinal customizado, defende a vet Sylvia Angélico

EXCLUSIVO | VOCÊ leva seu cachorro ao veterinário e ele é protegido anualmente com todas as vacinas disponíveis desde que era um filhotinho. Que alívio! Seu cachorro está totalmente protegido contra todo tipo de doenças, correto? A resposta para esta pergunta talvez seja: não. De acordo com inúmeros pesquisadores, o excesso de vacinação pode ser responsável por várias doenças diagnosticadas em cães cada vez mais jovens, como alergias, tumores, glomerulonefrite (uma das causas de doença renal crônica) e doenças auto-imunes (como diabetes e hipotiroidismo).

“Toda vacinação implica em riscos potenciais, qualquer bula confirma essa informação”, adverte a médica veterinária Sylvia Angélico do blog Cachorro Verde. Mas isso não quer dizer que seu cachorro não deva ser vacinado. “Essa não é a discussão aqui. A questão é que é perfeitamente possível vacinar menos e correr menos riscos. Quanto mais vacinas aplicamos, mais expomos o paciente a um maior risco de problemas agudos e crônicos de saúde. Pensando no paciente, qual conduta seria mais ética?”, questiona.

MAS como saber se meu cachorro está sendo vacinado em excesso ou se está desprotegido? Tire suas dúvidas nesta entrevista com a médica veterinária Sylvia Angélico do blog Cachorro Verde e nos dois posts já publicado aqui no CaninaBlog (links no final deste artigo):

Exames laboratoriais são capazes de mostrar se o cão precisa ser vacinado ou não

CANINABLOG: Por que você é contra a vacinação anual e periódica?

Sylvia: Porque essa conduta é obsoleta. Temos mais de uma década de artigos científicos à disposição na internet de autoria norte-americana, holandesa, africana, italiana, brasileira, canadense, israelense, enfim, de inúmeros países – não somente dos ditos desenvolvido – trazendo informações confiáveis sobre a duração verdadeira da proteção conferida por cada vacina. Em contrapartida, não encontro um único artigo científico independente e recente que recomende aplicar todas as vacinas disponíveis no mercado em todos os cães todos os anos.

CANINABLOG: Mas como podemos saber se um cão realmente precisa ser vacinado ou não?

Sylvia: Hoje já existem kits para verificação dos títulos de anticorpos vacinais e no Brasil há exames laboratoriais capazes de nos informar se o cão se encontra protegido ou não. O momento de aplicar as vacinas nos cães depende de inúmeros fatores como a idade, condições de saúde, histórico de vacinas e de reações adversas com vacinação, porte e raça. Mas o principal é avaliar onde o cão vive, estilo de vida dele e até se mamou o colostro quando filhote. Parece excesso de zelo, mas sempre que possível todos esses aspectos devem ser levados em conta antes de aplicar uma vacina no paciente.

CANINABLOG: Mas existem vacinas obrigatórias para qualquer cão?

Sylvia: A comunidade científica internacional classifica as vacinas para pets existentes no mercado em essenciais, opcionais e não-recomendadas. As vacinas essenciais são aquelas que todo cão deve receber porque são altamente eficazes, conferem proteção por muitos anos e protegem contra doenças realmente perigosas. São elas: as vacinas contra cinomose, hepatite infecciosa canina (também conhecida como adenovirose tipo I), contra parvovirose e contra a raiva. As vacinadas classificadas como opcionais apresentam eficácia inferior, proteção menos duradoura e visam prevenir doenças menos perigosas ou que estejam restritas a determinadas regiões e não em todo o território. São elas: as vacinas contra leptospirose, contra leishmaniose visceral canina (que pode vir a se tornar uma vacina essencial para o Brasil) e contra a “tosse dos canis”.

Vacinas são classificadas como essenciais, opcionais e até mesmo não-recomendadas

CANINABLOG: E quais são as não-recomendadas?

Sylvia: São aquelas de baixo custo-benefício, seja porque são pouco eficientes ou porque a doença contra a qual protegem não oferece risco significativo. São elas: a vacina contra a giardíase (estudos comprovam que não funciona satisfatoriamente), coronavirose (uma infecção intestinal branda que acomete filhotinhos de até 8 semanas de vida) e a vacina que previne contra dermatofitose (micose).

CANINABLOG: Como o dono do cachorro pode conversar com seu médico veterinário a respeito?

Sylvia: Em primeiro lugar, saiba que é possível customizar o protocolo do peludo e que produtos com menor número de frações expõem o paciente a um risco menor de reações adversas. Se você está interessado em obter um protocolo customizado para seu pet, converse com seu veterinário e passe para ele alguns artigos científicos disponíveis na internet. Recomendo enfaticamente a consulta às diretrizes vacinais internacionais do World Small Animal Veterinary Association (WSAVA) de 2010 (clique aqui) e do American Animal Hospital Association (AAHA) de 2011 (clique aqui).

CONFIRA todos os posts publicados aqui no CaninaBlog a respeito da polêmica do excesso de vacinação em cães:

Vacinas: Questão de saúde ou falta de informação?

Vacinação: O princípio de tudo

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Somente algumas vacinas precisam de reforços anuais, afirma a vet Sylvia Angélico

EXCLUSIVO | QUEM ama seu cachorro faz tudo por ele. Principalmente quando a questão é a saúde do seu pet. Por esta razão, muitos donos nunca questionaram se a vacinação anual canina é realmente necessária. Afinal, todo médico veterinário recomenda reforços anuais – ou, pelo menos, a maioria dos profissionais.

A MÉDICA veterinária Sylvia Angélico há anos estuda as descobertas científicas sobre a vacinação dos cães e suas reações. Ao longo do tempo, descobriu que existe um exagero neste comportamento. Segundo Sylvia, muitos colegas de profissão recomendam os reforços vacinais baseados nas informações das bulas das vacinas. Entretanto, ela adverte: “essas bulas não acompanham as informações que têm sido publicadas na literatura científica atual”.

MUITOS veterinários também defendem que o retorno paciente na clínica é uma oportunidade para examiná-lo clinicamente, solicitar exames, esclarecer dúvidas do cliente e recomendar procedimentos importantes como castração e profilaxia dentária, por exemplo. Além disso, veterinários mantém este comportamento por toda a profissão porque simplesmente aprenderam a agir desta maneira desde a faculdade. “Eu mesma aprendi assim e o material publicitário e palestras dos fabricantes de vacinas reforçam essa prática”, adverte Sylvia.

CONFIRA abaixo a segunda parte da conversa que o CaninaBlog teve com a médica veterinária Sylvia Angélico, criadora do blog Cachorro Verde.

Reforços vacinais sistemáticos geram lucro significativo para as clínicas

CANINABLOG: Quais vacinas realmente precisam ser aplicados anualmente? 

Sylvia Angélico: Existem vacinas que precisam ser aplicadas anualmente, algumas até semestralmente, para manter o animal protegido. É o caso das vacinas contra leptospirose, “tosse dos canis” e leishmaniose visceral canina. Elas conferem imunidade de mais breve duração. A partir disso, há veterinários que generalizam e praticam reforços vacinais contra todas as doenças para as quais existem vacinas, sem saber que há vacinas capazes de proteger o paciente por mais de 7-9 anos, como aquelas feitas com vírus vivos atenuados (“enfraquecidos”) contra cinomose, parvovirose e hepatite infecciosa canina.

CANINABLOG:  Na sua opinião, que razões levam muitos veterinários a recomendar tantas vacinas?

Sylvia Angélico: A falta de conhecimento é uma das razões. Uma parcela dos veterinários tem pouco interesse pelas áreas de Imunologia, Vacinologia e Infectologia. Na última década, dezenas de artigos científicos têm sido publicados anualmente. Esses artigos trazem atualizações sobre condutas vacinais, mas precisam ser ativamente pesquisados pelo veterinário para ser encontrados. Creio não existir ainda interesse dos fabricantes de vacinas em incluir as principais atualizações desses artigos em seu material informativo e palestras. Sem conhecimentos atualizados sobre as possíveis reações adversas associadas à vacinação, sobre exames que determinam se o paciente já se encontra protegido (chamado titulação de anticorpos vacinais), sobre epidemiologia de doenças infecto-contagiosas no Brasil, sobre a verdadeira duração e custo-benefício de cada produto, muitos veterinários acreditam ser mais correto, seguro e cômodo manter a conduta vigente.

CANINABLOG: Questões econômicas também estão envolvidas?

Sylvia Angélico: Reforços sistemáticos geram lucro significativo para a clínica. No início do segundo semestre de 2011, uma das revistas científicas de maior circulação entre os veterinários de cães e gatos do Brasil publicou uma coluna reforçando a importância de manter a aplicação sistemática de vacinas como forma de gerar lucro. O artigo trazia até infográficos mostrando quantos milhares de reais o veterinário deixaria de faturar ao ano caso seus clientes “atrasassem” o reforço vacinal em um mês.

NOS próximos dias vamos publicar o terceiro e último post com a médica veterinária Sylvia Angélico que irá explicar quais são os métodos recomendados por especialistas na hora de se escolher a vacina ideal para seu cão.

CONFIRA abaixo o primeiro post a respeito da polêmica da vacinação anual em cães publicado aqui no CaninaBlog

Vacinação: O princípio de tudo

Vacinação canina: O perigo do excesso

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Entenda a origem das vacinas obrigatórias para cães no Brasil e no mundo

EXCLUSIVO | QUEM tem cachorro em casa já sabe: é preciso vaciná-lo pelo menos uma vez ao ano. Este comportamento é mais do que comum hoje em dia, é um padrão seguido e recomendado por quase todos os veterinários. Mas de onde surgiu esta prática? É realmente necessário vacinar ao logo de toda a vida dos cães?

ESSAS perguntas têm levantado muita polêmica entre veterinários, principalmente fora do Brasil, e se tornou um tema de pesquisa para a médica veterinária Sylvia Angélico do blog Cachorro Verde. Ao longo de três posts especiais criados com a médica veterinária, o CaninaBlog irá trazer informações sobre a indústria das vacinas para cães no mundo.

CONFIRA agora a primeira parte desta entrevista exclusiva e entenda como tudo começou:

CANINA BLOG: Quando os cães começaram a ser vacinados de forma sistemática?

Sylvia Angélico: A vacinação com reforços sistemáticos teve início nos Estados Unidos na década de 1950. Nessa época foram desenvolvidas as primeiras vacinas contra cinomose canina e elas não eram muito eficientes. Verificou-se que conferiam proteção por um período curto de tempo – até 12 meses,em média. Por segurança, uma vez que a cinomose é uma doença perigosa e difundida, reforços anuais passaram a ser praticados. Com o passar das décadas, vacinas mais eficientes e variadas, contra uma série de doenças, foram surgiram no mercado, mas os reforços anuais foram mantidos. Para ter uma vacina licenciada, em grande parte das vezes o fabricante deve comprovar eficiência protetora mínima de um ano. Como esses testes são caros e toda a comunidade veterinária já adotava os reforços anuais arbitrários, não se verificou se a duração de proteção ultrapassaria um ano.

CANINABLOG: Quais foram os benefícios na época? 

Sylvia Angélico: Essa medida garantia que o animal voltaria à clínica periodicamente para check-ups de saúde a avaliação do manejo, o que permitia identificar doenças no começo do seu surgimento e tratar o paciente com maiores chances de sucesso. Isso sem falar que grande parte dos cães vacinados conforme esse protocolo não desenvolvia cinomose.

CANINABLOG: Quais são as vacinas obrigatórias no Brasil?

Sylvia Angélico: Nem todos os municípios brasileiros a exigem, mas os que o fazem demandam reforços anuais. É possível que em breve a vacinação anual contra leishmaniose visceral canina figure entre as obrigatórias, uma vez que se trata de uma zoonose (doença transmissível ao ser humano) que tem ganhado bastante atenção por sua rápida disseminação em nosso pais. Companhias aéreas podem exigir a vacinação múltipla (V6, V8 ou V10), além da antirrábica, para embarcar cães.

CONFIRA no próximo post da série sobre Vacinas no CaninaBlog porque e se realmente é necessário vacinar seu cão uma vez por ano.

Vacinas: Questão de saúde ou falta de informação?

Vacinação canina: O perigo do excesso

Ministério proíbe vacina antirrábica que matou animais

Vacinas: essenciais ou opcionais?

Cinomose: fique atento aos primeiros sintomas

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