Feeds:
Posts
Comentários
Cães participaram de um concurso para a escolha do cão com o traje mais original

Cães participam de um concurso para a escolha do cão com o traje mais original

AGENDA | JÁ pensou em ver cãezinhos fantasiados, comemorando o Dia das Bruxas com festa, petisco, brincadeiras e muito mais? Foi o que aconteceu com os alunos da Pet Escola Jardins no último sábado (26), ao participarem de uma Festa de Halloween promovida no local. A comemoração, que contou com os peludos desfilando com suas fantasias, tem, como desdobramento, a realização de um concurso para a escolha do cão com o traje mais original.

Uma das alunas da Pet Escola Jardins vestido à caráter

Uma das alunas da Pet Escola Jardins

DIABINHO, bruxa e caveira. Não faltou criatividade na escolha das fantasias dos mascotes. Caberá aos internautas eleger, pela página da Pet Escola Jardins no Facebook (clique aqui), os três primeiros colocados da competição, entre os 25 animais participantes. Os vencedores serão divulgados no Dia das Bruxas (31/10), e ganharão kits com objetos e acessórios para pets.

Donos foram orientados a priorizar o bem-estar dos animais

Donos foram orientados a priorizar o bem-estar dos animais

 

BEM-ESTAR acima de tudo

MUITO mais do que uma diversão, os donos foram orientados a priorizar o bem-estar dos animais ao participarem da festa e do concurso do Dia das Bruxas. Segundo o especialista em comportamento animal e um dos sócios da Pet Escola Jardins, Alexandre Rossi, é preciso ter atenção na hora de fantasiar o animal. “Ele tem que estar acostumado a usar roupa. A fantasia deve ser confortável e não pode ser quente”, aconselha.

Estopinha, mascote do adestrador Alexandre Rossi, também entrou na brincadeira

Estopinha, mascote do adestrador Alexandre Rossi, também entrou na brincadeira

 

LEIA também no CaninaBlog:

Imagem da Semana: Dia das Bruxas (e do Saci)

Dia das Bruxas está chegando…

Cinema: Diretor Tim Burton lança filme com cão Frankstein

Prontos para o Halloween

Entrevista: Alexandre Rossi fala do novo programa de TV

São Paulo ganha escola para cães em bairro nobre

Jóias com alma canina

A ourives  e veterinárias Simone Michel cria peças personalizadas

A ourives e veterinária Simone Michel também cria peças personalizadas

MODA | POUCAS pessoas no mundo têm o privilégio de reunir duas paixões e ainda transformá-las em uma profissão bem sucedida. Este é o caso da gaúcha Simone Michel que há sete anos decidiu unir sua formação como médica veterinária à profissão de ourives. O resultado são jóias e acessórios que parecem que vão até latir. Por conhecer profundamente a anatomia, as particularidades das raças, as expressões e movimentos dos animais, e ainda entender de perspectiva e proporção, Simone consegue transformar uma simples foto de um pet em um desenho no metal.

Simone Michel - pingente-colar-fox-terrier

Pingente em ouro sai por R$665 e em prata R$135

TUDO começou quando Simone cursou a Escola Gaúcha de Joalheria e de gravação e cravação em 2006 e, ainda durante as aulas, fez a primeira peça com o desenho da  sua Buldogue Francês, Kaila. “A partir da primeira peça as outras vieram naturalmente. Adorei poder misturar todas as minhas paixões em uma coisa só”, revela.

HOJE Simone comercializa uma coleção fixa de peças com várias raças, em ouro ou prata, e ainda aceita encomendas de peças personalizadas criadas a partir de fotos dos cães ou gatos de clientes. Segundo Simone, o retorno tem sido emocionante. “É frequente os clientes dizerem que as minhas jóias têm alma e isto me deixa realizada pois busco exatamente reproduzir a expressão de cada animalzinho para criar uma lembrança eterna.”

 

SAIBA mais: As vendas das jóias Simone Michel são feitas pelo site: www.simonemichel.com.br ou pelo e-mail simone@simonemichel.com.br.

LEIA também no CaninaBlog:

Seu cachorro protegido por São Francisco

Semi jóia para quem é louco por cachorrro

CANINABLOG RECOMENDA | SEU cachorro come toda a ração em alguns segundos? Não mastiga nada e parece mais um aspirador de comida? Saiba que esse comportamento compromete a mastigação e deixa seu melhor amigo predisposto a vários problemas de saúde como engasgos, vômitos, gastrite, dilatação e torção do estômago, e até obesidade.

SE VOCÊ tem em casa um cão com essas características gulosas, vai gostar do CaninaBlog Recomenda de hoje. Testamos por mais de um mês uma novidade da marca Pet Games, o Pet Fit, um comedouro com design funcional que promete ajudar os animais a se alimentarem mais devagar.

PREOCUPADO com aqueles cães que ingerem muito rápido os alimentos e, frequentemente, em excesso, o veterinário Dalton Ishikawa, fundador da Pet Games, estudou diversos modelos de comedouros até chegar a um produto que promete atender de forma eficaz pets de todos os portes. Seu design funcional obriga os pets a “caçarem” seu alimento, levando assim a uma ingestão mais lenta. “Comer muito rápido a quantidade diária de ração de uma só vez pode levar à torção gástrica e ser fatal, principalmente em animais idosos”, adverte o veterinário. O Pet Fit

COMO Ciccilo, meu Fox Terrier, costuma comer lentamente sua ração, convidamos dois amigos do CaninaBlog para testar o comedouro Pet Fit. Toddy e Bionda são dois Labradores que além da raça, tem mais coisas em comum: comem muito rápido sua ração e lutam para manter o peso ideal. Os dois pets testaram, com ajuda dos seus donos, os comedouros por pelo menos duas semanas cada. Confira abaixo as avaliações dos donos de Bionda e Toddy:

Mesmo com o PetFit Bionda continua comendo muito rápido sua ração

Mesmo com o PetFit Bionda continua comendo muito rápido sua ração

TESTE 1: Bionda

Labradora amarela, 9 anos e 32 quilos

Antonio Carlos Spilotro é o dono de Bionda e conta que a cadela sempre comeu da mesma maneira: muito rápido, mesmo depois das aulas de adestramento. “Acho que o comportamento dela é igual em todos os Labradores”, avalia Espilotro. Para amenizar o problema, ele divide a ração em duas porções diárias, faz o máximo de passeios com Bionda e ainda a leva para o trabalho alguns dias da semana. Portanto, Bionda fica pouco tempo sozinha no apartamento onde moram.

O teste: Bionda experimentou o comedouro Pet Fit em quase todos os níveis de dificuldade (as instruções no pacote recomendam colocar bolinhas de tênis dentro do comedouro no nível mais difícil). Segundo o dono, não houve nenhuma diferença no tempo que ela geralmente leva para comer a porção de ração no pote tradicional.

Toddy e Dani criaram até um vídeo para provar que  PetFit funciona

Toddy e Dani criaram até um vídeo para provar que Pet Fit funciona (clique na abertura para assistir)

TESTE 2: Toddy

Labrador chocolate, 8 anos e 32 quilos

Toddy e Dani Koetz são membros do blog Lovepet e testaram o comedouro Pet Fit por 1 mês. Como Toddy convive com mais três cães (que adoram roubar a comida alheia), ele come sua ração o mais rápido possível. “Meu maior receio é, sem dúvida alguma, o risco da torção gástrica que é muito comum em cães grandes”, afirma a dona da matilha.

O teste: Dani  ficou super contente em testar essa novidade da Pet Games e até criou um vídeo em que compara  o tempo que Toddy leva para comer a mesma porção de ração no pote tradicional e depois no Pet Fit. “Toddy é tão afobado que só de ter que catar os que caíram para fora do prato já levou uns 15 segundos extras”, relata. Clique no vídeo de abertura e confira a avaliação positiva do Pet Fit que é vendido por cerca de R$ 32 e tem capacidade para até 300g de ração.

LEIA também no CaninaBlog:

Fecho especial para vedar embalagem de ração

Brinquedos que divertem e ensinam a cachorrada

Cachorro com apetite caprichoso. Frescura ou doença?

Seu cachorro vive para comer ou come para viver?

O medo pode ser transmitido ao filhote ainda na barriga da mãe

O medo pode ser transmitido ao filhote ainda na barriga da mãe

EXCLUSIVO | TÍMIDO, extrovertido, independente, carente, protetor, medroso. Seu cachorro apresenta alguma dessas características citadas acima? Se você respondeu “sim”, saiba que estamos falando de um tema pouco explorado no adestramento de animais: a personalidade canina.

SEGUNDO o comportamentalista animal Gustavo Campelo, do site Adestramento dos Cães, o comportamento (ou personalidade) dos cães varia de acordo com dois fatores: a genética e o ambiente. “Cada cão tem sua própria cadeia de DNA diferente um do outro e só por esse motivo já há razões para se comportarem de maneira diferente uns dos outros”, afirma Campelo. Além disso, as vivências de cada cão também o poder de alterar seu comportamento. Ou seja, o ambiente, até mesmo ainda dentro da barriga da mãe, pode influenciar o processo de aprendizagem do filhote até a vida adulta. O medo, por exemplo, pode ser transmitido ainda na barriga da mãe, pois o estado emocional da cadela influencia os filhotes que ela carrega.

Socializar desde filhotinho ajuda tanto cães “tímidos” como medrosos

Socializar desde filhotinho ajuda tanto cães “tímidos” como medrosos

CONFUNDINDO timidez com medo

SABEMOS que muitas pessoas são tímidas por natureza. Mas nem por isso devem ser classificadas como medrosas por simplesmente terem dificuldade em falar em público, por exemplo. O mesmo acontece com os cães. Para Gustavo Campelo existe uma grande diferença entre um cão “tímido” e um cão medroso. “Existem cães que não são medrosos, mas apenas não querem interação com pessoas ou outros cães. Eles estão confortáveis, tranquilos.” Já os cães medrosos ficam visivelmente perturbados com a situação que causa medo e querem sair dali o quanto antes.

A CAUSA e a solução

COMO já explicamos neste artigo, o medo – seja de barulhos (fogos, trovões, motos), de pessoas e até de outros cães – pode ser transmitido ainda na barriga da mãe. Além disso, adverte Campelo, algumas pessoas desavisadas colocam o cão em situações de estresse excessivo e que geram esse tipo de reação. “Um cão que nunca viu outros cães antes não pode simplesmente ser jogado no meio de um grupo de animais. É normal esperar que eles se assustem.” O seja, assim como os bebês humanos, os filhotes não podem ser colocados em situações da qual não estão preparados emocionalmente para lidar sozinhos.

A PREVENÇÃO para cães que têm medo ou se mostram muito tímidos é a mesma: socializar o animal desde filhotinho e antes mesmo de sair de casa. “Apresente alguns estímulos e, assim que o médico veterinário liberar os passeios, tente participar de aulas profissionais de socialização de filhotes.” A equipe de Gustavo Campelo, por exemplo, oferece essas aulas todos os sábados de manhã na cidade de São Paulo. E o melhor: a primeira aula é sempre gratuita para filhotes.

(Fotos: Carol Camanho)

LEIA também no CaninaBlog:

Gustavo Campelo: Como conquistar a confiança de um cão

Gustavo Campelo: A importância da socialização canina

Gustavo Campelo: Meu cachorro late demais

CINEMA | ESTREIA amanhã (4 de outubro) nos cinemas de todo Brasil uma comédia romântica em que a alma gêmea de um ser humano é um… quadrúpede. Essa é a história do filme “Mato sem Cachorro” que conta com os atores Bruno Gagliasso, Leandra Leal e, claro, um cachorro no papel principal, Guto (Dusty/Duffy).

DECO (Bruno Gagliasso) é um talento musical desperdiçado que vive jogado no sofá de casa. Até o dia em que conhece dois grandes amores: a linda radialista Zoé (Leandra Leal) e Guto (Dusty/Duffy), um cachorro que desmaia toda vez que fica animado. Os três vivem como uma família. Dois anos depois, Zoé dá um pé na bunda de Deco, fica com a guarda do cachorro e de sobra arruma um novo namorado. Deco, revoltado, toma as rédeas da situação e, com a ajuda do primo Leléo (Danilo Gentili), sequestra Guto.

Filme estreia 4 de outubro de 2013 no Brasil

Filme estreia 4 de outubro de 2013 nos cinemas de todo Brasil

ESTRELAS caninas de Hollywood

ENGANA-SE, entretanto, quem pensa que as grandes estrelas desse filme são Bruno e Leandra, figuras conhecidíssimas das telenovelas brasileiras. Alguns podem não se dar conta, mas “Mato sem Cachorro” conta com dois astros de Hollywood no elenco: Dusty e Duffy, que encarnam o personagem Sam da série “True Blood” quando este se transforma em cachorro.

OS DOIS machos adultos que interpretam  o protagonista Guto no filme, ambos da raça English Shepherd, Dusty e Duffy foram adotados e treinados pelo americano Boone Narr, experiente adestrador que preparou, entre outros, o mico de “Piratas do Caribe” e o akita de “Sempre ao seu Lado” – este último estrelado por Richard Gere. “Narr não quer saber apenas o que o animal deve fazer na cena, mas também que emoção deve transmitir”, conta a produtora Malu Miranda.

OS BASTIDORES

CONTRATADO após visitas a oito empresas californianas especializadas em adestramento para produções audiovisuais, Narr, junto ao adestrador cearense Vladinir Maciel, coordenou também o treinamento dos cinco filhotes de border collie que atuam no longa. A cada um foi ensinada uma habilidade específica como desmaiar, sair da caixa de papelão e sentar sem se assustar com a proximidade da câmera. Essa, no entanto, foi a etapa mais fácil do trabalho com os filhotes.

A PRIMEIRA dificuldade foi identificar uma variedade específica de border collie cujos filhotes se parecem com os de English Shepherd, não encontrados no Brasil. Foi programada, então, uma cruza para que os cães tivessem idade condizente com a de Guto no momento das filmagens. Concretizada apenas no último dia do cio da fêmea, a cruza felizmente deu origem a cinco cachorros marrons, a cor desejada, e três pretos. Doados pelo canil Cabanha Da Conquista, do interior de São Paulo, toda a ninhada foi adotada por integrantes da equipe e do elenco no fim das filmagens. Ao todo, mais de 55 cães e um gato participaram do filme, que contou com uma veterinária que ficava no set para cuidar exclusivamente dos animais e verificar que o elenco quadrúpede tivesse as melhores condições possíveis.

O humorista Danilo Gentili interpreta o primo de Deco, Leléo, que ajuda a sequestar Guto

O humorista Danilo Gentili interpreta o primo de Deco,
Leléo, que ajuda a sequestar Guto

CONTRACENANDO com cães

OS atores Bruno Gagliasso e Leandra Leal contam como foi a experiência de contracenar com a essa cachorrada toda:

BRUNO Gagliasso: “Já havia feito cenas com outros cachorros e com cavalos também. Na novela “Sinhá Moça” fiz várias cenas com cavalos, mas eles não eram personagens grandes como o Guto em “Mato sem Cachorro”. Fiquei impressionado com a dedicação, a obediência e a correção desses cães. São muito bem adestrados e ótimos profissionais, além de colegas muito agradáveis de elenco. Foi mais fácil contracenar com os cachorros do que com o Danilo Gentili (risos).”

LEANDRA Leal: “Nunca havia contracenado com animais com esse grau de profissionalismo de “Mato sem Cachorro”. Os treinadores eram incríveis. O set ficava em torno dos cachorros. Muitas vezes fiz cenas em que trocava olhares carinhosos com um deles e, na verdade, tinha um espeto de carne atrás de mim. O cachorro olhava através de mim para aquilo (risos). Quem assiste ao filme não imagina a quantidade de truques. É a magia do cinema!”

PARA assistir ao trailer do filme “Mato sem Cachorro” clique na imagem de abertura.

ADOÇÃO | A ORGANIZAÇÃO Mundial da Saúde calcula que só no Brasil existam 20 milhões de cães., sendo que 10% destes cães estão abandonados pelas ruas ou em ONGs. É por essa razão que muitas organizações de proteção animal têm incentivado a castração para impedir a reprodução já descontrolada da população canina. Enquanto isso, ONGs de todo país estão lotadas de cães para adoção.

ASSIM como acontece com os humanos para adoção, é muito mais fácil um filhote ser adotado do que um cão adulto. Mas outras características também atrapalham a adoção, segundo Bruna Mendes, proprietária da empresa OpenPet e idealizadora do projeto Open Bar Canino, que utiliza as redes sociais para promover arrecadações e eventos. “Normalmente, as pessoas têm dificuldade em aceitar a adoção de cães adultos, deficientes e de médio ou grande porte”, explica.

Leo é a estrela da campanha de adoção

Leo é a estrela da campanha de adoção

ESSA constatação ficou ainda mais clara e chocante depois que Bruna e a amiga Luísa Rossi, gestora da empresa T-Mutts e uma das criadoras do projeto Guaipecando, que ajuda animais por meio de campanhas, conheceram o pequeno Leo. As duas ajudam uma ONG onde Leo mora e contam que sempre são recepcionadas por ele com muita festa, sem dar a mínima para sua deficiência física. “Conhecemos a história do Leo e sabemos que ele aguarda adoção há anos, mas por ser ‘especial’, adulto e de porte médio, a probabilidade dele ser adotado é muito menor que a de outros cães

A CRIAÇÃO

FOI assim que surgiu a ideia de fazer um vídeo “Adoção sem preconceito” para promover a adoção de Leo e, ao mesmo tempo, mostrar que ele não é diferente dos outros cães (clique no vídeo na imagem de abertura para assistir). “Por enquanto, o vídeo é uma ação isolada em parceria”, explica Luísa. Mas tanto os projetos quanto as empresas que participaram da produção do vídeo promovem constantemente ações com objetivo de ajudar e conscientizar a respeito da realidade dos animais. “Esperamos logo poder lançar mais alguma ação com o tema ‘adoção sem preconceito”, contam.

LEIA também no CaninaBlog:

Adoção: Cachorro adulto ou filhote?

“Cães especiais se adaptam mais rápido que os donos”

“Adotamos uma cachorra cega e idosa”

Gustavo Campelo: Como ajudar um cão cego

 

O tipo de anestesia mais utilizado é a inalatória, na qual o anestésico é inspirado pelo paciente

O tipo de anestesia mais utilizado é a inalatória, na qual o anestésico é inspirado

SAÚDE | JÁ passei por algumas cirurgias na vida (mais do que gostaria, na verdade). Sei o quanto pode ser assustador ser anestesiado ou ainda acordar da anestesia. Por essa razão, fiquei com muito receio de também submeter meu Fox Terrier Ciccilo à uma anestesia quando ele foi castrado há cerca de seis meses.

OS mitos e verdades sobre os perigos da anestesia em cães são intermináveis. Sendo assim, muitos donos (como eu) têm receio de submeter seus cães a tal procedimento. Mas a utilização da anestesia, não só para a realização de cirurgias, também é grande nas clínicas veterinárias. “Para animais muito agitados ou agressivos, a sedação é benéfica, pois evita o estresse da contenção e permite que exames ou pequenas intervenções sejam realizadas de maneira adequada”, explica a veterinária do Pet Care Morumbi, Aline Vaccaro Tako.

ESPECIALISTA em anestesiologia veterinária, Aline Tako deu uma entrevista exclusiva para o CaninaBlog tirando dúvidas e desmistificando muitos fatos sobre o uso de anestesia em cães. Confira abaixo:

Estudos realizados na Europa indicam que a taxa de risco anestésico em cão é de cerca de um em cada 1000 cães, afirma vet Aline Tako

Estudos realizados na Europa indicam que a taxa de risco anestésico é de cerca de 1 em cada mil cães, afirma vet Aline Tako

CANINABLOG: Quais são os tipos de anestesias mais utilizados por veterinários hoje?

Aline Tako: O tipo de anestesia mais utilizado é a inalatória, na qual o anestésico é inspirado pelo paciente, sendo absorvido diretamente pelos pulmões. Trata-se  de um tipo de anestesia muito seguro, pois a quantidade de anestésico administrada é controlada minuto a minuto pelo anestesista. A anestesia inalatória é frequentemente associada aos chamados bloqueios regionais, como a anestesia peridural. A vantagem dessa associação é que podemos utilizar doses menores de anestesia inalatória, além de melhorar o grau de analgesia no pós-operatório.

CANINABLOG:   anestesia feita em um cão tem a mesma taxa de risco daquela em humanos? Quais são estes riscos?

Aline Tako: Estudos realizados na Europa indicam que a taxa de risco anestésico em cão é de cerca de 0,1%, ou seja, um em cada 1000 cães. Estes riscos incluem queda de pressão arterial, arritmias, depressão respiratória e alterações neurológicas, podendo levar a parada cardiorrespiratória (reversível ou não) e até ao óbito. Uma associação pré-operatória completa, com exames de sangue e avaliação cardiológica, ajudam a minimizar esses riscos. É muito importante que anestesia seja induzida por um profissional especializado e que o centro cirúrgico disponha de equipamentos de monitorização adequados, além de estrutura de laboratório, UTI, exames de imagem etc, para atender qualquer emergência ou complicação.

CANINABLOG: Em que circunstâncias a anestesia é indicada?

Aline Tako: Além dos procedimentos cirúrgicos, nos quais a anestesia é fundamental, outras situações também podem exigir sedação ou anestesia. Para animais muito agitados ou agressivos, a sedação é benéfica, pois evita o estresse da contenção e permite que exames ou pequenas intervenções sejam realizadas de maneira adequada. Alguns procedimentos exigem sedação independente do temperamento do animal, pelo grau de relaxamento exigido, como por exemplo, alguns tipos de exames radiológicos, nos quais o animal tem que ficar imóvel por alguns minutos.

CANINABLOG: Que perguntas todo dono de cachorro deveria fazer ao veterinário antes de anestesiar seu pet?

Aline Tako: O proprietário deve questionar se haverá um veterinário anestesista presente ao procedimento, que tipo de monitorização será utilizada, e se o hospital tem estrutura para dar assistência ao paciente se houver qualquer intercorrência.

LEIA também no CaninaBlog:

Cães machos: Problemas na próstata (I)

Seguradora oferece benefícios para pets

Cortar ou não o rabo do cachorro?

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 3.734 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: