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Archive for setembro \26\UTC 2013

ADOÇÃO | A ORGANIZAÇÃO Mundial da Saúde calcula que só no Brasil existam 20 milhões de cães., sendo que 10% destes cães estão abandonados pelas ruas ou em ONGs. É por essa razão que muitas organizações de proteção animal têm incentivado a castração para impedir a reprodução já descontrolada da população canina. Enquanto isso, ONGs de todo país estão lotadas de cães para adoção.

ASSIM como acontece com os humanos para adoção, é muito mais fácil um filhote ser adotado do que um cão adulto. Mas outras características também atrapalham a adoção, segundo Bruna Mendes, proprietária da empresa OpenPet e idealizadora do projeto Open Bar Canino, que utiliza as redes sociais para promover arrecadações e eventos. “Normalmente, as pessoas têm dificuldade em aceitar a adoção de cães adultos, deficientes e de médio ou grande porte”, explica.

Leo é a estrela da campanha de adoção

Leo é a estrela da campanha de adoção

ESSA constatação ficou ainda mais clara e chocante depois que Bruna e a amiga Luísa Rossi, gestora da empresa T-Mutts e uma das criadoras do projeto Guaipecando, que ajuda animais por meio de campanhas, conheceram o pequeno Leo. As duas ajudam uma ONG onde Leo mora e contam que sempre são recepcionadas por ele com muita festa, sem dar a mínima para sua deficiência física. “Conhecemos a história do Leo e sabemos que ele aguarda adoção há anos, mas por ser ‘especial’, adulto e de porte médio, a probabilidade dele ser adotado é muito menor que a de outros cães

A CRIAÇÃO

FOI assim que surgiu a ideia de fazer um vídeo “Adoção sem preconceito” para promover a adoção de Leo e, ao mesmo tempo, mostrar que ele não é diferente dos outros cães (clique no vídeo na imagem de abertura para assistir). “Por enquanto, o vídeo é uma ação isolada em parceria”, explica Luísa. Mas tanto os projetos quanto as empresas que participaram da produção do vídeo promovem constantemente ações com objetivo de ajudar e conscientizar a respeito da realidade dos animais. “Esperamos logo poder lançar mais alguma ação com o tema ‘adoção sem preconceito”, contam.

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O tipo de anestesia mais utilizado é a inalatória, na qual o anestésico é inspirado pelo paciente

O tipo de anestesia mais utilizado é a inalatória, na qual o anestésico é inspirado

SAÚDE | JÁ passei por algumas cirurgias na vida (mais do que gostaria, na verdade). Sei o quanto pode ser assustador ser anestesiado ou ainda acordar da anestesia. Por essa razão, fiquei com muito receio de também submeter meu Fox Terrier Ciccilo à uma anestesia quando ele foi castrado há cerca de seis meses.

OS mitos e verdades sobre os perigos da anestesia em cães são intermináveis. Sendo assim, muitos donos (como eu) têm receio de submeter seus cães a tal procedimento. Mas a utilização da anestesia, não só para a realização de cirurgias, também é grande nas clínicas veterinárias. “Para animais muito agitados ou agressivos, a sedação é benéfica, pois evita o estresse da contenção e permite que exames ou pequenas intervenções sejam realizadas de maneira adequada”, explica a veterinária do Pet Care Morumbi, Aline Vaccaro Tako.

ESPECIALISTA em anestesiologia veterinária, Aline Tako deu uma entrevista exclusiva para o CaninaBlog tirando dúvidas e desmistificando muitos fatos sobre o uso de anestesia em cães. Confira abaixo:

Estudos realizados na Europa indicam que a taxa de risco anestésico em cão é de cerca de um em cada 1000 cães, afirma vet Aline Tako

Estudos realizados na Europa indicam que a taxa de risco anestésico é de cerca de 1 em cada mil cães, afirma vet Aline Tako

CANINABLOG: Quais são os tipos de anestesias mais utilizados por veterinários hoje?

Aline Tako: O tipo de anestesia mais utilizado é a inalatória, na qual o anestésico é inspirado pelo paciente, sendo absorvido diretamente pelos pulmões. Trata-se  de um tipo de anestesia muito seguro, pois a quantidade de anestésico administrada é controlada minuto a minuto pelo anestesista. A anestesia inalatória é frequentemente associada aos chamados bloqueios regionais, como a anestesia peridural. A vantagem dessa associação é que podemos utilizar doses menores de anestesia inalatória, além de melhorar o grau de analgesia no pós-operatório.

CANINABLOG:   anestesia feita em um cão tem a mesma taxa de risco daquela em humanos? Quais são estes riscos?

Aline Tako: Estudos realizados na Europa indicam que a taxa de risco anestésico em cão é de cerca de 0,1%, ou seja, um em cada 1000 cães. Estes riscos incluem queda de pressão arterial, arritmias, depressão respiratória e alterações neurológicas, podendo levar a parada cardiorrespiratória (reversível ou não) e até ao óbito. Uma associação pré-operatória completa, com exames de sangue e avaliação cardiológica, ajudam a minimizar esses riscos. É muito importante que anestesia seja induzida por um profissional especializado e que o centro cirúrgico disponha de equipamentos de monitorização adequados, além de estrutura de laboratório, UTI, exames de imagem etc, para atender qualquer emergência ou complicação.

CANINABLOG: Em que circunstâncias a anestesia é indicada?

Aline Tako: Além dos procedimentos cirúrgicos, nos quais a anestesia é fundamental, outras situações também podem exigir sedação ou anestesia. Para animais muito agitados ou agressivos, a sedação é benéfica, pois evita o estresse da contenção e permite que exames ou pequenas intervenções sejam realizadas de maneira adequada. Alguns procedimentos exigem sedação independente do temperamento do animal, pelo grau de relaxamento exigido, como por exemplo, alguns tipos de exames radiológicos, nos quais o animal tem que ficar imóvel por alguns minutos.

CANINABLOG: Que perguntas todo dono de cachorro deveria fazer ao veterinário antes de anestesiar seu pet?

Aline Tako: O proprietário deve questionar se haverá um veterinário anestesista presente ao procedimento, que tipo de monitorização será utilizada, e se o hospital tem estrutura para dar assistência ao paciente se houver qualquer intercorrência.

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De 50% dos crimes cometidos com animais, 32% também cometeram crimes contra pessoas

De 50% dos crimes cometidos com animais, 32% também cometeram crimes contra pessoas

EXCLUSIVO | O BRASIL possui um artigo específico que protege todo e qualquer bicho de maus tratos. O artigo 32 é citado na Lei de Crimes Ambientais (Lei Federal 9.605, de 1998), que descreve o crime: maltratar, ferir, abusar ou mutilar animais silvestres, domésticos, domesticados e exóticos. “O problema é que a pena é irrisória (de 3 meses a 1 ano de detenção) e ninguém fica preso”, conta o Capitão da Polícia Militar e chefe de operações da Polícia Militar Ambiental do Estado de São Paulo, Marcelo Robis Francisco Nassaro.

O MAIS chocante é que essa impunidade vai além da esfera animal. Segundo uma pesquisa realizada nos Estados Unidos, pessoas que maltratam animais também cometem crimes na sociedade. Baseado nesse princípio, denominado Teoria de Link, o Capitão abordará os principais pontos estudados sobre essa teoria no 2º Encontro Nacional de Apoio a Protetores de Animais (E.N.A.P.A), realizado no dia 6 de outubro, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo, iniciativa da fabricante de alimentos para cães e gatos, Total Alimentos.

Coronel Marcelo Robis publicou um livro sobre maus tratos pelo Instituto Nina Rosa (R$ 25)

Coronel Marcelo Robis publicou um livro sobre maus tratos a animais pelo Instituto Nina Rosa (R$ 25)

O ESTUDO gerou o livro “Maus tratos aos animais e a violência contra pessoas”, do próprio Capitão Robis, que descreve o perfil dos criminosos. A pesquisa também alerta para o fato de que se há registro de maus tratos animais dentro de um lar, possivelmente pode haver idosos ou crianças também sendo prejudicados. “De acordo com a Teoria de Link, 83% dos casos familiares envolvem, inclusive, violência do ponto de vista sexual. Nossa intenção como Polícia Militar é estar atento às ocorrências de maus tratos animais como forma de prevenção primária: salvar vidas e evitar crimes sociais”, finaliza Robis.

CONFIRA abaixo uma entrevista exclusiva com o Capitão da Polícia Militar e chefe de operações da Polícia Militar Ambiental do Estado de São Paulo, Marcelo Robis Francisco Nassaro:

CANINABLOG: Quem deve ser acionado em um caso de violência contra animais no Brasil?

Marcelo Robis: Caso seja flagrante ligar 190 e solicitar emergência policial. Via de regra, as Polícias Militares devem atender, porém não apenas elas. Existem inúmeros municípios que têm guardas municipais que atendem essas ocorrências. O importante é acionar as autoridades para o atendimento e não deixar os maus tratos contra os animais serem perpetrados. Não sendo flagrante e o caso exigir investigação, procurar remeter essa demanda à Polícia Civil local, se possível a especializada em crimes ambientais. No Brasil já há algumas instaladas.

CANINABLOG: Qual é o perfil de pessoas que cometem esse tipo de agressão?

Robis: No Estado de São Paulo, 90 % são homens de 43 anos em média e cometem esses crimes em ambientes urbanos. O perfil também aponta que 32 % dessas pessoas autuadas por maus tratos também cometeram outros crimes além dos maus tratos. E, desses outros crimes, 50% deles são de crimes de violência contra pessoas, especialmente lesões corporais.

CANINABLOG: Como as autoridades no Brasil reagem diante de um caso confirmado?

Robin: As autoridades agem conforme a previsão do artigo 32 de Lei de Crimes Ambientais, ou seja, conduzem os responsáveis aos Distritos Policiais para apuração do crime, com posterior processamento do Ministério Público para imposição da pena. O problema é que a pena é irrisória e ninguém fica preso, quando muito acaba pagando uma cesta básica para alguma casa de caridade o que é um absurdo diante da complexidade do crime e da potencialidade dele de gerar outros crimes, em especial os violentos contra as pessoas.

SAIBA mais: Quer fazer uma denúncia de maus tratos contra animais?

PM Ambiental São Paulo: telefone (11) 5082 3330

Secretaria Estadual do Meio Ambiente: ligue 0800 11 35 60

Secretaria de Segurança Pública: disque 181.

SERVIÇO

Evento chega a segunda edição este ano

Evento chega a segunda edição este ano

2º Max Encontro Nacional de Apoio a Protetores de Animais.

Data: 6 de outubro de 2013

Horário: das 9 às 17h

Local: Centro de Convenções Rebouças

Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 23 – São Paulo (SP)

Inscrições:

www.maxemacao.com.br/2enapa

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Um bom criador não deve avaliar somente a beleza do filhote, mas também a saúde

Um criador sério não deve avaliar somente a beleza do filhote, mas também a saúde

EXCLUSIVO | TODO mês recebo aqui no CaninaBlog dezenas de mensagens de leitores que relatam problemas de saúde nos seus cães de raça. São problemas como displasia de quadril em cães de grande porte, epilepsia, problemas cardíacos, sarna demodécica… e a lista parece não ter fim. Mas afinal, o pedigree não deveria garantir que os filhotes têm uma saúde exemplar? A verdade é que, graças a criadores que não levam a sério a reprodução assistida da sua prole, cachorros têm sido vendidos com problemas sérios de saúde, inclusive genéticos.

MUITOS são os atalhos de quem não cria cães de forma séria. Segundo o criador premiado internacionalmente Roberto Rodrigues, proprietário dos canis Summer Storm Kennel Labs e Black Labs, muitos criadores não se certificam se o cão é potencialmente correto para reprodução e também não levam em conta o caráter e a índole do bicho. “E o pior de tudo, negligenciam os testes de saúde que não são obrigatórios segundo o regulamento das entidades de registro, mas que todo criador sério tem como principio básico realizá-los”, denuncia o criador com 22 anos de experiência.

Roberto Rodrigues é criador premiado internacionalmente e proprietário dos canis Summer Storm Kennel Labs e Black Labs

Roberto Rodrigues é criador premiado internacionalmente e proprietário dos canis Summer Storm Kennel Labs e Black Labs

O DESAFIO

O PROBLEMA é que muitos problemas de saúde em cães são difíceis de serem detectados pelos futuros donos ou sem um exame correto. “Existem casos onde o cão é displásico e vive bem até a velhice, não manca ou mostra qualquer sinal. Mas ele não deve jamais se reproduzir para não criar descendentes que talvez não tenham a mesma sorte”, relata Rodrigues.

HÁ ainda casos mais complicados, como de cães que carregam o gene da atrofia progressiva. Neste caso, há três perfis: o cão clear (limpo) que é isento do gene que determina a doença; o carrier que é o portador da atrofia, mas não apresenta sintoma; e o afetado que é o cão que manifesta a doença e ficará cego em algum estágio da vida. “Neste caso, fica clara a importância de se realizar os exames pois um cão afetado não deve ser usado jamais na reprodução, já o carrier que é portador do gene deve ser usado com muito critério e em parceiros clear, para que não haja surpresas adiante.”

O problema é que muitos problemas de saúde em cães são difíceis de serem detectados pelos futuros donos ou sem um exame correto

Muitos problemas de saúde em cães são difíceis de serem detectados pelos futuros donos ou sem um exame correto

COMO se prevenir

SE VOCÊ está planejando a compra de um cão em um canil, há maneiras de se prevenir contra problemas genéticos. As dicas são do criador Roberto Rodrigues:  “Primeiro, pesquise quais são as doenças genéticas que acometem a raça pretendida. Depois,  pergunte abertamente ao criador quais exames ele costuma aplicar em seus cães antes de reproduzi-los”. Rodrigues avisa que, em alguns casos, o criador pode ser responsabilizado judicialmente se a negligência for constatada e comprovada.

O JEITO  certo

CRIADOR de duas raças de cães em São Bernardo do Campo (SP), Roberto Rodrigues ponta a maneira correta de se fazer esse controle antes de reproduzir os cães no canil. Confira abaixo:

  1. Primeiro: É preciso se certificar de que os filhotes sejam realmente típicos e de qualidade superior, somente exemplares com muita qualidade devem se reproduzir.
  2. Ultrapassada essa fase, é preciso agora se certificar por meio de exames clínicos se esse cão, mesmo sendo lindo é saudável, também que não possui doenças genéticas que serão transmitidas para seus descendentes;
  3. Por fim, se o cão tem índole e caráter compatível com a raça, ou seja,  um longo processo que geralmente termina aos dois anos de idade, só ai o criador pode levar esse cão para a reprodução.
  4. Agora, caso alguma doença ou desvio de caráter seja detectado, um proprietário consciente e responsável deve providenciar a castração do animal a fim de que ele não reproduza nem por acidente levando adiante a doença ou falha genética.

(Fotos:  Canis Summer Storm Kennel Labs e Black Labs)

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